PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 11 ANOS
-
Fale conosco: webmaster@nippo.com.br  
Central de atendimento: (11) 5575-0699  
(Horário de Atendimento das 9:00h às 18:00h de segunda a sexta)  
Quinta-feira, 02 de setembro de 2010 - 17h34
DESTAQUES:

  Busca
 
  NippoBrasil
   Edição Atual
   Editorial e Opinião
   Circuito
   Últimas Notícias
-
  Variedades
   Agenda
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Dekassegui
   Dinheiro
   Ensaio NB
   Entrevistas
   Especial
   Especial - Esportes
   Giro da Semana
   Haicai
   História do Japão
   História da Imigração
   Horóscopo
   Karaokê
   Lendas do Japão
   Mangá
   Personalidades
   Pesca
   Saúde
   TV NHK (Japão)
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Especial - Esportes
   J.League 2010
   Copa do Mundo 2010
-
  Especiais
   Ikebana
   Bomba de Hiroshima
   Festival do Japão
-
  Autoajuda e Religião
   Budismo
     Milênio
   Roberto Shinyashiki
   Reflexão
-
  Empregos no JP
-
  Classificados
   Econômicos
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Correspondência
   Trabalhe conosco
   Anuncie no site
   O Jornal Nippo-Brasil
   Assine o NB
   Quem somos

Prontas para ajudar ex-dekasseguis
No interior de São Paulo, prefeituras de algumas
cidades mantêm parceria com Sebrae e entidades

Curso em Bastos: prefeitura diz que ideia é montar uma escola de negócios e empreendedorismo
 

(Texto e Foto: Helder Horikawa/NB)

Suzano, Mogi das Cruzes, Bastos, Marília, Ourinhos, Presidente Prudente e Registro. Em comum, cidades do interior paulista com forte presença nipo-brasileira. Por consequência, também são municípios “exportadores” de mão-de-obra nikkei para as linhas de montagens de fábricas do Japão.

Diante da crise que assolou a economia japonesa, centenas e milhares de suzanenses, mogianos, bastenses, marilienses, ourinhenses, prudentinos e registrenses voltaram ou estão de malas prontas para desembarcar em suas respectivas cidades. Pois, a esses dekasseguis, boas notícias. As prefeituras dessas localidades desenvolvem ou querem ampliar os serviços prestados a quem volta do Japão.

Na prática, o serviço oferecido nessas cidades é um trabalho em conjunto da prefeitura municipal, do Sebrae e de associações nikkeis e de classe local. Também não se trata, necessariamente, de uma novidade. O pontapé inicial foi dado em Ourinhos, em uma extensão do Programa Dekassegui Empreendedor do Sebrae. A iniciativa partiu do próprio prefeito, o engenheiro Toshio Misato (PSDB).

Reeleito para mais quatro anos à frente do Executivo, Misato quer ampliar o atendimento a quem volta do Japão. O Centro Dekassegui está integrado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com apoio da Associação Esportiva e Cultural de Ourinhos (Aeco). Lá, além de orientação e assistência aos possíveis empreendedores, há também ajuda aos filhos de dekasseguis que ingressam nas escolas. Crianças com dificuldades na adaptação à rotina escolar recebem um atendimento diferenciado, oferecido por quatro assistentes de diretores lotadas na Secretaria de Educação.

O Centro Dekassegui de Ourinhos está em pleno funcionamento desde 2007. À Aeco, cabe apontar os caminhos e canais para chegar aos brasileiros que retornaram do Japão. A qualificação dessas pessoas fica a cargo do Sebrae. Só em 2008, foram sete cursos com 150 participantes, 70% deles ex-dekasseguis. Mas esperava-se um número muito maior. “Tivemos uma procura baixa. Fizemos uma grande divulgação, inclusive no Japão. Queremos atender mais pessoas. Estamos com uma estrutura subutilizada”, argumenta o secretário de Desenvolvimento, Luis Augusto Nogueira Perino.

Com a crise no Japão, Perino espera que a demanda por serviços do Centro Dekassegui aumente a partir de março. “Precisamos mostrar que existimos”, chega a dizer o secretário. Ele lembra também que os incentivos fiscais para novos empreendimentos de dekasseguis continuam de pé nos distritos industriais da cidade.


