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18 de junho de 1908 ~ 18 de junho de 2019

COLONIZAÇÃO:
Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Entre 1956 e 1963, desembarcaram em território
gaúcho um total de 1.786 imigrantes japoneses


Pêra japonesa é um dos principais cultivos entre
os imigrantes em Frei Rogério, Santa Catarina
 

(Fotos: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

A região do extremo sul do Brasil também foi um território “desbravado” pelos imigrantes japoneses. Ainda que pequena, a presença nikkei em Santa Catarina e Rio Grande do Sul é muito importante.

A história no Rio Grande do Sul teve início em agosto de 1956, com o desembarque, no porto do Rio Grande, de 23 imigrantes japoneses, jovens (de 17 a 26 anos) e solteiros, que chegaram, a bordo do navio Brasil Maru, para trabalhar, principalmente na agricultura, em vários municípios gaúchos. Esses são considerados os pioneiros a vir diretamente do Japão para o Rio Grande do Sul, no entanto, algumas famílias de imigrantes japoneses já haviam migrado da região Sudeste para o extremo sul do Brasil.

De 1956 até a extinção da migração sistemática em 1963, desembarcaram diretamente do Japão um total de 1.786 japoneses no Rio Grande do Sul. Afirma-se que o primeiro japonês em terras gaúchas foi o médico Yunosuke Nemoto, em 1920, e, algum tempo depois, Eito Asaeda (casado com brasileira) em 1924, ambos vindos de São Paulo.

Em meados da década de 1930, houve a tentativa da K.K.K.K. (Companhia Ultramarina de Empreendimentos) de fixar 18 famílias japonesas na região de Santa Rosa (RS), no munícipio de Horizontina. A empreitada acabou não dando certo.

As cidades gaúchas e catarinenses que se destacam pelo expressivo número de nikkeis são: São Joaquim (SC), Frei Rogério (SC), Ivoti (RS), Gravataí (RS), Pelotas (RS), Santa Maria (RS) Porto Alegre (RS), São Leopoldo (RS), Gravataí (RS), Viamão (RS), Carazinho (RS) e Passo Fundo (RS). Em sua maior parte, os japoneses e seus descendentes estão associados à hortifruticultura e à floricultura.

Um exemplo disso é a cidade gaúcha de Ivoti, a 55 km de Porto Alegre. A cidade ostenta o título de “Cidade das Flores e dos Nipo-gaúchos”. O início de tudo ocorreu no ano de 1966, quando autoridades municipais destinaram terras para 26 famílias de imigrantes, dando origem à colônia japonesa da região, produtora de kiwi, uvas de mesa, hortaliças e flores.

Em Santa Maria, os primeiros japoneses chegaram em 1958. Eram cerca de 17 famílias, oriundas da província de Kumamoto. Na realidade, esse grupo fazia parte de um contigente de 33 famílias da mesma província, que haviam desembarcado no porto de Rio Grande no ano anterior. Essas famílias foram levadas para uma fazenda produtora de arroz irrigado na cidade de Uruguaiana, mas, devido às péssimas condições de trabalho, romperam o contrato e se dispersaram.

Na cidade catarinense de Frei Rogério, os imigrantes e seus descendentes, desde meados da década de 1960, dedicam-se à agricultura. Atualmente, eles se especializaram na produção da pêra asiática, conhecida na região como pêra japonesa, introduzida no Brasil por esses imigrantes oriundos da província de Nagasaki.

Em Frei Rogério, existe um Monumento pela Paz, onde se encontra também o Sino da Paz. Moldado em bronze há mais de 400 anos, ele foi enviado pela Associação Internacional da Província de Nagasaki em 1998.

 


A VIAGEM:
Véspera da partida

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