Portal NippoBrasil - OnLine - 17 anos
Sexta-feira, 24 de novembro de 2017 - 16h26
  Empregos no Japão

  Busca
 
  Seções NippoBrasil
   Comunidade
   Opinião
   Circuito
   Notícias
   Agenda
   Dekassegui
   Entrevistas
   Especial
-
  Variedades
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Budô
   Comidas do Japão
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Haicai
   História do Japão
   Horóscopo
   Lendas do Japão
   Mangá
   Pesca
   Saúde
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Copa do Mundo 2014
   Copa das
 Confederações 2013
-
  Especiais
   Imigração Japonesa
   120 anos de Amizade  Japão-Brasil
   Bomba de Hiroshima
   Japan House
   Festival do Japão 2016
-
 Colunas
   Conversando de RH
   Mensagens
     Roberto Shinyashiki
-
 Veja mais  Classificados
   Econômico
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Institucional
   Quem somos


Arquivo NippoBrasil - Edição 108 - 14 a 20 de junho de 2001
 
Nakoudo

(Fotos: Fundação Japão / Divulgação)

No Brasil, em junho, as festas juninas acontecem por todo o país. A mais popular com certeza é a festa de Santo Antônio. Santo Antônio é o santo preferido das mulheres, o santo casamenteiro, o santo das relações amorosas. Nessas festas da cultura popular brasileira há sempre o “casamento”. No Japão também há um deus das relações afetivas, mas não um deus específico. Em qualquer templo há as orações e pedidos para os enlaces.

A nível mundial as mulheres têm estudado mais e o que se percebe é que o número de mulheres que casa antes dos 20 anos se reduz proporcionalmente ao aumento do nível de escolaridade. Atualmente elas preferem dedicar-se à carreira do que ao lar para obterem a independência financeira. O número de homens que se casam na idade ideal ou que casam jovens também sofreu redução. O número de mulheres que não pretendem casar-se mas pretendem uma produção independente também aumentou.

Vejamos alguns dados estatísticos. A idade média de casamento é de 28,7 anos para o sexo masculino e de 26,8 anos para o feminino. Em número de matrimônios por ano o pico foi de 1.100.000 em 1972, 782.000 em 1999 e 784.595 em 2000, uma média de 1 casamento a cada 40 segundos. O número de divórcios foi de 100.000 em 1970, 250.538 em 1999 e no ano passado ficou em 243.183, uma média de 1 divórcio a cada 2 minutos e 10 segundos, média equivalente a de países europeus como França e Holanda. O número de casamentos arranjados (miai) era de 63% em 1955 reduzindo-se drasticamente para 7% em 1998.

Quando perguntado sobre o que pensavam sobre o casamento os dados foram os seguintes:

Com o estabelecimento da democracia após a guerra e de uma educação menos rígida, os casamentos acordados entre famílias e os casamentos arranjados decresceram e o casamento por amor tornou-se o óbvio. No entanto, a figura do nakoudo (padrinho casamenteiro) continuou praticamente inalterada. Esse costume é antigo e há registros até no Kojiki, onde o padrinho era chamado de nakahito. Sua função era apresentar a vontade do noivo à família da noiva e geralmente era parente do noivo.

Antigamente, o casamento era diferente e os noivos iam morar com a família da noiva (mukoirikon) mas com o passar dos tempos os costumes mudaram e, na Era Medieval, época dos samurais, o casal começou a morar longe ou com a família do noivo (yomeirikon). Essa mudança, trouxe a necessidade de que o nakoudo intermediasse tanto a família do noivo quanto da noiva. Surgiram então dois tipos de nakoudo. Havia o nakoudo que ficava responsável pelo entendimento entre as partes e o outro era geralmente a pessoa de mais status na família. Era sempre esperado que o nakoudo desse apoio ao casal por um longo tempo.