Suzano

Também em operação desde 2007, a parceria entre a prefeitura municipal, o Sebrae e a Associação Cultural Suzanense (Bunkyo de Suzano) funciona a pleno vapor. É pena que a procura também não seja das mais altas. Ali, a “ponte” entre as três instituições é, curiosamente, um ex-dekassegui. Reinaldo Katsumata, vice-presidente do Bunkyo, também é assessor na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Negócios e Turismo da cidade.

Os cursos de capacitação aos dekasseguis tiveram início em novembro de 2007, em uma iniciativa conjunta com o Sebrae. Os cursos profissionalizantes de curto prazo, que duram entre três e quatro meses, são oferecidos pela prefeitura. Mecânica, certificada pelo Senai, telemarketing, panificação e informática são algumas das aulas ministradas gratuitamente na cidade. “A falta de informação é o maior problema dos dekasseguis que voltam. Mas a procura pelos nossos cursos está aumentando. Com o início do novo planejamento de cursos também do Sebrae as ações devem ganhar mais visibilidade”, afirma Katsumata.

A exemplo de Ourinhos, a educação dos filhos de dekasseguis também preocupa as autoridades suzanenses. Por isso mesmo, o Bunkyo encaminha para a Escola Cenibras, mantida pela Associação Cultural Esportiva e Agrícola de Suzano (Aceas Nikkey), as crianças com dificuldades na aprendizagem. Lá, elas passam por um período de adaptação mediante pagamento de um valor.


Registro

Em Registro, no Vale do Ribeira, a prefeitura municipal ainda não faz parte do projeto parceiro entre a Associação Cultural Nipo-Brasileira de Registro (Bunkyo) e o Sebrae. Primeiro, porque o projeto de apoio aos dekasseguis teve início em outubro de 2008, exatamente no período eleitoral. “Iniciamos nossos trabalhos em uma fase de transição de governo. Resolvemos, então, aguardar as mudanças para darmos prosseguimento às discussões sobre a participação da prefeitura”, enaltece Rubens Shimizu, subdiretor do Departamento Dekassegui Empreendedor no Bunkyo de Registro, sob o comando permanente do capitão Henri Sassaki.

Shimizu, que presidiu o Bunkyo até o final de janeiro, diz que a prefeita eleita, Sandra Kennedy (PT), será procurada em breve. Já se sabe que ela se mostrou amplamente favorável a ajudar. As discussões seriam levadas a cabo pelo Departamento de Desenvolvimento Econômico, que, na gestão do então prefeito Clóvis Mendes Vieira (PMDB), ficou dois anos nas mãos do ex-vereador Manoel Chikaoka. Além de Sassaki e Shimizu, o Departamento Dekassegui Empreendedor no Bunkyo tem cativas uma vaga para um representante do Sebrae e outra para um membro da Associação Comercial.

O curso de empreendedorismo em Registro reuniu apenas um ex-dekassegui na turma de 20 participantes em outubro. No último, já eram cinco. Shimizu espera que a procura também aumente a partir de março. Ele sonha, inclusive, com uma turma só de brasileiros que voltaram do Japão.

Uma primeira reunião, só com ex-dekasseguis, ocorre nesta semana do carnaval. O tema do encontro, Sensibilização, não poderia ser mais propício. “Precisamos sensibilizar e mostrar ao dekassegui a importância de participar de cursos de orientação”.


Bastos

Conhecida como a Capital do Ovo, a cidade de Bastos foi palco de seis cursos do Sebrae em 2008, com noções de empreendedorismo e até gestão financeira. Por lá, o apoio partiu da prefeitura municipal, do Sindicato Rural e da Associação Comercial. O número de participantes, em torno de 25, foi pequeno demais. “É um trabalho de convencimento, de catequização mesmo. Temos que pegar nas mãos do dekassegui e mostrar como tudo funciona”, argumenta José Luiz Valenciano, analista do Sebrae em Marília.

