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Estaleiro pernambucano contrata soldadores dekasseguis
Cem pessoas que trabalharam no Japão foram contratadas pela empresa sediada no Nordeste. Outras 100 vagas estão abertas especialmente para quem fez serviço de solda no arquipélago

Parte dos 100 ex-dekasseguis contratados até o momento pelo estaleiro pernambucano
 

(Edgard Matsuki | Foto: EAS/Divulgação e Cedidas)

A falta de soldadores no Brasil e a demanda de serviço proporcionada por pedidos da Petrobras fez o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) abrir vagas para a contratação de trabalhadores que tenham experiência em soldagem no Japão. O EAS fica no porto de Suape, em Ipojuca, Pernambuco, município a 60 quilômetros de Recife. Das 200 vagas abertas em dezembro, 100 foram preenchidas até o momento.

A busca por mão de obra especializada do Japão começou no ano passado após alguns dekasseguis procurarem vagas no site da empresa. “Entraram em contato dizendo que muito se comentava na comunidade brasileira no Japão sobre a construção de um grande estaleiro. Neste sentido, a comunicação informal nos ajudou muito”, afirma o assessor de imprensa da companhia, Fernando Ítalo. Com a contratação e a aprovação do trabalho dos primeiros soldadores, o EAS decidiu abrir mais vagas para esse perfil de trabalhador.

O nível técnico dos profissionais que exerceram a função no Japão foi decisivo para a contratação em larga escala de dekasseguis. A tradição japonesa na construção naval também colaborou. “Eles trazem um conhecimento acumulado na função. O perfil deles encaixa-se perfeitamente ao nível de soldador que estamos procurando”, afirma Ítalo. Ele observa que a disciplina e a experiência da rotina de trabalho na fábrica contaram pontos a favor dos brasileiros que trabalhavam no Japão.

O assessor destaca ainda que a oportunidade de emprego no Brasil é um dos fortes motivos para que os dekasseguis decidam retornar ao País. “Muitos sonhavam em voltar ao Brasil e agora têm a oportunidade”, afirma.

A média de idade dos trabalhadores contratados é de 40 anos. A maioria é de São Paulo e do Paraná, estados bem distantes do Nordeste brasileiro. Por isso, grande parte deles sequer conhecia o porto de Suape. A média de tempo que ficaram no Japão é de 20 anos e todos têm ampla experiência com solda em indústria naval.

Os brasileiros com experiência de trabalho no Japão se juntarão aos 3.700 funcionários que compõem o quadro em Ipojuca. A contratação será de maneira efetiva e os trabalhadores vão ter um plano de carreira com possibilidade de crescimento na empresa, além, é claro, de direito a benefícios trabalhistas, como férias e 13° salário.

 
Conheça o EAS e saiba como concorrer a vaga

Instalações do Estaleiro Atlântico Sul, no porto de Suape, em Ipojuca (PE): empresa fabrica navios cargueiros e plataformas petrolíferas para empresas como Petrobras e sua subsidiária Transpetro

O Estaleiro Atlântico Sul foi fundado em novembro de 2005 e está localizado no município de Ipojuca, Pernambuco. Com acionistas brasileiros e tecnologia sul-coreana, a empresa é a maior do Hemisfério Sul no segmento de construção naval. Atualmente, 3.700 funcionários produzem navios cargueiros e plataformas petrolíferas. Os principais clientes do EAS são a Petrobras e sua subsidiária Transpetro.

O candidato à vaga de soldador deverá ter experiência comprovada em solda na indústria naval ou petrolífera. Antes de ser efetivado, o profissional passará por um período de experiência de três meses. O Estaleiro Atlântico Sul promete plano de carreira e possibilidade de crescimento na profissão para quem se destacar no serviço.

Os interessados podem entrar em contato com a Coordenação de Recursos Humanos da companhia, no site do estaleiro (estaleiroatlanticosul.com.br), há mais informações para os interessados nas posições ainda abertas.

 
Ex-dekasseguis assumem cargo de liderança

Experiência de 15 anos valeu
ganhou o status de shokunin

Date com a família: volta
ao Brasil depois de 18 anos

A experiência adquirida no Japão não só garantiu uma vaga no Estaleiro Atlântico Sul (EAS) como também proporcionou cargos de liderança para alguns dekasseguis. Flávio Date e Manuela Barão (leia abaixo) são dois exemplos. Eles vão coordenar e ensinar as técnicas aprendidas nas fábricas japonesa para um grupo de trabalhadores brasileiros. No Japão, dificilmente chegariam a este cargo. Date tem conhecimento de sobra na função. No Japão, ele chegou ao título de shokunin (especialista), dado somente àqueles que realizam o trabalho com perfeição.

