Portal NippoBrasil - OnLine - 19 anos
Sábado, 18 de janeiro de 2020 - 21h46
  Empregos no Japão

  Busca
 

SEÇÕES
Comunidade
Opinião
Circuito
Notícias
Agenda
Dekassegui
Entrevistas
Especial
-
VARIEDADES
Aula de Japonês
Automóveis
Artesanato
Beleza
Bichos
Budô
Comidas do Japão
Cultura-Tradicional
Culinária
Haicai
História do Japão
Horóscopo
Lendas do Japão
Mangá
Pesca
Saúde
Turismo-Brasil
Turismo-Japão
-
ESPORTES
Copa 2014
-
ESPECIAIS
Imigração
Tratado Amizade
Bomba Hiroshima
Japan House
Festival do Japão
-
COLUNAS
Conversando RH
Mensagens
Shinyashiki
-
CLASSIFICADOS
Econômico
Empregos BR
Guia Profissionais
Imóveis
Oportunidades
Ponto de Encontro
-
INSTITUCIONAL
Redação
Quem somos
-
 
Feira de Hagoita

TRADIÇÃO - Feira de Hagoita é realizada anualmente entre os dias 17 e 19 de dezembro.
 
Fotos: Divulgação / Arquivo NB

Uma das atividades sazonais do final de ano é a feira de hagoita (raquete típica), que é realizada anualmente entre os dias 17 a 19 de dezembro no Templo Sensooji, em Asakusa, Tóquio. Hoje não há mais meninas que brinquem no ano novo de hanetsuki (jogo de rebater petecas com raquetes). No entanto, as belas raquetes são indispensáveis como adornos do ano novo.

O significado
Da palavra hagoita, hago significa libélula. No Japão, país originariamente agrícola, as libélulas eram insetos importantes para a lavoura, pois elas se alimentam de moscas e pernilongos que são pragas causadoras de doenças nas plantações de arroz. Segundo dizem, oravam pelo crescimento do arrozal batendo petecas que eram parecidas com a libélula. As petecas utilizadas para brincar de hagoita são chamadas de mukuroji, que significa “sem doenças para os filhos”. Portanto, tinha também o significado de proteção contra os males e doenças para que as crianças crescessem com saúde, sem adoecerem.

A história
Essa atividade chegou da China e foi praticada como competição nos palácios no século 16, constando nos registros que o time perdedor pagava saquê ao time vencedor. Nos meados do século 17, durante o Período Edo, passou a ser acessível à população, que dava as raquetes de presente às meninas no ano novo para que elas “rebatessem”as doenças, tal qual se rebatem petecas. Especialmente meninas nascidas naquele ano eram presenteadas.

O desenho
No início do Período Edo, os hagoita eram ilustrados com motivos que traziam sorte, como o pinheiro, bambu e ameixeira, ou grou e tartaruga, ou ainda com os Sete Deuses da felicidade, diretamente desenhados com tinta-da-China sobre a tábua de paulóvnia (madeira utilizada para fabricar hagoita) . Aos poucos, passou-se a decorar com papéis coloridos ou tecidos, chegando ao modelo mais comum na atualidade no qual é usada a técnica de oshiê (técnica de fazer a ilustração em alto relevo, introduzindo algodão dentro do tecido). Entre o final do Período Edo ao Período Meiji, devido ao auge da arte de Kabuki, passaram a ser muito procurados os hagoita que traziam estampados os rostos dos atores famosos. Ultimamente, é comum a estampa de personalidades esportivas e políticas que se destacaram durante o ano.

Seu tamanho é variável, desde os mini-hagoita de 10 cm até os gigantes com mais de 1m. Os preços também variam entre 1 mil ienes até centenas de milhares de ienes. Os mais vendidos estão entre 10 a 20 mil ienes. Ultimamente, dizem que para ganhar maior competitividade nos preços, surgiram os “hagoita prensados”, que são raquetes com preços mais em conta, feitas com a tábua coberta com plásticos ou papelões prensados para dar relevo, imitando oshiê, enfeitados com brocados de ouro e tecidos.

