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Kanban (Letreiros das casas comerciais)
 

Fotos: Divulgação / Arquivo NB

O mundo vive a era da propaganda. Os mesmos produtos têm resultados diferentes na vendagem com a força das propagandas. Parece que cigarros, cosméticos e roupas de grife têm gastos muito maiores com publicidade do que com seus preços de custo. Tocam diretamente no desejo de todo homem e toda mulher de ser belo, passando a mensagem de que utilizando tais produtos poderão tornar-se de tal maneira belos e elegantes.

Como tudo começou
E na época em que não havia a mídia informativa, como nos dias de hoje, de que modo teriam vendido as mercadorias? Na Idade Média, época em que o comércio não havia se desenvolvido ainda, a maioria das casas comerciais possuía apenas as mercadorias expostas. Na era Edo passaram a utilizar cortinas (noren) com desenhos dos produtos, que podem ser consideradas os primórdios dos atuais letreiros. Nas grandes cidades como Edo, Osaka e Kyoto haviam os similares aos atuais panfletos, mas fora isso o meio de divulgação era a propaganda boca-a-boca.

Os letreiros
Poucas propagandas de medicamentos passaram a ser veiculadas nas páginas finais das literaturas de entretenimento. Variados tipos de letreiros passaram a fazer parte das ruas das grandes cidades chamando a atenção dos usuários. Os letreiros verticais colocados nas ruas às entradas das lojas foram iluminados mesmo à noite. Ao encerrar o atendimento recolhia-se estes letreiros, e como resquício deste costume ainda hoje se usa a expressão “moo kanban desu”(já é hora do letreiro) ao encerrar o expediente.

Com o passar do tempo, surgiram letreiros luxuosos, folhados, revestidos ou banhados em ouro e prata. Após 1682, por várias vezes foi imposta uma lei exigindo que as placas deveriam ser de madeira e com inscrições a nankin e a estrutura metálica de bronze.

As inscrições nas portas, divisórias e cortinas como por exemplo: sushi, tenpura, dojoo (cadoz, uma espécie de peixe de água doce) também desempenharam o papel de letreiros.

Famosos nos letreiros
Atualmente é muito comum utilizar pessoas famosas em publicidades ou nos letreiros, mas segundo consta, desde a era Edo já se colocava fotos de artistas famosos de kabuki da época em anteparos nos interiores das lojas mais freqüentadas por consumidoras femininas como cosméticos, tecidos para roupas e miudezas.

Imagens de artistas famosos colocados sobre o telhado das casas de espetáculos de kabuki para divulgação das peças também surgiram na era Edo. Alguns chegavam a ter medidas reais. Atualmente, as logomarcas estão substituindo com eficácia os letreiros de propaganda.

As figuras seguintes mostram como eram os letreiros da era Edo. São todos produtos indispensáveis no dia-a-dia. Confira os produtos.

1. Loja de perucas

2. Taberna, bar.

3. Casa de câmbio

4. Casa de manju (massa com recheio doce), explorando o trocadilho araumai (oh, que gostoso) com arauma (cavalo selvagem).

5. Loja de pincéis e tintas nankin.

6. Casa de chá.

7. Cabeleireiro.

8. Venda de shoyu e missô.

9. Chaveiro.

10. Casa de jogos shogi.

11. Casa de velas.

12. Loja de cosméticos (a forma de pódio imitava caixas empilhadas de pó de arroz, ou oshiroi, e a garça branca significava que quem o usasse ficaria branca como a ave).

13. Casa de tabi (uma espécie de calçado de tecido).


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