Com
o agravamento da crise muitos
brasileiros aderiram ao pacote do governo
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(Redação/ipcdigital.com
com Alexander Kanashiro | Foto: Divulgação)
O número
de pedidos de ajuda financeira para o retorno ao país de origem
oferecida pelo governo japonês a sul-americanos dobrou no período
de um mês. Entre 1º de abril, quando o projeto foi lançado,
e o início de julho, 4.281 pessoas tinham encaminhado a solicitação,
segundo dados do Ministério do Trabalho. No início de agosto,
no entanto, esse número já estava próximo a 10 mil:
o total de pedidos chegou a 9.762 no início deste mês, a
maioria por parte de brasileiros.
Só na
província de Aichi, onde está concentrado o maior número
de brasileiros, foram 2.642 pedidos de ajuda de ¥ 300 mil (cerca de
R$ 5,7 mil) para o retorno à terra natal. Shizuoka, com a segunda
maior comunidade, já registrou 1.953 solicitações.
De acordo com
Nahoko Maeda, vice-chefe do setor de Medidas de Trabalho para Estrangeiros
do Ministério, do total de quase 10 mil pedidos encaminhados desde
o lançamento do programa, mais de 7 mil já tiveram a passagem
de volta confirmada, ou então já retornaram a seus países.
O aumento drástico
de pedidos no mês de julho está relacionado ao fim do seguro-desemprego
pago aos brasileiros e à falta de perspectiva de contratação
imediata.
Um casal de
Okazaki (província de Aichi) que prefere não se identificar
está entre os que aceitaram a ajuda de retorno. Decidimos
ir embora porque o salário caiu bastante. Vimos que não
dá mais para guardar dinheiro como antes, explica a esposa.
O casal decidiu
se mudar para Cuiabá (Mato Grosso), terra natal da esposa. Com
passagens reservadas para setembro, os dois levam um cachorrinho que fará
o caminho inverso ao de seus donos e será imigrante no Brasil.
Agora, é ele quem vai ter que se adaptar, brinca o
dono.
Busca
por emprego
O atual cenário
também levou à grande procura pelos cursos de capacitação
e de idioma japonês destinados a estrangeiros desempregados. Igor
Yukio, 22, desempregado desde dezembro, matriculou-se em um dos cursos
oferecidos pela Jice (Japan International Cooperation Center) na cidade
de Yamato (província de Kanagawa).
O Ministério
do Trabalho estima que 2 mil sul-americanos tenham frequentado ou estejam
frequentando um dos cursos de recolocação oferecidos pela
Jice em todo o Japão.
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