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Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós,
se não possuímos a sua fonte dentro de nós mesmos.
(Marquês de Maricá)
Durante boa parte de minha vida, não fui feliz, porque vivia competindo
com os meus familiares. Se eles compravam o carro do ano, eu também
tinha que adquirir um do ano. E, com isso, tomava dinheiro emprestado,
pagando juros exorbitantes. Exorbitantes para a época: os agiotas
cobravam de 5 a 7% ao mês. E pensar que cartões de crédito
ou cheque especial, na atualidade, têm juros de 10 a 15% ao mês.
E juros você sabe como são; viram numa bola de neve num piscar
de olhos.
Um dia, ouvi falar de Wicca e participei de algumas reuniões.
A gente tinha que procurar, pois não existia a internet. Hoje,
basta ter acesso a um computador e você estará em contato
com o mundo.
Essas reuniões me abriram os olhos para a felicidade. A principal
dica: a felicidade está dentro de nós; nós mesmos
fazemos a nossa infelicidade. Então, eu mudei. Não mantive
mais as aparências. Desfiz dos meus bens, trabalhei com afinco durante
anos, mas me livrei das dívidas.
Hoje, posso dizer que sou verdadeiramente feliz. Coloco a minha cabeça
no travesseiro e durmo tranqüilo. Não mais acordo sobressaltado
no meio da noite, pensando no amanhã, na dívida que terei
que pagar.
Não tenho mais aquele prestígio entre os parentes. Em compensação,
sou muito feliz, vivendo do mourejar constante. Céu e inferno estão
aqui mesmo, nesta vida.
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