|
A Magia é
comumente definida suposta arte de realizar prodígios contrariamente
às leis da natureza.
A Magia entre os persas era um sacerdócio cuja prática
estava confinada a sábios que recebiam o qualificativo de magos.
A palavra magia evoca, portanto, a idéia de grandeza, de majestade.
A ciência oculta não era ensinada senão no fundo dos
santuários, no mais absoluto segredo. Desse modo, o manual operatório
devia desaparecer fatalmente com as antigas civilizações.
Os historiadores, os filósofos, os médicos e os poetas
citam fatos numerosos: as tabuletas cobertas de inscrições,
os ex-votos suspensos às muralhas dos templos, os hieróglifos
dos baixos relevos e os diversos monumentos escapos aos estragos do tempo
e aos golpes dos guerreiros nos fazem saber que as práticas misteriosas
do ocultismo estavam disseminadas em toda parte, principalmente no Egito,
na Índia, na Pérsia, na Caldéia e na Grécia.
No século I da nossa era, existiam ainda duas estranhas figuras
de iniciados; os últimos, provavelmente, aos quais chegou intacta
a sabedoria dos velhos templos: Apolonius de Tiana e Simão, o mago.
O primeiro, reputado pelos seus poderes, teve como historiador Philostratos,
que os fenômenos que contribuíram para a fama de Apolonius.
Ele e Simão são conhecidos por episódios que lhes
concederam fama, prestigiosas reputações e status de grandes
figuras em termos de magia.
As invocações, as conjurações, as imprecações,
as benções e as maldições usadas pelos antigos
eram proferidas com a fé que transporta montanhas. Apesar do saber
preciso reservado aos privilegiados do sacerdócio, aparecem com
meios primitivos de pôr em ação as forças íntimas
projetadas pela vontade.
Essa concepção foi compartilhada por muitos pensadores
de todas as épocas. Uma alma, diz Goethe, pode por sua só
presença agir fortemente sobre outra. Temos em nós como
que forças elétricas e magnéticas semelhantes às
do próprio imã; atraímos, ou repelimos conforme nos
pusermos em contato com corpos semelhantes ou dessemelhantes.
|