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(Foto:
Divulgação)
Conta-se que
uma mulher, em seu leito de morte, fez seu marido jurar que não
se comprometeria com nenhuma outra pessoa. E ameaçou a voltar,
como espírito, e de não o deixá-lo viver tranqüilo,
se ele não cumprisse a promessa. O marido, a princípio,
cumpriu a palavra, mas, depois de alguns meses, conheceu outra mulher
e se apaixonou por ela.
Quase imediatamente,
começou a aparecer-lhe, todas as noites, um espírito que
o acusava de haver quebrado o juramento. O fantasma noturno não
só estava informado de tudo o que se passava com a relação
amorosa que ele mantinha, como também conhecia todos os seus pensamentos,
esperanças e sentimentos. Como a situação se fazia
insuportável, o homem decidiu pedir conselho a um mestre Zen.
Sua esposa
se converteu em espírito e sabe tudo o que você faz, diz
e pensa. É um espírito muito sábio e merece ser admirado
por você, disse-lhe o mestre. E continuou: Quando ele
lhe aparecer de novo, faça um trato. Diga-lhe que, já que
ele sabe tanto de você, não é possível esconder
nada. E, por isso, você vai romper seu compromisso amoroso se ele
puder responder a uma simples pergunta.
Que pergunta
tenho de lhe fazer?, indagou o homem. Encha a mão de
feijões e pergunte-lhe quantos grãos há nela. Se
o espírito não responder, você ficará sabendo
que ele não é nada mais que o produto de sua imaginação
e ele não o molestará mais.
A noite chegou
e o espírito apareceu. O homem agiu exatamente como o mestre mandara.
Estendeu a mão e perguntou: Quantos grãos há
aqui? E não havia mais espírito algum para responder.
A imaginação do homem não poderia responder a uma
pergunta para a qual nem o próprio homem conhecia a resposta...
Da mesma forma
que podemos usar os diálogos internos para amargurar a nossa vida,
temos a possibilidade de usá-los para elevar a nossa auto-estima,
quando buscamos, dentro de nós, a nossa verdade e as metas que
nos propomos atingir, dentro de nossas limitações e de nossa
realidade.
Agir com base
em pressuposto é nos atirar a alguma empreitada arriscada. É
importante checar o que é real e o que é apenas fruto de
nossa imaginação. E apenas o diálogo claro, direto,
e objetivo nos leva a esclarecer os pontos obscuros. Quando duas pessoas
estão dialogando, a predisposição de ambas é
encontrar soluções, trocar informações, estar
interessadas uma no assunto da outra, mesmo que o tema seja doloroso.
Em geral, dialogar dói menos do que se imagina...
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