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A Cor, filha da Luz, interessou aos wiccanos, como as formas, os sons,
os números, as pedras, etc. Julgamos os frutos por sua cor, também
as pessoas, algumas vezes. Sabemos a importância que a cor das mãos
tem em Quirologia e ainda a que é concedida pelos tipólogos
a cor do rosto. Devemos desconfiar das mulheres pálidas!,dizia
Balzac. Os próprios vegetais têm cores características:
o vermelho brilhante das papoulas de verão cheio de sol; ferrugem
melancólico de outono; verde repulsivo de certas plantas tóxicas.
É necessário não negligenciarmos as cores. Sempre
ligamos a elas um simbolismo. Segundo wicca, a luz moral análoga
ao amarelo, a luz intelectual ao intelectual, a luz do instinto ao vermelho.
O touro, lançando-se sobre uma capa vermelha, por acaso não
sugere o furor de um instinto brutal desencadeado?
A lei do septenário parece reger a cor. Há sete cores principais
visíveis no arco-íris.
A cor é levada em consideração na terapêutica,
é um fato demonstrado. Como na numerologia, tudo aquilo que existe
regido por certo número, na natureza, recebe a influência
das leis relativas a este número, existe toda uma magia das cores,
que tem certo interesse, mas que, infelizmente, não poderemos estender
a ela.
Lembraremos apenas que o violeta é fortificante e que é
bom alfinetar, numa vidraça ensolarada, um pedaço de cetim
desta cor, a fim de receber seus bons fluídos sobre qualquer parte
dolorida do corpo: que o vermelho fornece calor; que o amarelo-ouro acalma
os nervos e favorece a inspiração (os monges tibetanos,
japoneses, etc. têm vestimentas deste matiz); que o azul tem uma
virtude elétrica; o verde, a dos banhos de lama; o índigo,
irmão da água, a de refrescar; que o branco dá idéias;
o negro as dá sombrias.
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