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Takeshi
Okada calou críticas e fez campanha histórica pelo Japão
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Despedida melancólica
e recepção de herói. Se há cerca de um mês
Takeshi Okada deixou o arquipélago como motivo de piada entre os
torcedores e a mídia japoneses por prometer que levaria a seleção
nipônica até as semifinais da Copa, a campanha da equipe
na África do Sul transformou em reverência e silêncio
os adjetivos negativos que sondavam o time nacional e seu treinador, tanto
que a delegação foi recebida com festa no retorno ao país.
E não
é para menos. O Japão fez sua melhor Copa da história.
Nunca antes a equipe chegou tão perto de atingir as quartas de
final do torneio foi eliminada por 5 a 3 nos pênaltis pelo
Paraguai. Entre os feitos alcançados, figuram a primeira vitória
em solo estrangeiro em Mundiais 1 a 0 sobre Camarões, na
estreia do torneio e a inédita classificação
aos mata-matas em uma edição disputada fora do arquipélago.
Os jogadores
deram o máximo e estou realmente satisfeito com eles. Esse time
deixou o Japão e toda a Ásia orgulhosos, disse Okada,
que conseguiu acertar defensivamente a equipe e montou um esquema que
privilegiasse os talentosos meias Honda e Endo. Eu queria que os
jogadores pudessem jogar ao menos mais uma partida.
Apesar do sucesso
à frente da seleção, Okada já disse que não
pretende comandar a equipe no próximo Mundial. Não
quero pensar em futebol por enquanto. Acho que falhei em algum momento,
já que garanti aos meus jogadores que se dessem tudo de si conseguiríamos
a vaga. Eles se doaram ao máximo, mas faltou algo de minha parte.
Quero apenas sumir por algum tempo, disse o treinador que anunciou
que talvez se aposente definitivamente do futebol.
Futuro
Com o anúncio
de que Okada não seguirá no comando da seleção,
a Federação Japonesa de Futebol (JFA) já trabalha
em nomes para o cargo. O comitê técnico da JFA fará
um levantamento das deficiências da equipe, como deixá-la
mais forte e que tipo de time deve-se montar. Após termos essas
informações, vamos começar a negociar com possíveis
nomes para o comando da seleção, disse o presidente
da entidade, Motoaki Inukai.
Entre os nomes
que veiculam na imprensa japonesa estão o de Marcelo Bielsa, que
comandou o Chile neste Mundial, e o de Jose Pekerman, ex-técnico
da seleção argentina. O próximo treinador tem
de ter uma filosofia, mas não ser teimoso. Além disso, queremos
alguém que consiga manter boas relações com a imprensa
e que seja carismático, completou Inukai.
Outro que anunciou
sua retirada da equipe foi Shunsuke Nakamura. Aos 32 anos, o meia, neste
Mundial, atuou apenas na derrota por 1 a 0 para a Holanda. Em 98 partidas
pelo Japão, Nakamura marcou 24 gols e foi um dos principais nomes
da equipe que disputou a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. (Kyodo
News)
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Quero gravar na memória
a decepção (do pênalti), e daqui a quatro anos no
Brasil, quero que o time passe das oitavas.
Yuichi
Komano, zagueiro que perdeu o pênalti no jogo contra o Paraguai.
(1/7)
É a primeira vez
que perco um pênalti desde
que me tornei profissional.
Yuichi Komano. (1/7)
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Apesar de perder para o Paraguai
nos pênaltis, a seleção japonesa retornou da África
do Sul mais confiante: pela primeira vez passou para as oitavas de final
em uma Copa do Mundo disputada fora da Ásia, ficando entre as 16
melhores. Os fãs receberam com carinho os jogadores, que demonstraram
companheirismo e união mesmo depois de Yuichi Komano perder o pênalti
que tirou a equipe do torneio. |
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Se eu tivesse chutado,
também teria mandado para fora.
Marcus
Túlio Tanaka, zagueiro. (1/7)
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O que é isso?
Takeshi
Okada, técnico da seleção japonesa, surpreso com
os mais de 4.200 fãs que receberam a delegação nipônica
no Aeroporto Internacional de Osaka, no dia 1º de julho. Apenas 30
pessoas se despediram do time de Okada quando a equipe partiu para a África
do Sul, no dia 26 de maio.
Vou sumir por uns tempos.
Takeshi
Okada, ao ser indagado
por repórteres sobre seu futuro. (1/7)
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Honda,
nasce um novo ídolo japonês
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Se Lionel Messi,
Cristiano Ronaldo, Kaká e companhia ainda não tiveram na
Copa do Mundo uma performance digna da fama e talento que lhes são
atribuídos, um meia de técnica refinada, excelente visão
de jogo e dono de chutes venenosos e imprevisíveis tem chamado
a atenção. Keisuke Honda, que completou 24 anos no dia 13,
tornou-se a referência da seleção japonesa durante
a competição. O fato curioso é que o atleta é
pouco conhecido do torcedor da J. League. Seu talento levou-o para a Europa
quando tinha apenas 21 anos e só agora os nipônicos parecem
se dar conta do craque que têm na equipe.