Hoje em dia pede-se a superiores ou veteranos no trabalho e a professores que desempenhem a função de nakoudo. Seria o correspondente no Brasil ao padrinho e madrinha, mas no Japão, essa função é mais oficial e levada a sério. O nakoudo deve ser uma pessoa respeitável, que não se incomode em prestar auxílio aos outros, um exemplo de vida, e ter uma vida matrimonial perfeita. Ser um conselheiro aos noivos que iniciam sua nova vida. E caso o casamento acabe em divórcio, é esperado que o nakoudo aja com calma e de maneira justa.

Na recepção, o nakoudo é um convidado de honra e tem o dever de tranqüilizar os recém-casados. É também o primeiro a falar na festa. Suas palavras não devem ser longas mas sim alegres, polidas e causar uma boa impressão aos presentes. Para tanto ele deve colher informações sobre o casal antecipadamente.

No Japão dizem que você deve ser nakoudo três vezes na vida. O matrimônio só existe porque houve alguém que fez o papel de nakoudo, e para retribuir a esse fato devemos fazer o mesmo papel para três jovens. No começo é difícil pois não se pode levar em conta só uma família e desprezar a opinião da outra. Ao contrário, deve-se respeitar as vontades de ambos os lados e refletir bem. Em uma família que mantém as tradições o cuidado deve ser redobrado. O nakoudo deve ajudar a encontrar um parceiro não só para os momentos de felicidade mas também para os momentos de infortúnios e tristezas, um parceiro para todo o sempre.

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
Busca
Cultura Tradicional
Arquivo Nippo - Edição 149
Ninja
Arquivo Nippo - Edição 147
Os sons dos insetos
Arquivo Nippo - Edição 145
Kanban (Letreiros das casas comerciais)
Arquivo Nippo - Edição 143
Otearai, toalete
Arquivo Nippo - Edição 141
Myoji - Sobrenome Japonês
Arquivo Nippo - Edição 139
Saquê, bebida milenar
Arquivo Nippo - Edição 137
Seijinshiki, a Cerimônia da Maioridade
Arquivo Nippo - Edição 135
Oshogatsu - Ano Novo
Arquivo Nippo - Edição 133
Festival dos Guerreiros de Akoo
Arquivo Nippo - Edição 131
Livros japoneses
Arquivo Nippo - Edição 129
Ryokan, hospedaria estilo japonês
Arquivo Nippo - Edição 127
Yookai: Monstros e fantasmas
Arquivo Nippo - Edição 125
Kodo - A arte de apreciar fragrâncias
Arquivo Nippo - Edição 123
Noshi - Mizuhiki
Arquivo Nippo - Edição 121
Nihon Buyou
Arquivo Nippo - Edição 119
Hashi
Arquivo Nippo - Edição 117
Karakuri Ningyou
Arquivo Nippo - Edição 115
Dia do Boi
Arquivo Nippo - Edição 113
Hinomaru
Arquivo Nippo - Edição 111
Origami: dobradura de papel
Arquivo Nippo - Edição 109
Parto
Arquivo Nippo - Edição 107
Nakoudo
Arquivo Nippo - Edição 107
Mushiba Yobou Day - Dia da Prevenção das Cáries
Arquivo Nippo - Edição 106
Amagasa
Arquivo Nippo - Edição 105
Ukai: uma boa pescaria
Arquivo Nippo - Edição 104
Cães de raças japonesas
Arquivo Nippo - Edição 103
Aoi Matsuri em Quioto
Arquivo Nippo - Edição 101
1º de maio - Dia do Trabalho
Arquivo Nippo - Edição 100
Enka
Arquivo Nippo - Edição 100
Os vários penteados ao longo dos séculos - Parte 2
Arquivo Nippo - Edição 99
Os vários penteados ao longo dos séculos - Parte 1
Arquivo Nippo - Edição 99
Dia do Livro
Arquivo Nippo - Edição 98
Geta: Simbolismo aos seus pés
Arquivo Nippo - Edição 98
Casas Japonesas

A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippobrasil.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2017 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br

133 usuários online


Redação: editor@nippo.com.br

Diretoria: diretoria@nippo.com.br

Vendas: anuncie@nippo.com.br

Tel: (11) 9 5371 4019 (TIM)

Mais contatos e envio de releases