PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 12 ANOS
-
Fale conosco: adm@nippo.com.br   
Quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012 - 6h30
DESTAQUES:
-
  Empregos no Japão

  Busca
 
  NippoBrasil
   Opinião
   Circuito
   Notícias
-
  Variedades
   Agenda
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Dekassegui
   Dinheiro
   Ensaio NB
   Entrevistas
   Especial
   Haicai
   Horóscopo
   Mangá
   Pesca
   Saúde
   TV NHK (Japão)
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   J.League 2010
   Copa do Mundo 2010
-
  Especiais
   Salão do Automóvel
   Bomba de Hiroshima
   Festival do Japão
-
  Autoajuda e Religião
   Vida com Deus
     Roberto Shinyashiki
-
  Classificados
   Econômicos
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Institucional
   Quem somos

Sindicatos criticam mudança na lei
trabalhista proposta pelo governo
Dirigentes dizem que há muitas falhas no projeto das quais as empresas podem se aproveitar. E o funcionário pode sair prejudicado
 

Hojo Hirooka, do Union Mie, diz que proposta de lei é um “queijo suíço” e que empresas vão explorar brechas

(Foto: Alexander Kanashiro/IPC)

O projeto de reforma da lei que regula a contratação de terceirizados (haken) continua causando polêmica e insatisfação. A proposta enviada pelo governo ao Parlamento em março desagradou sindicalistas de Aichi, Shizuoka e Tóquio. Eles acreditam que as falhas do projeto podem ser exploradas pelas empresas.

Segundo Motoaki Nakaoka, secretário da terceira maior central sindical do país, o Zenrookyoo (Conselho Nacional Sindical), permitir a contratação de terceirizados por cadastro (tooroku-gata), no caso de tradutores e secretárias, é uma das falhas, pois abre espaço para empreiteiras burlarem a lei.

Nakaoka lembra que os sindicatos enviaram ao Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social uma proposta que previa a responsabilidade trabalhistas das empresas, além das empreiteiras, para onde os terceirizados são enviados. O ponto foi ignorado pelo governo. “Foi a pior parte”, critica o sindicalista, prevendo uma grande discussão no Parlamento entre a bancada sindicalista e a dos empregadores.

Sobre os pontos positivos, ele citou o que proíbe as empresas de entrevistar e selecionar os trabalhadores enviados pelas empreiteiras. Nakaoka diz que algumas empresas já estão deixando de lado as empreiteiras. Elas estariam fazendo contratos diretos com prazo determinado (yuukoo chokusetsu koyoo), mas ao, mesmo tempo, estariam ameaçando transferir a produção para fora do país.

O diretor-geral do sindicato Union Mie, Hojo Hirooka, concorda com o colega do Zenrookyoo. Para ele, a nova regulamentação só acaba com a terceirização no ramo manufatureiro. “Mas há 26 profissões onde esse modelo será mantido”, alerta. “Falaram que ele é específico para quem trabalha no escritório, entre outros. Na verdade, é uma fachada para facilitar o lado das empresas que não querem efetivar funcionários”, denuncia. Baseado nisso, o Union Mie acredita que o sistema haken não deve mudar em quase nada. “As empreiteiras podem usar essa brecha, e o trabalhador temporário vai continuar instável. É apenas maquiagem. Na realidade, essa lei é um queijo suíço, cheio de buracos, que não protege os funcionários. Assim, fica difícil autuar as empreiteiras”, conclui.

Segundo Hirooka, “os próprios japoneses acham que a terceirização regular (jooyoo-gata haken) é sinônimo de estabilidade. Mas, na prática, não é assim”. Hirooka explica que a palavra jooyoo dois significados. Um de uso cotidiano e outro na legislação. “No contexto trabalhista, jooyoo é trabalho normal, isto é, que não existe prazo determinado de trabalho. Na legislação, a situação é diferente dependendo da interpretação. Se a empresa disser que há trabalho durante um ano, isso será considerado jooyoo normal, mas será somente nesse período. Então, na realidade, não é um trabalho normal ou regular, e sim trabalho temporário”, argumenta. Para o sindicato, o sistema haken não deveria existir.

Na opinião do sindicalista Francisco Freitas, presidente da Comissão dos Trabalhadores Estrangeiros do JMIU (Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, Maquinários e Informática do Japão), a reforma não produz avanços. “O governo anterior queria dar três anos para as empreiteiras se adaptarem às novas regras. Esses três anos se passaram, fizeram lobby e o atual governo deu mais tempo”, lembra Freitas. As empreiteiras têm entre três e cinco anos para seguirem o novo plano.

