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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Todos
os anos morrem milhares de pessoas, vítimas de depressão
mental, de esperanças falidas, de ambições fracassadas,
de caquexia prematura. Ainda não aprendemos a cultivar essa alegria
das grandes almas, almas equilibradas e crentes no poder que vem do auxílio
celeste, essa sublime alegria que é o melhor remédio preventivo
contra todos os males terrestres. Ainda não aprendemos que o pesar,
a ansiedade e o temor são os mais cruéis inimigos da vida
humana e de-viam ser combatidos como verdadeiras pragas.
Sem alegria,
não pode haver nenhuma ação física, mental
ou moral de verdadeiro valor, porque a alegria é a atmosfera normal
do nosso ser.
É admirável
conservar uma disposição física, mental e moral,
que não consinta que os gérmenes da preocupação,
ansiedade e receio se infiltrem em nós.
A nossa força
de resistência deveria ser tão grande que tais inimigos nunca
pudessem nos invadir o espírito e o corpo.
Encontrei há
pouco uma boa máxima que muito me impressionou: Se, quando
sois miseráveis, não podeis ser felizes, nunca o podereis
ser.
Quem tal escreveu
pensava de certo que o homem, vítima do seu humor e que não
é senhor de si próprio e dos seus pensamentos, não
poderia ser senhor da sua felicidade.
Ele não
poderá lhe dizer se será feliz ou não, porque não
sabe nunca a natureza dos seus sentimentos. Muitos doutores poderiam atestar
que o uso crescente dos narcóticos se deve à inveterada
fraqueza das vítimas do receio e da ansiedade. A preocupação
que reina atualmente se deve ao aumento alarmante do uso das drogas.
É deplorável
que um grande número de remédios, considerados específicos
para todos os males, possa ser adquirido tão facilmente nas farmácias.
O hábito
de tomar drogas é um dos mais tristes sintomas do nosso tempo.
Os remédios são tão bem apresentados e portáteis,
tão fáceis de tomar, que se torna cada vez maior o perigo
de se abusar deles.
O uso tão
vulgarizado de calmantes de nervos indica a espécie da vida que
temos. A tendência para tomar drogas depende da tensão anormal
com que combatemos nas lutas da vida. Trazemos os nervos continuamente
sobrecarregados, não sabemos achar tempo de descanso e de distração.
E, todavia, urge conservar a capacidade de gozar e encontrar a felicidade.
Por isso, muitas pessoas tomam estimulantes ou narcóticos à
busca da felicidade física. Recorrem às drogas para fugir
das misérias da vida e para procurar os gozos que os seus espíritos
deprimidos e os seus sentidos embotados ainda podem encontrar na vida.
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