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18 de junho de 1908 ~ 18 de junho de 2019

COLONIZAÇÃO:
Cultivo do arroz na Mogiana

Nas dez primeiras levas, a região foi a que mais atraiu os
imigrantes japoneses, com boa concentração em Ribeirão Preto


Vista da Fazenda Guatapará entre os anos 20 e 30:
imigrantes do Kasato Maru passaram por ali
 

(Fotos: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

A imigração japonesa na Mogiana teve início em 1908, com a chegada da primeira leva de pioneiros que desembarcaram no País a bordo do navio Kasato Maru. Afinal, as fazendas de Guatapará, Dumont, São Martinho e Canaã estão naquela região. Mas, como já se sabe, muitos dos imigrantes abandonaram as fazendas dos barões do café meses depois de se estabelecerem.

Assim, segundo relatos de Tomoo Handa no livro O Imigrante Japonês, um dos primeiros grupos de imigrantes japoneses chegou em maio de 1912, na Fazenda União, na estação de Igarapava, liderados por Kaito Ussui. Quatro anos mais tarde, a poucos quilômetros dali, já em Minas Gerais, entrava um outro contingente de nipônicos sob o comando de Nisaburo Takizawa. O local escolhido foi a Fazenda Lajeado, na estação de Conquista.

No lugar do café, em 1908, os japoneses da Mogiana dedicaram-se ao cultivo do arroz.Dados de 1918 dão conta de que a região já tinha, na época, 97 famílias nas monoculturas de arroz. Outras 89 a cultivavam intercaladas com outras culturas. No ano seguinte, pelo menos mais 200 famílias tornaram-se rizicultoras, chegando, no total, a 400 produtoras.

O sucesso com o cultivo do arroz foi imenso. Em decorrência disso, no dia 10 de outubro de 1919, surgia a sede de uma sociedade de capital aberto que reunia esses rizicultores numa espécie de cooperativa, batizada posteriormente de Sindicato Agrícola Nipo-Brasileiro. A base tinha como centro a cidade de Uberaba, Minas Gerais, que integrava o chamado Triângulo Mineiro, de Conquista até a estação Delta, sempre beirando o Rio Grande.

Os japoneses que se dedicavam à rizicultura ao longo do Rio Grande trabalhavam por meio de parceria agrícola direta, indireta (por meio de um empreiteiro) ou simplesmente arrendavam terras para o cultivo. Houve, na história local, produtores que conseguiram se sobressair com grandes plantações. Masuo Nakano, em 1933, por exemplo, colhia cerca de 4 mil sacas de arroz em uma área de 50 alqueires.

Nas dez primeiras levas, a Mogiana foi a que mais atraiu os imigrantes. No total, 3.284 pessoas foram encaminhadas para Ribeirão Preto e Sertãozinho recebeu 1.102 pessoas. Essa mesma tendência continuou nas levas seguintes, tendo como primeiros colocados Ribeirão Preto (513 famílias), São Simão (138), Sertãozinho (135), Cravinhos (123) e Jardinópolis (119).

 


A VIAGEM:
Véspera da partida

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