Feira de Hagoita
O final de ano sempre foi um período em que eram realizadas feiras em todas as cidades a fim de que as pessoas pudessem adquirir ítens necessários para o ano novo ou utilidades para o cotidiano. A feira de Asakusa é a mais antiga, datando de 1659. Dizem que a feira se tornou especialmente procurada por coincidir com a data da festa de guarda da Deusa da Misericórdia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os artesãos de oshiê se refugiaram para o município de Kasukabe, na província de Saitama. Isto se deveu ao fato de que ali ficava a terra produtora de paulóvnia. Atualmente é exposto um grande número de hagoita produzidos nesta região. Cerca de 50 barracas se enfileiram expondo suas mercadorias e a cada hagoita vendido ouve-se as sonoras kashiwadê (batidas de palmas ao juntá-las para rezar) dos vendedores. A feira é anualmente freqüentada por cerca de 300 mil visitantes.

 

Arquivo NippoBrasil - Edição 185 - 11 a 17 de dezembro de 2002
Busca
Cultura Tradicional
Arquivo Nippo - Edição 223
A Festa do Crisântemo
Arquivo Nippo - Edição 221
O Missô na alimentação japonesa
Arquivo Nippo - Edição 219
Miyamoto Musashi
Arquivo Nippo - Edição 217
Yukata
Arquivo Nippo - Edição 215
Gionmatsuri
Arquivo Nippo - Edição 213
Onsen (termas)
Arquivo Nippo - Edição 211
Kyuudoo, a arte do arco e flecha
Arquivo Nippo - Edição 209
Hoogaku: Música tradicional japonesa
Arquivo Nippo - Edição 207
Hinagata
Arquivo Nippo - Edição 205
Karesansui - O Jardim Japonês sem Água
Arquivo Nippo - Edição 203
Rakan, a imagem do Iluminado
Arquivo Nippo - Edição 201
Três grandes personalidades marcantes da era Meiji
Arquivo Nippo - Edição 199
Kiriko (Vidros laminados)
Arquivo Nippo - Edição 197
Sekisho, os Postos de Fiscalização
Arquivo Nippo - Edição 195
Hinamatsuri
Arquivo Nippo - Edição 193
Hanafuda
Arquivo Nippo - Edição 191
Setsubun - Mamemaki
Arquivo Nippo - Edição 189
Gojuu no Too - A torre de cinco andares
Arquivo Nippo - Edição 187
ZEAMI, o criador do Nô
Arquivo Nippo - Edição 185
Feira de Hagoita
Arquivo Nippo - Edição 183
Livros editados pelos cristãos
Arquivo Nippo - Edição 181
Quimono
Arquivo Nippo - Edição 179
Kingyo
Arquivo Nippo - Edição 177
História do Daruma
Arquivo Nippo - Edição 175
Koromogae, trocando de estação e de roupa
Arquivo Nippo - Edição 173
Crisântemo, a flor do Japão
Arquivo Nippo - Edição 171
A história dos estudos japoneses no Brasil
Arquivo Nippo - Edição 169
Higuchi Ichiyo será a primeira figura feminina estampada em cédula japonesa
Arquivo Nippo - Edição 165
O grande Festival de Osorezan
Arquivo Nippo - Edição 163
O Monte Fuji
Arquivo Nippo - Edição 161
Óculos
Arquivo Nippo - Edição 159
Sharaku
Arquivo Nippo - Edição 157
KAÔ, um tipo de carimbo personalizado
Arquivo Nippo - Edição 155
Os japoneses e o Impressionismo
Arquivo Nippo - Edição 153
Colheita de Chá
Arquivo Nippo - Edição 151
Undokai, a gincana esportiva
Arquivo Nippo - Edição 149
Ninja
Arquivo Nippo - Edição 147
Os sons dos insetos
Arquivo Nippo - Edição 145
Kanban (Letreiros das casas comerciais)

A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippobrasil.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2020 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados

190 usuários online