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Sábado, 29 de abril de 2017 - 12h37
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Especial
Mulheres aderem à moda do plastimodelismo
Mas, em vez de apenas montar os modelos em plástico,
elas dão um toque feminino e personalizam suas criações

Segundo modelista, mulheres tendem a se entusiasmar com atividades que requerem atenção aos detalhes

(Fotos: Kyodo)

Bonecos militares com fardas coloridas, miniaturas de tanques de guerra pintadas de amarelo ou até roupas personalizadas para animes consagrados. Só pela descrição já é possível notar um toque feminino em um universo até há pouco exclusivo dos garotos – e seus pais. No Japão, é crescente o número de mulheres que se interessam em criar seus próprios modelos plásticos. E a diferença entre as peças montadas por homens e mulheres é marcante: enquanto eles tentam fazer modelos como se fossem uma reprodução exata da realidade, elas preferem dar um toque diferente às suas criações. “Eu pinto os modelos com as minhas cores favoritas, não necessariamente aquelas sugeridas no manual”, afirma uma japonesa aficionada pelo anime Mobile Suit Gundam. “É muito divertido produzir meu próprio Gundam”, justifica ela, que diz ter se iniciado no plastimodelismo após ter contato com uma peça em escala do famoso anime.

Ela só não sabia que a montagem dos bonecos era tão delicada. Após várias tentativas e inúmeras peças de plástico quebradas, a japonesa começou a escrever um blog sobre suas experiências. Com o tempo, outros modelistas passaram a dar dicas de montagem e de quais eram os melhores materiais do mercado. Agora, ela já tem até um estande de pintura de plástico instalado em casa.

O recente interesse das mulheres, por sinal, tem salvado muitas empresas de brinquedos da falência. Como o Japão enfrenta uma decrescente taxa de natalidade e os homens têm claramente preferido jogos de computador a brinquedos de plástico, várias empresas passaram a voltar a atenção para o público feminino. Um exemplo é a Bandai, fabricante dos bonecos Gundam, que lançou modelos que pudessem ter suas roupas trocadas de acordo com a imaginação do consumidor. A novidade ainda inclui a disponibilidade de colocar sua própria foto no rosto dos bonecos.

E esse fenômeno mudou até a carreira de algumas mulheres. Tomoe Ogoshi, por exemplo, assim que terminou a faculdade, saiu de Hiroshima com destino a Tóquio para tornar-se dubladora profissional. Mas, como já era fanática por modelismo desde a adolescência, passou a trabalhar com seminários sobre o tema.

“As mulheres tendem a se entusiasmar quando suas tarefas requerem atenção aos detalhes. Assim, acredito que todas tenham potencial para se tornar uma fã de plastimodelismo”, diz ela, sem esquecer o toque feminino. “Você pode tentar fazer reproduções perfeitas, como os homens, ou então deixar seus bonecos bonitinhos. Fica a seu critério.”

 
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