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Eles não pensam em retornar ao Japão

Qualidade de vida e conquista da sonhada estabilidade financeira fazem
ex-dekasseguis optarem por ficar definitivamente no Brasil
 

(Reportagem: Edgard Matsuki, especial para o NippoBrasil | Fotos: Cedida)

Enquanto alguns brasileiros ainda sonham em ir ao Japão em busca de salários melhores, um grupo de ex-dekasseguis têm feito o caminho contrário: depois de retornar para o Brasil, estabilizaram-se financeiramente e nem pensam em enfrentar o estresse da rotina de trabalho no outro lado do mundo. Os ex-imigrantes que optaram por ficar no País se dizem gratos pelo que alcançaram no arquipélago, mas dizem que aqui é o melhor lugar para viver.

Segundo dados do governo japonês, cerca de 80 mil dekasseguis retornaram ao Brasil entre outubro de 2008 e março deste ano. Grande parte dessas pessoas voltaram devido à crise econômica. Mas outros fatores também têm pesado na escolha definitiva pelo País natal. Qualidade de vida, possibilidade de crescimento no trabalho e proximidade da família são alguns dos motivos.

São os casos de Emerson Teixeira, Raquel Frediani e Márcia Iwasaki. Estes três brasileiros foram para o Japão, mas agora querem construir a vida por aqui. Para eles, o Brasil é o local no qual podem administrar seus negócios, criar seus filhos e manter a saúde em dia. Cada um destes ex-dekasseguis tem suas razões para crescer e prosperar ficando no País. Confira a história deles.

 

Casal consegue negócio bem-sucedido e tranquilidade financeira no País

Emerson e Lucinéia largaram o trabalho da fábrica no Japão e conseguiram se estabelecer financeiramente no Brasil

A sonhada estabilidade financeira que o casal Emerson e Lucinéia Teixeira buscou durante seis anos no Japão acabou finalmente sendo alcançada no Brasil. Tudo graças a um negócio iniciado no outro lado do mundo: a venda de produtos para emagrecimento. Por conta dessa estabilidade, eles nem cogitam a hipótese de ir de novo para o outro lado do mundo dar duro em fábricas.

Lucinéia e Emerson começaram como vendedores, tornaram-se supervisores de vendas e agora são coordenadores do negócio. Além do dinheiro das vendas diretas, o casal ainda ganha comissão dos vendedores que se cadastram com eles. Emerson e Lucinéia estão no Brasil desde fevereiro deste ano, mas mesmo assim recebem dinheiro dos dois países já que têm colaboradores cadastrados no Brasil e no Japão.

Emerson lista uma série de vantagens do Brasil em relação ao arquipélago. “Lá o serviço era muito estressante. E eu fazia nikotai (turnos alternados). Aqui desenvolvo meu trabalho sem patrão e carga horária. E consigo viver bem”, afirma ele. A família também pesa na hora da escolha. “Estar ao lado deles e, principalmente, ter tempo de curtir momentos especiais não tem preço”, diz o ex-dekassegui

O casal, que mora na cidade de Ubiratã-PR, acredita que no Brasil o negócio pode ter mais potencial que no Japão. “Lá a gente vendia mais para o pessoal da fábrica mesmo. Por aqui, a gente pode vender em todos os lugares”, conta Emerson. Com um empreendimento próspero e a família próxima, o outro lado do mundo parece cada vez mais distante para ele e a esposa.

 

“O Brasil é o melhor lugar para criar a minha filha”

Raquel decidiu ficar no Brasil para criar a filha Giulia

Raquel Frediani é o verdadeiro exemplo de uma brasileira que conhece mais o Japão do que o próprio País. Dos seus 29 anos de idade, 18 foram vividos no arquipélago. Porém, na hora de escolher um lugar para viver definitivamente com Giulia, filha com quatro anos de idade, ela não teve dúvidas: optou por voltar ao Brasil, mesmo recebendo um salário menor que no outro lado do mundo.

Atualmente, ela trabalha em uma agência de turismo em São Paulo. Como grande parte de seus clientes é japonesa, a experiência obtida no Japão e o conhecimento do idioma a ajuda no emprego. Mesmo assim, Raquel acha que estudo é primordial para crescer no Brasil: “Por ter ido cedo para lá (Japão), tenho só o Ensino Fundamental. Tive muita sorte de estar crescendo profissionalmente por aqui”, comenta ela.

O desejo de dar educação a Giulia é o principal motivo que mantém Raquel no País. Ela não quer que a filha siga seu caminho em relação aos estudos. “No Japão, todos sabemos que as escolas brasileiras são caras e muitas não têm qualidade. Aqui temos mais opções de escolha. Sei que aprendi muito por lá, mas estudo é fundamental. Vale o esforço de ficar”, explica Raquel.

Apesar de ser muita grata pelo que aprendeu no exterior, ela destaca que o Brasil é o melhor lugar para seguir a vida: “Vivi muito tempo lá, sabemos que não é nossa terra. No Japão, os estrangeiros não têm direitos como cidadão. Somente obrigações, como o pagamento de impostos. Sem contar que aqui nós podemos crescer profissionalmente”, diz Raquel que agora só pensa em evoluir no País em que nasceu.

 

“Meu objetivo está sendo alcançado aqui”

Junto com a família, Márcia recuperou
a alegria perdida no Japão

Bastaram seis meses morando sozinha no Japão para Márcia Iwasaki ter problemas de saúde. O estresse do trabalho e a distância da família acarretaram uma grave crise nervosa. A única cura encontrada para o problema foi retornar para o País natal. “Não dava mais para ficar por lá. Sei que minha vida deve ser construída no Brasil”, explica Márcia, que atualmente mora com os pais em Curitiba (PR).

Todos esses problemas aconteceram em 2003. Formada em Farmácia, Márcia havia se acostumado a ganhar dinheiro nas idas e vindas ao Japão. Só que sempre fazia a viagem junto com alguém da família. No total, foram cinco anos no outro lado do mundo. “As primeiras viagens foram mais por curiosidade. Na última realmente tinha um objetivo: comprar um apartamento”, conta a farmacêutica.

Ela disse ter gostado da experiência, mas explica que o ritmo de vida levado nas fábricas japonesas a prejudicou psicologicamente. “Na verdade, tudo no Japão precisa ser perfeito. Por isso o estresse lá é muito maior do que aqui. Trabalhei em muitos lugares, e cada um tinha um tipo de cobrança”, fala Márcia. Tanta pressão e solidão ocasionaram os problemas de saúde. O caso dela foi tão grave que o pai teve de ir ao Japão buscá-la.

Quando voltou para o Brasil, Márcia sentia-se um pouco triste e envergonhada, mas o apoio da família e a oportunidade de trabalhar como farmacêutica ajudaram-na a se reerguer. “Desde que voltei nunca fiquei desempregada. Só quando eu quis. E o objetivo que eu tinha quando fui para o Japão está sendo alcançado com o dinheiro que ganho no Brasil”, afirma ela sobre o apartamento que já está comprado e sendo construído.

Do Japão, Márcia trouxe uma lembrança traumática e o amadurecimento que a está ajudando nos últimos seis anos. “Quase morri de tristeza por lá, mas aprendi a me virar sozinha, principalmente, e também a dar valor à minha profissão”. Ela também aprendeu que não existe lugar melhor do que perto da família e que isto pode ser a cura para muitas doenças.





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