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Arquivo NippoBrasil - Edição 133 - 5 a 18 de dezembro de 2001
 
Festival dos Guerreiros de Akoo

Fotos: Divulgação / Arquivo NB

O livro “A nobre derrota” (The nobility of failure: tragic heroes in the history of Japan), do pesquisador de literatura japonesa Ivan Morris, é muito conhecido por descrever a diferença entre a figura do herói japonês e do ocidental. Segundo ele, os ocidentais só desenham a figura de Napoleão como herói vitorioso, não o reconhecendo como tal após sua derrota e exílio. Pela sensibilidade dos japoneses, justamente a derrota realça a imagem do herói vitorioso. A característica fundamental do herói japonês está na devoção à verdade, desprezando atos e pensamentos que buscam o lucro. O importante é a pureza com que o herói defende a sua ideologia.

No dia 14 de dezembro, é realizado o festival gishimatsuri, em memória dos leais guerreiros, no Templo Sengaku, em Tóquio, quando as pessoas visitam os túmulos dos 47 heróis que praticaram seppuku (suicídio em defesa da honra) após vingarem-se da morte de seu senhor. O local se enche de fumaça e fragrância de incenso.

A história

Este acontecimento se resume no seguinte: O senhor do feudo de Akoo, Asanotakuminokami Naganori, atacou Kirakoonozukenosuke no interior do castelo de Edo, sendo por esse motivo condenado à prática de seppuku pelo governo de Tokugawa. Além disso, o feudo foi destruído, o que provocou a revolta dos samurais que a ele pertenceram. Estes, em número de 47, sob liderança de Ooishi Yoshio, invadiram o palácio de Kira em 14 de Dezembro de 1702, onde consumaram a vingança do seu senhor. Todos eles foram condenados a praticar seppuku em 4 de fevereiro do ano seguinte, o que provocou nos populares sentimento de admiração e aplauso por terem eles se dedicado ao seu senhor com sinceridade até o fim.

O governo feudal não reconheceu este ato como um genuíno ato de vingança. Isto porque o fato de empunhar a espada no interior do Castelo de Edo era proibido, constituindo uma infração ao direito público. Entre os cérebros do governo feudal também as opiniões se dividiram entre os que são a favor e os contra. Na escritura Hagakure (1716), considerada a bíblia dos espírito samurai, há a famosa frase que diz: “O ideal do samurai consiste em morrer”. O autor desta obra, Yamamoto Tsunetomo, se opôs a este ato argumentando que ele é impuro. Isso porque Kira já era um sexagenário, cuja morte era imprevisível. Mesmo assim, o ato foi planejado durante um período de aproximadamente dois anos até se desfechar com sucesso, o que comprova um ato calculado e impuro. A intenção de vingança deve ser expressa imediatamente e, após o ataque, deve, em seguida, praticar seppuku.

A causa

Diz-se que o fato gerador deste acontecimento é que, por não ter Asanotakuminokami pago suborno ao Kira, que possuía a função de instrutor quando foi designado para um cerimonial pelo governo feudal, não recebeu devidamente suas orientações e, por isso, passou por uma situação vexante. Justamente recusou-se a pagar tal suborno porque o ato contraria o ideal de samurai. Parece que o suborno oferecido aos altos funcionários públicos existe em qualquer época.

O evento

Após a ocorrência, o ato foi dramatizado em kabuki, jooruri (teatro de bonecos), entre outros, sob título de Chuushingura, fazendo muito sucesso. Mesmo hoje, transcorridos 300 anos, continua sendo uma apresentação imprescindível no mês de dezembro.

 
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