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Você
já notou com que facilidade admiramos alguém? Percebeu como
também não é nada difícil para nós
criticarmos uma outra pessoa? Entretanto, como você entende a nossa
dificuldade em nos avaliar e enxergar tanto os nossos potenciais para
realização como os pontos fracos que precisamos trabalhar?
Nós fomos educados e treinados para lidar com o mundo externo,
assim, passamos a observar as pessoas que nos cercam e, a partir daí,
chegamos a diversas conclusões a respeito delas, que nos levam
a admirá-las ou não. E não podemos esquecer que essa
análise só é possível porque temos o conhecimento,
ou mesmo uma vaga noção a respeito daquilo que estamos observando.
Como saber que alguém é preguiçoso se nunca sentimos
a preguiça; como apreciar uma obra de arte sem que tenhamos um
mínimo de sensibilidade artística; como admirar alguém
bem-sucedido se não sabemos o que é isso, como reconhecer
que algo pode dar errado sem termos passado, em algum momento dessa vida
ou de outra, e aprendido com o mesmo erro?
Então, ao criticar alguém, perceba que o mesmo material
que você analisou na pessoa e chegou a uma conclusão negativa
está em você também. E, quanto maior o seu incômodo
em relação a isso, maior é a urgência para
você enxergar e mudar isso em você. Da mesma forma, quando
admiramos alguém a mesma qualidade está já em você,
talvez não tão consciente, mas como um potencial a ser desenvolvido.
Portanto, vamos parar de nos ocupar com o outro, utilizando essa observação
conosco e verificar onde estamos faltando com a nossa atenção
no sentido de perceber o que na outra pessoa está incomodando você.
É a dica para você descobrir a sua inabilidade para lidar
com isso em você. E o que tanto enaltece no outro é aquilo
que não percebe que pode desenvolver, apesar de você também
ter a habilidade para tal.
Consiga, dessa maneira, fazer da convivência não só
uma fonte de prazer, mas também de enriquecimento pessoal.
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