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WICCA
Vestígio do alquimismo em nosso tempo

Até ao século XVI, os alquimistas trabalhavam sozinhos. A contar dessa época, a iniciação foi ministrada por sociedades secretas mais ou menos poderosas.

Foram elas que deixaram os mais duráveis vestígios para que pudéssemos encontrá-los em nossa época.

Sem querer falar dos Templários, prematuramente destruídos, a mais importante das sociedades herméticas é, sem contradição, a misteriosa Fraternidade da Rosa-Cruz.

Sob seu estímulo é que foi fundada, por Asmhole, a franco-maçonaria inglesa, de onde são derivadas todas as iniciações modernas.

A franco-maçonaria, ainda hoje, nos mostra as tradições vigentes do hermetismo em vários de seus altos graus.

Assim, a palavra perdida é encontrada no 18° grau do Escossismo. INRI é explicado esotericamente por um aforismo alquímico: Igne Natura Renovatur Integra.

A natureza renova-se integralmente pelo fogo. Esse fogo não é o fogo vulgar; é a força universal de que falamos há pouco, representada também pelo G do centro da Estrela rutilante.

O 22° grau (Royal Hache) e o 28° (Príncipe Adepto) estarão também repletos de verdadeiras tradições da ciência hermética.

Além dessas tradições, conservadas à revelia dos que as possuem, muitos monumentos de Paris são ainda provas positivas dos ensinamentos da Filosofia Hermética.

Citemos em primeiro lugar, sob este ponto de vista, a Torre de São Jaques; depois, os vitrais da Capela-Santa; enfim, o Portal da Igreja Nossa Senhora de Paris. Finalmente, o século XIX via nascer muitos alquimistas convictos.

Em primeiro lugar, Cyliani, autor do Hermes Sem Véu (1832), livro no qual ele afirma ter descoberto a Pedra Filosofal e dá um estilo alquímico à maneira de fabricá-la.

É curioso esse estilo simbólico, empregado mesmo em nossos dias.

Depois dele, devemos citar Theodore Tiffereau, antigo preparador de química da Escola de Nantes, autor de um memorial dedicado à Academia intitulado Os metais não são Corpos Simples (1853).


*Minami Keizi
Natural de Getulina, interior paulista, é formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Faz previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreve também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados. E-mail: mkeizi@terra.com.br

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