O gol
dele (contra a Dinamarca, na partida que o Japão venceu por 3 a
1 e se classificou para as oitavas de final do torneio) me deu arrepios,
disse Atsushi Yutani, morador de Osaka, terra natal do jogador. Ele
é um tesouro de Osaka, completou o torcedor. Nem o primeiro-ministro
japonês Naoto Kan escapou da tietagem. Eu gostaria de parabenizá-los
pela conquista. Acho que o país inteiro está orgulhoso da
equipe, afirmou o premiê.
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Honda
virou referência na seleção japonesa
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A badalação
em cima de Honda não é a toa. Basta reparar que, nas três
partidas da primeira fase da Copa do Mundo disputadas pelo Japão,
ele saiu como o melhor em campo em duas: nas vitórias sobre Camarões
(1 a 0) e Dinamarca (3 a 1). Nos dois jogos, o camisa 18 fez gol, sendo
que diante dos nórdicos foi autor de um dos lances mais bonitos
da Copa ao driblar dois zagueiros adversários, antes de tocar para
Okazaki fechar o placar. Além disso, ele terminou a etapa de grupos
como o atleta mais caçado em campo sofreu 17 faltas em três
partidas.
Honda começou
a carreira em 2005 no Nagoya Grampus Eight, após ser o destaque
do campeonato colegial japonês. Jogou três temporadas pela
equipe de Aichi, antes de assinar em 2008 com o VVV Venlo, da Holanda.
Nesta temporada,
transferiu-se para o CSKA Moscou e, no time russo, tornou-se o primeiro
japonês a disputar as quartas de final da Liga dos Campeões
da Europa.
Apesar de muitos
só terem tomado conhecimento do talento do atleta após suas
performances na Copa do Mundo, entre as grandes equipes europeias, o craque
já é um antigo sonho de consumo. O meia que, segundo a imprensa
do Velho Continente, tem muita habilidade no drible, é um
ótimo cobrador de faltas e um atleta muito inteligente, tem
seu nome constantemente cogitado em clubes como Liverpool
e Porto. Depois do que apresentou na África do Sul, as especulações
correm o sério risco de virar realidade. (Redação
NB)
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Japão
perde para o Paraguai nas oitavas-de-final
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Pretória.
África do Sul Jogadores japoneses lamentam derrota para
o Paraguai nos pênaltis nas oitavas-de-final disputada no Estádio
Loftus Versfeld, em Pretória, dia 29 de junho. O Japão perdeu
por 5 a 3 na disputa por penalidades.
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Pretória.
África do Sul O zagueiro Marcus Tulio Tanaka (4) desarrna
o meiocampista paraguaio Nestor Ortigoza (20) no segundo tempo da partida
válida pelas oitavas-de-final disputada no Estádio Loftus
Versfeld, em Pretória, África do Sul, dia 29 d ejunho.
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Japão
vence "Dinamáquina" e se classifica para próxima
fase
O meia Keisuke
Honda foi o grande destaque na vitória do Japão por 3 a
1 em cima da Dinamarca. Jogador do CSKA de Moscow abriu o placar com uma
linda cobrança de falta ainda no primeiro tempo e deu o passe para
o terceiro gol do Japão.
O Japão
precisava de apenas um empate para se classificar na próxima fase
da Copa. Mas os "Samurais Azuis" não aceitaram a pressão
dos dinamarqueses. Partiram para o ataque e aos 12 minutos de jogo, Okubo
cruza pela direita para Hasabe, que desvia na ponta do pé. O goleiro
dinamarquês, Sorensen, salva com o joelho.
Aos 17 minutos
o Japão cobra falta de longe, pela meia direita. O meia Honda bateu
de canhota, Sorensen pulou atrasado e a bola morreu no fundo do canto
esquerdo. Lindo gol do Japão.
O Japão
se segurava na defesa. O time de Takeshi Okada mostrava disciplina tática,
mas como a Dinamarca não ameaçava muito, os japoneses voltaram
a atacar. Aos 29 minutos, falta frontal. O goleiro Sorensen esperava pela
batida de Honda, mas quem acertou um belo chute no canto esquerdo foi
o meia Yasuhito Endo. Japão 2 x 0.
A seleção
japonesa percebeu que a Dinamarca sentiu o segundo gol e passou a atacar
mais, principalmente pela direita, ponto fraco da defesa nórdica.
A coisa tava tão feia que o técnico Morten Olsen nem esperou
o intevalo para tirar o camisa 10 Jorgensen e colocar em jogo Jakob Poulsen.
