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WICCA
Os poderes lendários dos magos

A Magia é comumente definida “suposta arte de realizar prodígios contrariamente às leis da natureza”.

A Magia entre os persas era um sacerdócio cuja prática estava confinada a sábios que recebiam o qualificativo de magos. A palavra magia evoca, portanto, a idéia de grandeza, de majestade. A ciência oculta não era ensinada senão no fundo dos santuários, no mais absoluto segredo. Desse modo, o manual operatório devia desaparecer fatalmente com as antigas civilizações.

Os historiadores, os filósofos, os médicos e os poetas citam fatos numerosos: as tabuletas cobertas de inscrições, os ex-votos suspensos às muralhas dos templos, os hieróglifos dos baixos relevos e os diversos monumentos escapos aos estragos do tempo e aos golpes dos guerreiros nos fazem saber que as práticas misteriosas do ocultismo estavam disseminadas em toda parte, principalmente no Egito, na Índia, na Pérsia, na Caldéia e na Grécia.

No século I da nossa era, existiam ainda duas estranhas figuras de iniciados; os últimos, provavelmente, aos quais chegou intacta a sabedoria dos velhos templos: Apolonius de Tiana e Simão, o mago. O primeiro, reputado pelos seus poderes, teve como historiador Philostratos, que os fenômenos que contribuíram para a fama de Apolonius. Ele e Simão são conhecidos por episódios que lhes concederam fama, prestigiosas reputações e status de grandes figuras em termos de magia.

As invocações, as conjurações, as imprecações, as benções e as maldições usadas pelos antigos eram proferidas com a fé que transporta montanhas. Apesar do saber preciso reservado aos privilegiados do sacerdócio, aparecem com meios primitivos de pôr em ação as forças íntimas projetadas pela vontade.

Essa concepção foi compartilhada por muitos pensadores de todas as épocas. “Uma alma, diz Goethe, pode por sua só presença agir fortemente sobre outra. Temos em nós como que forças elétricas e magnéticas semelhantes às do próprio imã; atraímos, ou repelimos conforme nos pusermos em contato com corpos semelhantes ou dessemelhantes”.


*Minami Keizi
Natural de Getulina, interior paulista, é formado em Jornalismo e em Desenho. Começou escrevendo em 62 para o Jornal Juvenil. Foi o primeiro desenhista a desenhar no estilo mangá, publicando tiras diárias no Diário Popular (65) e revista própria (Tupãzinho) de 66 a 72. Faz previsões astrológicas para vários semanários do interior. Escreve também para diversas revistas, inclusive no exterior. Tem mais de 800 livros publicados. E-mail: mkeizi@terra.com.br

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