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WICCA
Sonhos muito comuns
Existe um certo número de sonhos os quais supomos terem,
para todo indivíduo, um mesmo significado

(Texto: Minami Keizi | Foto: Divulgação)

Entre os sonhos diferentes que brotam de cada mente humana, aparece um punhado em que se apresenta a quase todos os sonhadores. Sonhos nos quais se cai, ou é perseguido, ou se eleva pelos ares, ou perde a mobilidade, parecem ser manifestações comuns de uma experiência humana compartilhada. Aparentemente, nosso sonhador nunca perdeu de vista uma verdade elementar: apesar das múltiplas formas em que a humanidade se fragmentou através da história, seguimos sendo integrantes de uma única espécie.

Alguns sonhos são típicos de uma determinada cultura. A fantasia na qual o sonhador está prestando um exame, e fixa a vista sem compreender o papel posto diante de si, é uma expressão de ansiedade muito comum nas sociedades industrializadas. Porém, o sonho de se sentir perseguido atravessa as fronteiras culturais. Um ianomâmi pode sonhar que é acossado por um animal; um carioca, por um homem com uma arma; mas o temor de se sentir atacado é um sentimento tão elementar, que esses sonhos aparecem em todas as sociedades. Apesar de tudo, inclusive os sonhos comuns têm significados ligeiramente diferentes para cada sonhador.

Para interpretar um sonho alheio, é condição indispensável que o sujeito aceda a comunicar as idéias inconscientes, que se concedem detrás de seu conteúdo manifesto. Sem dúvida e em contraposição com a geral liberdade de que todos nós gozamos para conformar nossa vida onírica, segundo nossas personalíssimas peculiaridades, fazendo-as, assim, incompreensíveis às demais, existe certo número de sonhos que quase todos sonhamos em idêntica forma e sobre os quais supomos terem, para todo indivíduo, igual significado.


*Minami Keizi
Natural de Getulina, interior paulista, é formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Faz previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreve também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados. E-mail: mkeizi@terra.com.br

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