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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
É
um dom maravilhoso praticar essa alquimia mental, que torna atraente a
própria pobreza, que vê e encontra sempre um aspecto jocoso
nos próprios infortúnios.
Viajei um dia
com uma pessoa que, por índole, praticava essa alquimia, transformando
em ouro os casos mais desagradáveis.
Encontrava
gozo nas situações mais vulgares e até mais críticas.
Tinha o dom
de ver sempre o aspecto cômico das coisas e fazia rir toda a gente.
Uma vez, fomos tão mortificados pelas pulgas num hotel de Istambul,
que não pudemos dormir.
Ainda estou
a ver o meu jovem amigo, sentado no chão, a rir e a dizer-me que
acabava de apanhar a pulga maior, decerto a mais formidável de
todas, o general daqueles inimigos.
Possuímos
tudo, quando, temos a arte de olhar com otimismo para as pessoas e as
coisas.
O mundo é
um espelho que reflete a nossa imagem. Se lhe sorrimos, ele nos sorri;
se chorarmos, mostra-nos um aspecto triste.
Se vivermos
deprimidos, miseráveis, devemos aprender a desprezar pequenas arrelias
que destroem a paz de tantas pessoas; aprender a bela arte de gozar o
bem que podemos dar a cada pessoa, o bem que podemos encontrar em cada
coisa; extrair, como a abelha, de todas as flores o seu mel.
Habitue-se
a colher qualquer coisa boa das experiências da vida; cada uma delas
pode concorrer sempre para vos enriquecer a vida; pode receber um auxilio,
um serviço de todas as pessoas que encontrar. Em todos os casos,
em todas as situações, há sempre uma utilidade.
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