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Arquivo NippoBrasil - Edição 092 - 22 a 28 de fevereiro de 2001
 
Furô (banho)

(Fotos: Reprodução / Divulgação)

Recentemente, o dono de uma casa de banho público da província de Hokkaido foi acusado de discriminação racial. Ele teria negado o uso do estabelecimento por estrangeiros. Segundo o proprietário, o motivo da recusa era o mal comportamento dos estrangeiros, que acarretava na redução dos freqüentadores do estabelecimento. Dizem que eles não levavam em consideração algumas regras imprescindíveis na hora do banho. O caso chamou atenção do público e deixou escancarada a diferença cultural entre o povo japonês e estrangeiro.

Ao contrário da família brasileira, boa parte dos japoneses tem banheira nas suas casas. Esse fato está associado à ideologia sagrada através da qual os japoneses acreditam que, ao relaxar numa boa imersão, podem purificar tanto o seu corpo quanto o espírito. Dizem que no início do século 7, o banho público instalado nos templos era aberto para doentes e camadas inferiores da sociedade, sob a concessão de Suiko, a primeira imperatriz do país.

Um artigo da Taiheiki, uma história militar publicada no século 14, prova que existia já na idade média o banho público com fins lucrativos. Mesmo assim, apenas depois da idade moderna, com a chegada da era Edo, o banho público tornou-se popular entre o povo japonês.

Hoje, a expressão Furo-ya é conhecida como o banho público em geral. Apesar disso, antigamente essa palavra indicava o banho de vapor no qual as pessoas se trancavam num quarto onde se aqueciam ao vapor da água. Por outro lado, a palavra Yuya era o sinônimo de um estabelecimento onde o povo se imergia na banheira cheia de água quente, dando origem ao banho público de hoje. Com o decorrer do tempo, Yuya expandiu-se no país.

Na era Edo, o banho público, além de ser um lugar onde os japoneses vão tomar banho, também servia de local de encontro para longos bate-papos. No segundo andar do estabelecimento, os funcionários recepcionavam os freqüentadores oferecendo bebida e comida. Além disso, o espaço era alugado também para pessoas que praticavam os jogos de tábua e aprendiam o arranjo floral.

Nessa época ainda, os homens e as mulheres tomavam o banho juntos. Com a invasão da cultura estrangeira depois da revolução Meiji, instalou-se um divisor entre as áreas de banho masculino e feminino.

No início da mesma época, o banho público era mais notável na região Kanto (Tóquio e estados vizinhos) em comparação do região Kansai (Osaka e estados vizinhos) e a taxa de entrada era aproximadamente 15sen (cerca de US$ 0.00128). As pessoas de Kansai preferiam tomar banho com água morna ao contrário dos toquiotas, que usavam águas extremamente quentes. A origem da palavra Furo-shiki (tecido para embrulho) está relacionado com um pano de chão onde as pessoas enxugavam os pés ao saírem do banho.

Hoje, vem decaindo o número de banhos públicos em Tóquio devido a difusão da banheira nas residências. Mesmo assim ainda existem alguns aficcionados que freqüentam os estabelecimentos. Aqueles que resistem à modernidade, estão instalando equipamentos de saúde e usando produtos químicos compostos pelas mesmas substâncias contidas nos principais balneários do Japão.

Para estrangeiros, o banho público japonês pode parecer pouco exótico. Os usuários têm que guardar os seus sapatos num dos armários instalados na entrada do estabelecimento. Assim que entrar no vestiário, vêem uma cabine elevada ao seu lado onde o funcionário fica supervisionando vestiários feminino e masculino.

Na hora do banho, há algumas regras básicas que devem ser respeitadas. Deve-se lavar e enxaguar bem o corpo ensaboado, por exemplo. Muitos japoneses costumam apreciar o mural onde há um quadro da típtica paisagem japonêsa como o Monte Fuji enquanto relaxam numa boa imersão.

 

*Esta página foi elaborada pelos professores da Aliança Cultural Brasil-Japão,
especialmente para o NIPPO-BRASIL.
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