A baixa procura, porém, não desanima o Sebrae, muito menos a prefeita eleita, Virgínia Fernandes (PSDB). Ela já incumbiu a nova secretária de Indústria e Comércio, Estelamara Moreira Ferreira, a pensar em projetos. “Ainda estamos nos estruturando fisicamente e operacionalmente. Mas estamos de portas abertas para receber os dekasseguis de Bastos, oportunidade em que iremos dar acolhimento caloroso, ouvi-los e apresentar nosso apoio para o que precisarem”, afirma Estelama.

Ainda que nada esteja formatado, a secretária de Indústria e Comércio adianta que uma das ideias da prefeita Virgínia é montar uma escola de negócios e empreendedorismo com orientações e treinamentos para empresários e futuros empreendedores.


Mogi das Cruzes

Em Mogi das Cruzes, o apoio ao dekassegui teve início na gestão do prefeito Junji Abe (PSDB). Agora, com o companheiro Marco Bertaiolli (DEM), a prefeitura municipal quer dar prosseguimento os trabalhos destinados aos dekasseguis. “A parceria com o Sebrae e o Bunkyo não só vai continuar, como será intensificada. Nesse momento, em que muitos brasileiros estão voltando do Japão, a necessidade é maior. É hora de pisar no acelerador”, avisa o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Osvaldo Bolanhos.
De acordo com Bolanhos, os primeiros contatos para a retomada das ações em Mogi já foram feitos com a coordenadora regional do Sebrae no Alto Tietê, Ana Maria Coelho. Com o Bunkyo, a conversa também está bem adiantada. “De nossa parte, o prefeito Bertaiolli tem batido na tecla de que a qualificação do trabalhador é uma de suas principais bandeiras. Por isso, estamos prontos para ajudar os dekasseguis”, argumenta.

  Notícias - Dekassegui
• Departamento de Imigração sugere tratamento diferenciado aos nikkeis
• Governo define plano de imigração
• Sindicatos criticam mudança na lei trabalhista proposta pelo governo
• Empreiteiras apreensivas com reforma da lei trabalhista
• Governo propõe novas regras para empreiteiras
• Crise faz dekassegui mudar hábitos de consumo
• Brasileiro acusa entidade pública de discriminação
• Pais podem receber subsídio mesmo com filhos no Brasil
• Projeto de lei quer taxar em 2% as remessas do exterior
• Aumenta diferença social entre brasileiros que vivem na província de Shizuoka
• Mais de 17 mil brasileiros retornaram com a ajuda do governo japonês
• Japão estuda novas medidas para os estrangeiros
• Ex-dekasseguis recomeçam a vida com o dinheiro da ajuda japonesa
• Crise econômica leva à diminuição de acidentes de trabalho no Japão
• Brasileiro não se adapta ao País
• Sem medo de recomeçar
• Apoio para quem volta ao Brasil
• Emprego no Japão só melhora em 2011
• Pedidos de ajuda para retorno ao país de origem chegam a 10 mil
• Religiosos criam projetos para ajudar dekasseguis
• Mais rigidez na lei de empreiteiras
• O difícil acesso aos cursos de capacitação
• Dekasseguis mudam de planos e adiam sonhos
• Nikkeis investem no mercado japonês
• Trabalho e negócios levam nikkeis ao Norte e ao Nordeste do Brasil
• Japão se recuperará somente a partir de 2010
• Ministro quer revisão de visto de dekassegui
• Retorno definitivo de dekasseguis aumenta desemprego no interior
• Redução de jornada de trabalho evita demissões
• Crise faz ex-dekassegui controlar finanças pessoais
• Retorno ao Japão só depois de três anos
• Governo amplia tempo de seguro-desemprego
• Mercado aberto para trabalhadores de 40, 50...
• Ex-dekasseguis contam com apoio de familiares no retorno ao Brasil
• Brasil na rota dos japoneses
• Prontas para ajudar ex-dekasseguis
• Dekasseguis ganham reforço para impulsionar negócios
• Ex-dekassegui deve aproveitar experiência japonesa no Brasil
• Como fazer o dinheiro durar mais na crise
• A busca por emprego no retorno ao Brasil
• Reaprendendo a viver no Brasil
• O difícil recomeço dos ex-dekasseguis
• Trabalhos alternativos mudam a vida de brasileiros no Japão
  © Copyright 1992-2010 - Jornal NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br