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Quinta-feira, 17 de maio de 2012 - 3h16
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Na pequena e europeia Ivoti (RS), um museu da imigração japonesa

Simulação mostra como deverá ser o projeto do Memorial da Colônia Japonesa de Ivoti
 

(Reportagem: Cinthia Yumi | Foto: Divulgação)

Cercada pelo clima ameno das serras, a cidade de Ivoti, a 55 km de Porto Alegre (RS) mantém as características típicas do Estado, com colonização predominantemente germânica. No entanto, entre chimarrão e chucrute, há um pouco de sushi. O município de 18 mil habitantes, que também é conhecido como “cidade das flores”, tem o título de abrigar a maior comunidade nipo-brasileira do Rio Grande do Sul.

Daí, segundo a prefeitura da cidade, surgiu a necessidade de se criar um espaço para resguardar a história dos imigrantes japoneses, que começaram sua saga no município em 1966, mais de um século depois dos alemães. “No ano passado, comemoramos o centenário da imigração japonesa no Brasil. Muitos turistas visitaram a nossa cidade e ficaram curiosos em saber mais sobre os imigrantes japoneses daqui. Então, decidimos que era hora de criar um local para preservar e difundir essa memória histórica para as gerações futuras”, diz Gabriela Dilly, diretora do Departamento de Cultura da prefeitura de Ivoti.

Com o início das obras previsto para o primeiro semestre de 2010 e orçamento de R$ 160 mil, o Memorial da Colônia Japonesa de Ivoti abrigará objetos da Cooperativa Hortifrutigranjeira Mista de Ivoti, um jardim japonês e um monumento alusivo aos imigrantes, numa área de 900 m², na região rural da cidade.

O prédio desativado, cuja área construída é de 200m², será reformado seguindo os padrões da arquitetura japonesa e abrigará o acervo do Memorial. “Vamos trocar o telhado, colocar madeiras nas paredes e janelas e fazer outras alterações significativas. O jardim é outra parte importante do projeto. Por isso, pretendemos contar com a colaboração de profissionais do Japão”, diz a arquiteta responsável pelo projeto, Madalena Fuke. “Ainda não temos data exata para o início e o término das obras, mas elas foram planejadas para serem executadas em quatro meses no próximo ano”, diz Fabiano Hironaka, do setor de Engenharia da prefeitura de Ivoti.

Segundo Gabriela, a expectativa é de que o Memorial seja inaugurado em outubro de 2010, mês de aniversário do município. A diretora acrescenta que a reforma andará junto com a coleta de material para o acervo, que deverá ser composto por roupas, utensílios domésticos, ferramentas agrícolas, cartas, fotografias e outros documentos que ilustrem como era a vida dos imigrantes. “Já fizemos cinco reuniões com a comunidade nipo-brasileira, tanto para a aprovação do projeto quanto para pedir colaboração para o acervo”, completa Gabriela.

O presidente da Associação Cultural Nipo-brasileira da Colônia de Ivoti, Edílio Kamiura, garante que a comunidade nipônica irá colaborar com o projeto e ressalta a sua importância: “Daqui a uma ou duas gerações, a comunidade nipo-brasileira será predominantemente mestiça. Com o Memorial, essas novas gerações terão informações sobre a história de seus ascendentes e a importância que tiveram no processo da formação da colônia japonesa de Ivoti”.

 
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