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Nos bastidores do Haicai Brasileiro

História do Haicai - Edição 535

Katô Kyôtai (1732–1792)
kugatsu-jin
haruka ni noto no
misaki kana

Tradução:

Fim do nono mês –
A Península de Noto
tão longe se vê.


O kigo deste haicai é kugatsu-jin, que significa “último dia do nono mês”, de acordo com o calendário lunar de origem chinesa, usado no Japão até 1873. É a data que praticamente encerra o outono, pois o inverno se inicia nos primeiros dias do mês seguinte. No calendário gregoriano, corresponde aproximadamente ao início de novembro.

Em viagem pelas terras do norte, Kyôtai passa pela atual província de Toyama. Sobre os rochedos do litoral, castigados pelo mar agitado, ele enxerga com dificuldade, na linha do horizonte, a Península de Noto, turvada pelo mau tempo. É o inverno que se aproxima.

O fim do outono, tão apreciado, é fonte de sentimentos de melancolia e expressões de pesar entre os poetas. A descrição de uma paisagem desolada do norte, em conjunto com a referência expressa ao calendário, resume o estado de espírito do autor

 

História do Haicai - Edição 533

Katô Kyôtai (1732–1792)
kabashira ya
natsume no hana no
chiru atari

Tradução:

Nuvem de mosquitos –
As flores da jujubeira
se espalham à volta.


Há dois kigo de verão nesse haicai. Um é kabashira, que denomina nuvens de mosquitos na forma de verdadeiros redemoinhos de insetos, vindo incomodar as pessoas ao entardecer. O outro kigo é natsume no hana, flor de jujubeira. Esta é uma árvore nativa da Ásia, cujo fruto é a jujuba (natsume no mi), consumida in natura ou em conservas e remédios. Suas flores são diminutas e sem atrativos. A relação entre a fruta jujuba e o doce do mesmo nome é obscura.

Visível ao lusco-fusco, uma nuvem de mosquitos aproxima-se do jardim onde está plantada a jujubeira, que salpica o solo com suas minúsculas flores. O haicai retrata de maneira delicada o tranquilo fim de um dia abafado de verão, ao contrapor dois elementos que, separados, nada têm de poético.

Kyôtai foi samurai e viveu em Nagoia. Mestre de haicai e amigo de Buson, fez parte do grupo de poetas que procurava retornar aos valores de Bashô.


História do Haicai
Arakida Moritake (1473–1549)
Hattori Ransetsu (1654–1707)
Hattori Tohô (1657–1730)
Hirose Izen (?-1711)
Hori Bakusui (1718–1783)
Ihara Saikaku (1642-1693)
Ikenishi Gonsui (1650–1722)
Imbe Rotsû (1649–1738)
Inoue Shirô (1742-1812)
Kaga no Chiyoni (1703–1775)
Kagami Shikô (1665–1731)
Katô Kyôtai (1732–1792)
Kawai Chigetsu (? – 1708)
Kawai Sora (1649–1710)
Kaya Shirao (1738-1791)
Kitamura Kigin (1624-1705)
Kobayashi Issa 1 (1763-1827)
Kobayashi Issa 2 (1763-1827)
Konishi Raizan (1654-1716)
Kuroyanagi Shôha (1727-1771)
Matsue Shigeyori (1602–1680)
Matsunaga Teitoku (1571–1653)
Matsuo Bashô 1 (1644-1694)
Matsuo Bashô 2 (1644-1694)
Miura Chora (1729-1780)
Morikawa Kyoriku (1656-1715)
Mukai Kyorai (1651–1704)
Naitô Jôsô (1662–1704)
Natsume Seibi (1749-1816)
Nishiyama Sôin (1605-1682)
Nonoguchi Ryûho (1595–1669)
Nozawa Bonchô (?–1714)
Ochi Etsujin (1656-?)
Ôshima Ryôta (1716–1787)
Shiba Sonome (1664-1726)
Shida Yaba (1663-1740)
Sugiyama Sampû (1647-1732)
Suzuki Michihiko (1757-1819)
Tachibana Hokushi (?-1718)
Takai Kitô (1741-1789)
Takakuwa Rankô (1726-1798)
Takarai Kikaku (1661–1707)
Takebe Sôchô (1761-1814)
Tan Taigi (1709–1771)
Uejima Onitsura (1661–1738)
Yasuhara Teishitsu (1610-1673)
Yamazaki Sôkan (? - 1539)
Yosa Buson 1 (1716–1783)
Yosa Buson 2 (1716–1783)
Yosa Buson 3 (1716–1783)
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