O Japão seguia na boa e Honda quase acertou um voleio. Komano avançou
pela direita, com velocidade e bateu forte para Sorensen tocar para escanteio.
A Dinamarca
tentou se lançar para o ataque no segundo tempo. Mas Sorensen mostrou
que deve ter algum trauma com faltas. Em cobrança de Endo, o goleirão
quase foi encoberto. A bola ainda tocou na trave e sobrou para Honda,
isolar.
Mesmo perdendo,
os dinamarqueses não se entregavam. Larsen acertou o travessão
ao acertar um chute de virada, de fora da área. O esforço
foi recompensado quando Hasebe derrubou Agger na área. Tomasson
bateu, Kawashima espalmou para frente e o camisa nove empurrou para as
redes, aos 35 minutos.
Aos 42, com
a defesa dinamarquesa escancarada, Honda fez bela jogada, deu um drible
desconsertante em Simon Poulsen, se livrou de Sorensen e rolou para Okazaki
apenas empurrar para as redes. Japão 3 x 1. Fim de jogo.
Os "Samuarais
Azuis" avançam em segundo lugar, com 6 pontos, no Grupo E
e encara o Paraguai na terça-feira, às 11h, pelas oitavas-de-final.
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Apesar
da derrota para a Holanda, um empate pode classificar o Japão
A
derrota do Japão por 1 a 0 para a Holanda já é
passado. O pensamento do meia Shunsuke Nakamura é de já
levantar a cabeça.
Nós perdemos mas não há tempo de abaixar a cabeça.
Temos de nos manter com pensamento positivo para o próximo jogo
disse.
A
seleção japonesa necessita de apenas um empate para avançar
às oitavas de final contra a Dinamarca, na próxima quinta-feira,
às 15h30m, horário de Brasília, em Rustemburgo.
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Japão
vence Camarões por 1 a 0
O
Japão acaba com o tabu de nunca ter vercido um jogo de estreia
em Copa do Mundo. A seleção japonesa derrotou Camarões
por 1 a 0. O gol foi marcado pelo meia Keisuke Honda, ainda no primeiro
tempo.
Esse
resultado, os japoneses ficam em segundo lugar no seu grupo. A Holanda
venceu a Dinamarca por 2 a 0 e lidera a chave por ter feito um gol a
mais. O próximo duelo é com a seleção holandesa,
no dia 19 (sábado), às 8h30.
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Próximos
jogos do Japão:
(2010)
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Data
|
Jogo
|
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24/05
|
Amistoso
|
Japão
|
0
x 2
|
Coreia
do Sul |
|
30/05
|
Amistoso
|
Japão
|
1
x 2
|
Inglaterra |
|
04/06
|
Amistoso
|
Japão
|
0
x 2
|
Costa
do Marfim |
|
14/06
- 11h00
|
Copa
do Mundo
|
Japão
|
1
x 0
|
Camarões |
|
19/06
- 08h30
|
Copa
do Mundo
|
Holanda
|
1 x 0
|
Japão |
|
24/06
- 15h30
|
Copa
do Mundo
|
Dinamarca
|
1
x 3
|
Japão |
|
29/06
- 11h00
|
Copa
do Mundo
|
Paraguai
|
(5) 0 x 0 (3)
|
Japão |
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| História: |
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Participações
do Japão em Copas do Mundo
4 (1998, 2002, 2006, 2010)
1998 - Copa
da França
Na sua estréia em Copa do Mundo, o Japão foi eliminado na
primeira fase:
Primeira Fase: Argentina 1 x 0 Japão
Primeira Fase: Japão 0 x 1 Croácia
Primeira Fase: Japão 1 x 2 Jamaica
Terminou na 31ª posição
2002 - Copa
da Coréia do Sul/Japão
Se classificou em primeiro do grupo H e perdeu nas oitavas-de-final para
a Turquia.
Primeira Fase: Japão 2 x 2 Bélgica
Primeira Fase: Japão 1 x 0 Rússia
Primeira Fase: Tunísia 0 x 2 Japão
Oitavas-de-final: Japão 0 x 1 Turquia
Terminou na 9ª posição
2006 - Copa
da Alemanha
Novamente o Japão ficou apenas na primeira fase.
Primeira Fase: Austrália 3 x 1 Japão
Primeira Fase: Japão 0 x 0 Croácia
Primeira Fase: Japão 1 x 4 Brasil
Terminou na 26ª posição
2010 - Copa
da África do Sul
Foi a primeira seleção que confirmou a presença nas
Eliminatórias da Ásia e é a sua 4ª participação
consecutiva.
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| Menu
- Copa do Mundo 2010 |
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| Tabela
- Grupo E |
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País
|
Ptos
|
V
|
E
|
D
|
SG
|
| Holanda |
9
|
3
|
0
|
0
|
4
|
| Japão |
6
|
2
|
0
|
1
|
2
|
| