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Karesansui - O Jardim Japonês sem Água
 

Fotos: Divulgação / Arquivo NB

Na cidade de São Paulo há vários jardins japoneses para serem apreciados, a começar pelo pavilhão localizado no Parque do Ibirapuera. Em Poços de Caldas há um belo e autêntico jardim japonês doado pela indústria Mitsui, fabricante de fertilizantes, para que os turistas da estância hidromineral possam disfrutar por um tempo de um ambiente japonês.

 

• OS TIPOS DE JARDINS •

Segundo o livro “Nihonryu” (estilo japonês), da autoria de Matsuoka Seigo, pesquisador da cultura japonesa, existiram no Japão desde a antigüidade, três tipos de jardins: primeiramente o chamado kooniwa (escreve-se jardim divino), onde desce o espírito divino. É assim chamado o jardim em que há uma árvore de folhas perenes chamada de yorishiro (árvore em que desce Deus). A seguir, há o jardim chamado de itsukinoniwa, onde se purifica o corpo e a alma, distancia-se das impurezas, retira-se, e é considerado um local da sagrada comunhão com Deus e também de julgamento. Dizem que este espaço foi ampliado tornando-se palco do teatro Nô ou oshirasu (antigo pátio para julgamento). Em terceiro, havia os jardins que eram os mercados para comércio e negócios, ponto de partida para a estruturação da economia social. Imagina-se que tenha sido chamado de jardim por considerar que o próprio arquipélago japonês seria um jardim dentro do oceano.

Possuíam uma visão do jardim diferente do mundo, da simetria comum nos jardins ocidentais.

• KARE SANSUI – JARDIM JAPONÊS SEM ÁGUA •

Chama-se de kare sansui o jardim em que não se utiliza água, representando mares e rios através de pedras, pedregulhos e areia. São muito conhecidos os jardins dos templos Daitokuji e Ryouanji, localizados em Quioto. Dizem que estes jardins resultaram da influência das pinturas de paisagens das Dinastias Sung e Ming. Representaram com as pedras as três imagens de Buda, do grou e da tartaruga (desejo de longevidade), o shumisen (monte existente no centro do mundo, segundo Budismo), da meditação zazen, as pedras dos 16 rakan (altos discípulos de Buda), montanhas, vales e pontes. Mares e rios são representados através de areia. Encontravam um mundo de zen ou o universo condensado num pequeno jardim.

• MITATE •

Chama-se de mitate o fato de imaginar pedras e paisagens como sendo imagens de outras coisas, e sempre foi muito valorizado pelos japoneses. Através das pétalas da cerejeira que voam ao vento da primavera evocavam a imagem de uma tempestade de neve.Também fizeram reconstituições em miniatura de paisagens famosas de cada região. Por exemplo, imitaram as oito localidades turísticas da China e do Japão. Chamaram de “....Fuji” as coisas tão belas quanto o referido monte. Citando um exemplo, os descendentes japoneses do Brasil até chamam de “Fuji Chileno” a um belo monte existente naquele país. Também há em todo o Japão centenas de cidades movimentadas chamadas de “...Ginza” o que faz imaginar que tenham pensamento direcionado para autenticidade.

Se tiverem a oportunidade de visitar Japão, aproveitem para conhecer os jardins existentes em cada região. Poderão buscar a visão de universo dos japoneses.


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