Com 18 anos de Japão e 15 de experiência com solda, Date adaptou-se facilmente ao trabalho no EAS. Difícil para ele é aguentar a saudade da família que ficou em São José dos Campos (SP) e se readaptar à vida no Brasil após tanto tempo longe do País. Até a noção do dinheiro nacional ele havia perdido. “Na época que eu saí do Brasil, o presidente era Fernando Collor e a moeda era o cruzeiro. A gente fica muito perdido quando volta”, conta. Ele havia regressado há quatro meses e estava ainda em fase de adaptação, quando tomou conhecimento da oportunidade no Nordeste. “Soube por meio de um primo que está no Japão”, explica o ex-dekassegui.

A esposa, Cristina, e os filhos, Fernando, 9, e Victor, 5, ficaram em São José dos Campos. Flávio espera levar a família para o Nordeste em breve. “Voltar do serviço e encontrar a casa vazia é sufocante. Sei que meus filhos estão bem com a mãe, mas estão longe dos meus olhos e isso é ruim”, observa.

Apesar de ainda estar se adaptando à vida no Brasil, Date surpreendeu-se positivamente com o povo de Ipojuca. “Aqui o pessoal é muito caloroso. Você precisa de uma informação e vem dez pessoas te ajudar”, diz. Ele espera continuar por muito tempo na cidade e trabalhar no Japão já não faz mais parte de seus planos. “Quem sabe passear nas férias.”

No trabalho ele vai muito bem. Com o status de “mestre da solda”, acabou se tornando líder no EAS. Date atribui o sucesso à experiência que teve no Japão. “É um campo com muito trabalho lá. Como tem muitos terremotos, todas as estruturas têm de ser reforçadas. Isso faz do país uma força no setor”, explica.

Para ele, ter trabalhado no exterior é um diferencial: “Além da própria prática como soldador, a gente traz do Japão um conhecimento sobre tecnologia e muita experiência de vida. Sem isso tudo, com certeza, eu não estaria aqui”, garante ele, que trouxe também o conhecimento avançado do idioma japonês e a disciplina oriental na bagagem.

 
Mulher, soldadora, mãe e líder de setor

Manuela teve de vencer o
machismo na profissão

Família da soldadora saiu do Japão direto para Pernambucano

Se aventurar a trabalhar em um lugar longe de casa não é novidade na vida de Manuela Barão. Natural de Bragança Paulista (SP), ela morava já há seis anos no Japão quando apareceu a oportunidade de trabalho no porto de Suape, em Pernambuco. Ela e o marido Paulo Bernardes (o casal se conheceu no Japão) estão há dois meses no Estaleiro Atlântico Sul. Para Manuela, o desafio agora é bem mais fácil do que o enfrentado seis anos atrás.

Na época em que foi para o Japão, Manuela havia acabado de se separar do primeiro marido. Os filhos Thomas e Guilherme, então com 5 e 4 anos, foram junto com ela. Manuela começou a trabalhar com solda, mas teve de enfrentar o machismo em uma função dominada por homens. Muitos colegas japoneses achavam que ela não iria aguentar o tipo de serviço.

Com a ajuda de Bernardes e motivada pelo salário de 2.400 ienes por hora (R$ 45,12), Manuela superou o trabalho pesado e o preconceito. O esforço compensou. A larga experiência em soldagem no Japão rendeu não só o emprego como também o cargo de líder no EAS. Essa chance de crescimento profissional fez que a brasileira saísse direto do Japão para Pernambuco. “Lá, quem é estrangeiro tem muitos deveres e poucos direitos”, critica a profissional.

Os filhos também pesaram na decisão da volta. “Ganhava bem no Japão, mas pensei em vários fatores. No Brasil eles poderão crescer melhor. Vir para cá foi melhor para toda a família”, afirma Manuela. “Tenho um carinho especial pelo Japão, mas aqui é meu País e tenho de aproveitar que tudo está dando certo para mim”, completa.

Manuela admite que chegou a ficar com medo de ser discriminada também no estaleiro por ser mulher, mas logo viu que no Brasil a situação é diferente. “Eu estava receosa com o machismo porque vinha para um estado que não conhecia, mas vi que me preocupei à toa. Sou muito respeitada por aqui. Nesse quesito, o Brasil está 100 anos à frente do Japão”, conta.

Ela nunca havia ido ao Nordeste brasileiro e está se adaptando a alguns detalhes da região. “A forma de falar é diferente. Outro dia fui ao restaurante e ofereceram macaxeira e galeto. Demorei para entender o que era”, fala, referindo-se à mandioca e frango. A ex-dekassegui afirma que a família está adorando o local e a adaptação é apenas questão de tempo. Afinal, para quem teve de morar no Japão sem falar japonês, o sotaque do Nordeste é algo fácil de superar.





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