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Arquivo NippoBrasil - Edição 116 - 16 a 29 de agosto de 2001
 
Karakuri Ningyou

Hoje em dia, no Japão, robôs que simulam animais de estimação estão em alta, seja entre os jovens ou entre os mais velhos, apesar do preço elevado. As famílias modernas alegam que esses robôs fazem o papel da criança no lar, que têm trazido bons efeitos para as crianças autistas, que não há os atritos recorrentes nos relacionamentos humanos, pois as máquinas só obedecem às ordens. Por outro lado há os que dizem que a comunicação entre as pessoas só tende a piorar.

A palavra robô surgiu durante o século 20, mas a palavra “jinzou ningen” (homem artificial) já aparece desde antigamente, sendo usada com freqüência em lendas e mitos.

Os robôs ou bonecos de madeira (karakuri ningyou) do Japão começaram a surgir na metade do século 16, recebendo uma grande influência dos relógios mecânicos trazidos por missionários portugueses. Mas esses bonecos se popularizaram durante o século 16.

Utilizavam-se para a confecção dos mecanismos de movimentação elementos como molas, água, ar, areia e mercúrio. Além disso, havia também aqueles movidos com corda e espetos, recebendo o auxílio humano.

O karakuri ningyou pode ser dividido à grosso modo em 3 grupos: os dashi karakuri, zashiki karakuri e shibai karakuri.

O dashi karakuri era usado nos festivais (matsuri) em cima dos carros alegóricos. Evidentemente, tinha a simbologia de divindades. Mesmo após 200 anos, os bonecos continuam sendo usados. No país todo há mais de 200 carros alegóricos e mais de 600 bonecos desse tipo.

O zashiki karakuri ningyou era enviado de presente em comemorações especiais, principalmente pelos nobres e ricos comerciantes, por exemplo, no hatsuzekku das filhas (o hatsuzekku é o primeiro dia de zekku, dia 3 de março para as meninas e dia 5 de maio para os meninos). Apesar de ser um brinquedo atraía a atenção de todos.

No início eram extremamente caros, mas logo surgiram modelos mais populares. “Comparando os modelos ocidentais e japoneses percebe-se que enquanto os ocidentais procuravam reproduzir os movimentos humanos os do Japão tinham movimentos mais abstratos, talvez influência do Nô, e os rostos eram inexpressivos”, diz Ikuma Takanashi, um expert em bonecos tradicionais.

Um dos modelos mais famosos é a boneca que carrega o chá. Quando o chá era colocado na bandeja, ela começava a andar em direção da visita.

Dizem que foi a primeira boneca a se mover no mundo.

O shibai karakuri ningyou era usado para divertir o povo, simplesmente exibindo as bonecas ou em peças de teatro conhecidas com ningyou jyoururi ou bunraku (fantoche).

O karakuri ningyou tem muita fama na região de Aichi, local onde surgiram esses bonecos. A região sempre teve a cultura de industrialização e ainda hoje é uma zona onde encontram-se fábricas importantes, como a Toyota Motors.

Dizem que no futuro haverá andróides equipados com inteligência artificial. O mundo da ficção científica e dos quadrinhos parece aproximar-se de nossa realidade. Conviver com os robôs poderá deixar de ser um sonho em breve.

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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