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WICCA
O romantismo está morrendo
Hoje, há cada vez mais adolescentes grávidas, sem preparo para a vida, perdendo a mocidade

A sensualidade está matando o romantismo. Na metade do século passado, ainda existia aquele romantismo puro. No entanto, de lá para cá, o romantismo foi sendo substituído pelo liberalismo.

Hoje em dia, é difícil encontrar uma donzela, a maioria não é mais virgem. Elas “ficam” com um garoto hoje e, amanhã, com outro. O “ficar” está significando transar na maioria das vezes.

Mas houve um tempo que existia romantismo com amor puro, em que pegar na mão era o máximo e beijar, então, era o êxtase. O namoro era à vista dos pais da moça.

Era o tempo de cartas de amor, das serenatas, dos buquês de flores com bilhetes apaixonados... Tudo isso se foi. É comum encontrar adolescentes grávidas, sem nenhum preparo para a vida e que acabam perdendo a mocidade.

É preciso resgatar o romantismo porque há meios para isso. Hoje, nós temos o telefone, o correio ágil, o celular e suas múltiplas funções, o computador... Qual a moça não gostaria de receber um ramalhete de flores?

Declaração de amor

Como é difícil fazer uma declaração de amor. A gente sai de casa decidido a dar esse passo e, quando está frente a frente com a pessoa amada, não sai nada, as palavras morrem na boca, as mãos suam.

Ainda a melhor forma para se declarar é por meio das cartas de amor. É muito mais fácil escrever “te amo” no papel. Coragem é preciso na hora de mandar a carta. Ou um torpedo pelo celular. Ou ainda pelo e-mail.

Mesmo que as pessoas estejam ficando em vez de se relacionarem seriamente, quando bate um grande amor, elas recorrem às cartas. É muito mais fácil digitar doces palavras de amor deste lado do computador e imaginar qual seria a reação do ser amado. Como vê a tradição pode conviver harmoniosamente com a modernidade, o velho vivendo com o novo sem entrar em choque.


*Minami Keizi
Natural de Getulina, interior paulista, é formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Faz previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreve também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados. E-mail: mkeizi@terra.com.br

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