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Arquivo NippoBrasil - Edição 183 - 27 de novembro a 3 de dezembro de 2002
Matsue - A herança intacta dos samurais

Interior de uma das residências dos samurais da rua Shiomi-nawate
 

O Castelo de Matsue tem mais de 400 anos

(Reginaldo Okada)

Matsue - A província de Shimane não figura nos guias turísticos como um dos pontos mais badalados do país e pode passar completamente desapercebida da maioria dos estrangeiros que vivem ou que visitam o Japão. Tanto é que poucos deles saberiam dizer onde está localizada. Mas, como em quase todos os recantos do arquipélago, sempre há o que se descobrir e se deleitar.

Shimane faz divisa com Yamaguchi, Hiroshima, Tottori e com o Mar do Japão. Nesta página na semana retrasada mostramos o fantástico templo xintoísta Izumo Taisha e agora vamos conhecer a sua capital Matsue. Uma aconchegante cidade onde a herança cultural dos samurais é o grande atrativo turístico. Mas não é só, a gastronomia, a natureza e a história antiga também surpreendem quem a visita.


Passeio de barco no canal em volta do castelo

Castelo original

O local onde existe a atual cidade de Matsue foi estabelecido desde a antiguidade como ponto central desta região, que viria a receber a denominação de Izumo.

Matsue teve grande impulso de desenvolvimento como sede do governo feudal. No período Edo (1603~1868), ganhou algumas edificações que se mantém intactas até hoje, como o castelo e as casas dos nobres samurais em seu entorno. Também o traçado urbano do centro, com ruas estreitas e recortadas por canais, se preservou graças ao fato da cidade não ter sido bombardeada durante a Segunda Guerra, como aconteceu em outras localidades que perderam a arquitetura tradicional.

O Castelo de Matsue foi construído em 1611, é um dos poucos no país em estado original. Atualmente dentro dele funciona um museu sobre a história e cultura dos samurais da região.

A torre da fortaleza possui trinta metros de altura, divida em seis andares. Do mirante do andar mais alto se tem um bela vista da cidade, alcançando até o mar.

Vila tradicional

Uma rua que passa vizinha ao castelo, chamada Shiomi-nawate, é um ponto de visitação importante. Nela, uma fileira de casas centenárias que pertenceram a samurais estão abertas à visitação pública, sendo possível conhecer um pouco sobre do seu estilo de vida e costumes desses nobres que serviam ao governo feudal.


Peças milenares do Museu
Yakumo-tatsu Fudoki-no-oka

Museu dedicado ao escritor
Lafcadio Hearn

Entre essas antigas residências, uma se destaca pelo grande número de visitantes. É onde atualmente funciona o museu Koizumi Yakumo Kyukyo. Ela serviu de moradia para o escritor irlandês Lafcadio Hearn, que chegou no Japão em 1890 para dar aula de inglês e se tornou um grande divulgador da cultura nipônica no ocidente, inclusive sendo o responsável pela pesquisa, registro e revalorização de muitas lendas folclóricas que já estavam sendo esquecidas pelos próprios japoneses.

O irlandês se casou com uma japonesa e mudou o seu nome para Yakumo Koizumi. Quase vizinho ao museu tem um outro local chamado Koizumi Yakumo Kinenkan que expõem objetos que acrescentam informações à história do escritor.

História primitiva

Quem quiser viajar um pouco mais no tempo e chegar até eras mais primitivas da história japonesa deve visitar o Museu Yakumo-tatsu Fudoki-no-oka. Ele possui um amplo parque onde existem antigos túmulos em forma de morrinhos, cujos objetos encontrados dentro dele, entre outros, estão expostos no museu. Alguns são registrados como tesouro nacional. Ao ar livre há uma reconstituição de uma casa no mesmo modelo das que eram usadas pelos povos que por ali viveram há milhares de anos atrás.

O museu fica um pouco afastado da cidade. Na frente da estação de trem Matsue JR tem ônibus com destino a Fudoki-no-oka. O percurso é de 35 minutos.


O Karakoro Art Studio funciona num prédio do início do século 20
 

Gastronomia

A cidade de Matsue fica entre duas lagoas, a Shinji e a Nakaume, com belas vistas, sendo famoso o pôr-do-sol. No centro também existe uma rede de largos canais, possibilitando agradáveis passeios a pé ao longo deles, durante os quais se depara com muitas opções de compras e gastronômicas. Um exemplo é o Karakoro Art Studio. Um shopping turístico que funciona num antigo prédio da ex-agência do Banco do Japão, com lojas de artesanato regional, restaurante francês, padaria, cafeteria etc.

Nele, é especialmente interessante a Saiundo, loja de okashi, doce tradicional japonês, onde se faz demonstração ao vivo da confecção. Na hora se pode comê-lo junto com macha (chá). Matsue é uma das três cidades mais tradicionais em cerimônia do chá e doce japonês, devido à forte influência da cultura dos samurais. O horário de funcionamento das lojas do shopping é das 9h30 às 18h30.

Para conhecer o centro da cidade use o serviço de ônibus turísticos, que partem da estação de trem Matsue JR. O ingresso que vale o dia todo é ¥500 e ¥250 (á venda no Centro Turístico em frente à estação e no interior do ônibus). Só uma utilização custa ¥100 e ¥50.

 
(Colaborou Satomi Shimogo)
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