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Arquivo NippoBrasil - Edição 187 - 24 de dezembro de 2002 a 7 de janeiro de 2003
Shimabara
Palco do paraíso e do inferno vulcânico

Durante cinco anos consecutivos a cratera do vulcão Fugen-dake fumegou e expeliu cinzas
 

(Reginaldo Okada / Arquivo NippoBrasil)

Shimabara - As termas naturais, existentes em grande quantidade no território japonês, são uma das mais atrativas opções turísticas do país. Ainda mais nesta época do ano, como meio para amenizar o friorento inverno. Mas a água quentinha que brota do subsolo tem um outro lado não tão prazeroso de se pensar. Isso porque ela só é possível devido a tenebrosa atividade vulcânica.

Na cidade de Shimabara, na província de Nagasaki, o visitante poderá conhecer ao mesmo tempo, e profundamente, o paraíso e o inferno. Além de desfrutar de inúmeros onsen, também terá uma idéia da verdadeira catástrofe produzida pela erupção de um vulcão da região, que durou cinco anos.


Os locais com nascentes de água termal tem aparência de inferno


Cadeia de vulcões

No meio da península de Shimabara fica o Parque Nacional Unzen-Amakusa, formado por um conjunto de montanhas, que na verdade são vulcões ativos. Um deles, o Fugen-dake, com 1359 metros de altura, entrou em erupção em novembro 1990 e só parou de fumegar em fevereiro de 1995. Durante esse tempo, quase 50 avalanches de rochas, pedras e cinza expelidas pelo vulcão rolaram pela encosta da montanha e avançaram sobre as cidades e vilas abaixo. Cerca de 2,2 mil casas foram soterradas e as vítimas fatais chegaram a 44 pessoas.

Na encosta do Fugen-dake a lava formou uma outra montanha com 1486 metros de altura, que foi batizada de Heisei-shinzan.

Essa erupção não foi a primeira, e presume-se que não será a última. A 198 anos atrás um outro vulcão aterrorizou os moradores. Desta feita foi a montanha Mayu que explodiu e se desintegrou, perdendo grande parte do seu topo.


Banhos em água termais: o lado bom da atividade vulcânica


Museus do vulcão


No museu Unzen-dake Saigai Kinenkan simulação da avalanche causada pelo vulcão e cinema especial

Toda a região da península de Shimabara sofreu bastante nesse período de erupções, mas atualmente já se recuperou dos estragos e, surpreendentemente, os próprios vulcões estão entre seus grandes atrativos turísticos. Existem até dois museus cujos temas são a atividade vulcânica na região e a recente catástrofe sofrida.

O museu Dosekiryu Hisaikaoku Hozon-koen mantém em exposição 11 casas que foram soterradas pelas avalanches provocadas pelo vulcão. O museu fica dentro de um parque chamado Mizunashi-honjin Fukae, que tem ainda restaurantes, banho público de onsen, lojas de artesanato, suvenir e produtos agrícolas.

Já o recém-inaugurado Unzen-dake Saigai Kinenkan, chamado em inglês de Mt. Unzen Disaster Memorial Hall, é um museu interativo dotado de áudio-visuais de última geração e arquitetura futurista. O maior atrativo é a sala de projeção com uma tela curva que dá a sensação de três dimensões nas imagens de um documentário sobre a erupção do Fugen-dake. O local onde fica a platéia se movimenta seguindo os ângulos da câmera nos vôos sobre o vulcão, provocando efeitos dignos da Disneyland.

Site: www.udmh.or.jp

Para ir nos dois museus pode-se tomar o ônibus da linha Shimabara-Gamadas na estação de trem de Shimabara. Tem saída a cada um hora. Ele passa primeiro no porto Shimabara-Gaikou, que fica perto da estação de trem Shimabara-Gaikou, e depois no museu Unzen-dake Saigai Kinenkan e faz ponto final no Michi-no-eki Fukae.


Algumas casas soterradas pela atividade vulcânica estão em exposição


Bairros de Onsen

Em vários pontos da península existem bairros de termas naturais. Um de fácil acesso é o Shimabara Onsen, localizado próximo da estação de trem Shimabara-Gaikou. Distante dez minutos a pé da estação fica o hotel Shimabara Kowaki-en, uma ótima opção de hospedagem. Ele fica na beira da baía Ariake-kai. Tem banhos de água termal dentro do prédio e ao ar livre com vista para o mar. A refeição noturna, com frutos-do-mar da região, também é um dos pontos altos.

Site: www.shimabara-kowakien.com

 

Castelo de Shimabara

Até o dia 13 de janeiro, o Castelo de Shimabara estará decorado do alto de sua torre até a base com uma mega iluminação, transformado em uma imensa árvore natalina. A cidade de Shimabara tem tradição cristã desde a época da chegada dos portugueses na região e o castelo é um marco porque foi construído durante o período de repressão à religião católica, imposta pelo senhor feudal Shigemasa Matsukura.

A fortificação foi inaugurada em 1625 e após o início da era Meiji (1868~1912) ficou abandonado até cair em ruínas. Em 1964, foi reconstruída e hoje abriga um museu histórico.

Para o dia 31 de dezembro estão programados vários eventos no Castelo e contagem regressiva para a entrada no novo ano.


O Castelo de Shimabara transformado numa imensa árvore de natal

 
(Colaborou Satomi Shimogo)
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