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18 de junho de 1908 ~ 18 de junho de 2019

COLONIZAÇÃO:
Amazonas e Pará

Oficialmente, os primeiros grupos começaram
a chegar em terras paraenses no ano de 1929


Integrantes da Cia. de Colonização Nantaku

Koutakusseis: 248 chegaram até 1938
 

Cultivo da pimenta do reino: “diamante negro”

(Fotos: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

Os japoneses há muitos anos demonstravam interesse na região amazônica, mas as negociações começam a se efetivar em 1925 quando o governador do Pará, Dionísio Bentes, recebeu a visita dos representantes da indústria de tecidos Kanebo (Kanegafuchi Boseki Kabushi Kaisha). No ano seguinte, chefiada por Hachiro Fukuhara (diretor da Kanebo) e mais oito técnicos, uma missão percorreu o interior buscando terras para a exploração econômica.

Em 1928, uma missão do Ministério das Relações Exteriores selecionou uma área de 300 mil hectares próxima a Maués. Em 1930, Tsukasa Uyetsuka, deputado e conselheiro do Ministério das Finanças do Japão, comprou 1,5 mil hectares em Parintins e instalou o Instituto Amazônia (Amazônia Kenkyujyo) com o objetivo de desenvolver pesquisas para apoiar as atividades agrícolas.

O instituto, em Parintins, desde 1931 estava recebendo levas sucessivas de jovens formados na Escola Superior de Colonização do Japão (Nihon Koto Takushoku Gakko), criada por Uyetsuka para formar especialistas no trabalho de colonização. Até 1938 a escola enviou oito turmas – cerca de 248 estudantes (conhecidos como kotakusseis) e seis famílias para o Amazonas.

Além desse empreendimento, em Maués, em 1928, Kosaku Oishi fundou a Companhia de Fomento Industrial do Amazonas S/A (Amazon Kogyo Kabushiki Kaisha) com a finalidade de cultivar o guaraná. Até 1931 introduziu dezenas de famílias de colonos, mas se defrontaram com escassez de capital e outras dificuldades. Em 1940 ela foi incorporada à Cia. Industrial da Amazônia.

Cada um – empresários, capitalistas, nacionalistas e imigrantes japoneses – carregando seu sonho de sucesso desembarcou disposto a conquistar a Amazônia. No Pará, em Acará (atual Tomé-Açu), de 1929 até 1937 chegaram 2,1 mil pessoas. Em Monte Alegre, formou-se outro núcleo com 30 pessoas. No Amazonas, em Parintins, até 1937 chegaram 248 jovens estudantes e mais 150 famílias de imigrantes. Em Maués, nasceu outro núcleo com dezenas de famílias para o cultivo do guaraná.

No Pará, a Cia de Colonização da América Latina (Nantaku) pretendia cultivar o cacau, que acabou se inviabilizando. Em 1935, ao se retirar de Tomé-Açu, foram fechadas as estações experimentais de Açaizal, Monte Alegre e Castanhal. Ocorreram também os esforços para a introdução das hortaliças em Belém.

A pimenta-do-reino, a segunda alternativa depois do cacau, somente se tornou promissora em 1946, quando o quilo do produto subiu de 5 mil réis para 100 mil réis. A redenção da colonização japonesa foi possível graças a Makinossuke Ussui, representante da Nantaku, que, em 1933, ao desembarcar em Cingapura, pegou 20 mudas de pimenta-do-reino.

Elas foram plantadas na estação experimental em Tomé-Açu, mas, quando a Nantaku encerrou as atividades, Tomoji Kato e Enji Saito transportaram as mudas remanescentes para os seus lotes e foram os pioneiros no cultivo da pimenta asiática. Delas, originaram as estacas que se multiplicaram ao longo dos anos, espalhando-se pela região para se transformar no “diamante negro” da Amazônia.

 


A VIAGEM:
Véspera da partida

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