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(Texto:
Minami Keizi | Foto: Divulgação)
Conheço
um homem que se distinguiu na sua especialidade e que, contudo, vive inquieto,
descontente, como nenhum outro.
Compara-se
sempre com os outros que tiveram melhor êxito que ele, amontoando
maior fortuna. À simples vista dos que caminharam mais depressa
que ele, o pensamento de que vivem melhor e têm reputação
superior o irrita. Os seus olhos estão de tal maneira atentos a
observar os progressos alheios, que não vê os seus.
Considerando
a sua situação inferior àquela que se julga com direito,
não goza os bens que o rodeiam. Tem uma família ideal, uma
esposa nobre, filhos admiráveis e, embora viva com o luxo de alguns
dos seus vizinhos, tem muito mais condições de felicidade.
Mas a sua bela saúde, a harmonia e o afeto da família parecem
não ser nada para ele.
O seu olhar
está sempre fixo no que os outros fazem ou possuem, de modo que
não sabe apreciar o que lhe pertence e lamenta-se sempre por não
poder trabalhar mais, sem consagrar tempo nenhum ao cultivo dos prazeres
da amizade e da convivência.
E, afinal,
se esse homem quisesse reconsiderar os fatos, mudaria completamente a
sua atitude moral e, dentro de poucos meses, seria completamente outro.
Se quisesse
refletir, todos os dias, durante alguns minutos, e expungir do espírito
a inveja e o ciúme, a sua má ambição, tentando
apreciar o que possui; se todos os dias se congratulasse por ter a família
que tem, depressa aprenderia a ver quanto é feliz e nunca mais
se incomodaria com o que os outros têm.
Ninguém
pode ser feliz invejando os bens alheios. .
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