O sindicalista esclarece que muitos trabalhadores continuam inseguros. “Eu mesmo tinha contrato de um ano, depois passou para seis meses, em seguida, três. Em vez de progredir, regrediu”, relata. Por isso, Freitas defende o contrato direto e diz que as empresas não o fazem porque as autoridades são omissas. “E assim, as empreiteiras continuarão explorando e mandando embora o trabalhador enquanto o governo não resolver essa questão”.

Para ele, o problema são as empresas, e não as empreiteiras, pois se as companhias desejassem contratar diretamente, não haveria nenhum impedimento. “Acontece que as empresas não querem responsabilidade, não inscrevem o funcionário no Seguro Social, na aposentadoria, no Seguro Contra Acidentes de Trabalho. Enfim, não querem assumir responsabilidades sociais e jogam nas costas das empreiteiras. E quando vem a crise, tiram 200 ou 300 trabalhadores das linhas de produção e dizem que o problema é das empreiteiras”, afirma.

Para o sindicalista, as empresas continuarão a trazer mais kenshusei, trabalhadores asiáticos que trabalham como se fossem estagiários e ganham cerca de 500 ienes (R$ 9,52) por hora. “O governo não pode tornar legal a escravidão”.

  Arquivo - Dekassegui
• Mais de 150 mil microempreendedores formalizaram seus negócios em São Paulo
• Retornando ao Brasil – informações úteis (parte2)
• Retornando ao Brasil – informações úteis (parte1)
• Novo modelo de sistema de controle de estrangeiros no Japão acessível em Português
• Gifu faz raio X de comunidades estrangeiras pós-crise - parte 2
• Gifu faz raio X de comunidades estrangeiras pós-crise - parte 1
• Após terremoto, Japão pretende investir mais no exterior
• Economia do Japão volta a crescer em 2011
• Oferta de emprego aumenta no Japão, mas cenário é de cautela
• Governo quer checar situação escolar dos filhos ao renovar visto
• Transportadora dá golpe na comunidade
• Governo quer garantir estabilidade para trabalhadores nikkeis
• De mudança para a casa dos pais
• Vontade de conhecer avós leva crianças a aprender português
• Brasileiros retornam ao País, mas cabeça continua no Japão
• Justiça: governos discutem casos de brasileiros que fugiram do Japão
• Proposta de trabalho faz irmãos recomeçarem a vida em Manaus
• Sindicatos rebatem acusação do governo
• Eles não pensam em retornar ao Japão
• Brasil e Japão tentam acordo bilateral nas áreas penal e cível
• Governo critica sistema de mão de obra terceirizada
• Pesquisa na comunidade mostra forte queda na renda e no emprego
• Ministro explica acordo previdenciário
• Jovens brasileiros trabalham para bancar os estudos no Japão
• MTE quer regulamentar envio de trabalhadores brasileiros ao Exterior
• Brasileiro dá exemplo de superação após perder a visão em acidente
• Audiência pública rejeita taxação sobre remessa do Exterior
• Diminui número de brasileiros no Japão
• Nikkei vem pela primeira vez ao Brasil para conhecer terra natal
• Estrangeiros terão novo documento de identidade
• Mudança na Lei de Imigração pode beneficiar trabalhadores brasileiros
• Crise arrefece, mas achar emprego continua difícil
• Brasileira pioneira relembra chegada dos compatriotas em Hamamatsu
• Oferta de emprego permanece instável
• Abandonados por dekasseguis e pela falta de legislação entre Brasil e Japão
• Desabrigados de Hamamatsu são acolhidos em igreja evangélica
• De volta aos bancos escolares
• Brasileira dribla a crise e investe em em loja de doces e sobremesas
• Nova lei aumenta adicional de quem faz mais de 60 horas extras
• Maioria dos brasileiros está com contrato de trabalho irregular
• Crimes de brasileiros diminuem 15,5%
• Estaleiro pernambucano contrata soldadores dekasseguis
• Departamento de Imigração sugere tratamento diferenciado aos nikkeis
• Governo define plano de imigração
• Sindicatos criticam mudança na lei trabalhista proposta pelo governo
• Empreiteiras apreensivas com reforma da lei trabalhista
• Governo propõe novas regras para empreiteiras
• Crise faz dekassegui mudar hábitos de consumo
• Brasileiro acusa entidade pública de discriminação
• Pais podem receber subsídio mesmo com filhos no Brasil
  © Copyright 1992 - 2011 - Jornal NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br