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Caderno Entrevista

DJ Wander Yukio

(Texto: Suzana Sakai/NB | Fotos: Arquivo Pessoal)

Conhecido por sua irreverência, o DJ Wander Yukio agita a noite paulistana como ninguém. Ele, que atualmente discoteca na famosa balada Trash 80’s, já esteve envolvido nas produções das famosas “baladas japas” da década de 90.

Além disso, Yukio também já se apresentou em eventos internacionais, como o Domingueir@bsurda, projeto musical de ação de rua da Cerveja Miller (Music Tour USA: Miami/Las Vegas/Los Angeles).

Saiba mais sobre a carreira e a personalidade desse renomado DJ nesse interessante bate-papo com a equipe do Nippo.

Entrevista

Nippo - Na década de 90, você trabalhou em muitas festas voltadas para a comunidade nipo-brasileira. O que recorda dessa época?
DJ Wander Yukio -
Na década de 90, produzi as edições da festa Japanese Style, que eram voltadas para a comunidade nipo-brasileira, com integração do público habitual das mais badaladas casas noturnas paulistanas. Nessas festas, desenvolvia a divulgação de jovens talentos (na música eletrônica, moda e “ferveção”) da comunidade nipo-brasileira.

Nippo - Você participa eventualmente de algumas dessas festas? O que fez você partir em busca de um público mais amplo?
Wander -
Atualmente, estou sem tempo de me dedicar a essas festas, já que discoteco às quintas, sextas e sábados na Trash 80’s.
O que me fez partir para a busca de um público mais amplo foram alguns profissionais da noite paulistana que começaram a me incentivar para que eu começasse a trabalhar efetivamente em produções de festas noturnas, já que, na época, eu dividia meu tempo com a faculdade de comunicação e os trabalhos na área publicitária.

Nippo - Até os dias de hoje, as chamadas “baladas japas” continuam com força total. O que você definiria como grande diferencial desses eventos?
Wander -
Pelo que já pude presenciar, creio que o grande diferencial das “baladas japas” são a forte integração de grupos de amigos que promovem, divulgam e realizam essas festas.

Nippo - A J-music tem conquistado muitos adeptos no Brasil. O que você acha das músicas japonesas? Você acredita que esse estilo musical tem chance de se desenvolver no Brasil?
Wander -
Eu não tenho muito contato com a evolução da J-music atual, já que, nas minhas discotecagens, privilegio os sucessos dos anos 80 (internacionais americanos, rock brasileiro, hits infantis e MPB).
Creio que o desenvolvimento da J-music no Brasil terá mais chance de aumentar quando se unir mais com os eventos de divulgação da cultura jovem japonesa, como o mangá, a dança e outros.

Nippo - Você é muito conhecido pela sua animação e desenvoltura, características dificilmente encontradas em descendentes de japoneses. Você é assim desde criança, ou conquistou toda essa animação com o tempo?
Wander -
Por conviver intensamente com brasileiros, de todas as raças que formam o nosso país, desde a minha infância, acredito que a minha personalidade foi se desenvolvendo mais animadamente e fui deixando a vergonha e a timidez de lado.

Nippo - O que é preciso para manter o público de uma festa com animação total, como você sempre faz?
Wander -
Para manter o público de uma festa com animação total, acredito que tenho que ser autêntico e verdadeiro naquilo que me proponho e unir essas qualidades a uma sintonia positiva com o público presente.

Nippo - Você é um dos melhores e mais conhecidos DJs do Brasil. O que considera como seu diferencial?
Wander -
Vejo meu diferencial como um “oriental brasileiro” que conhece e aprecia os mais diversos tipos de música, destacando um leque musical que abrange a MPB de todas as décadas, os mais diversos sucessos internacionais americanos e músicas infantis da década de 80.

Nippo - Você fez a seleção especial para a mostra Japan Pop Mix. O que levou em conta na hora de selecionar as músicas?
Wander -
Foi uma seleção musical que abrangeu desde Twiggy Twiggy, do grupo japonês Pizzicato Five, até tema televisivo do herói Ultraman... Ela foi apresentada numa edição do Mercado Mundo Mix, que teve como tématica o “Oriente”, em sua rádio.

Nippo - Qual foi a melhor festa que você trabalhou e por quê?
Wander -
São muitos detalhes positivos que contribuem para que uma festa seja considerada a melhor... Gostei bastante das edições da Japanese Style, por serem as primeiras da minha “carreira” e, logo de início, terem dado certo. Atualmente, gosto da maioria das festas da Trash 80’s, na qual discoteco, pois observo uma intensa satisfação do público.

Nippo - Quais são seus próximos projetos?
Wander -
Tenho vontade de me desenvolver mais na produção musical de estúdio e de shows artísticos... Atualmente, estou aproveitando o meu tempo livre para viajar pelo Brasil, com o objetivo de conhecer outras culturas, comidas e modos de vida.

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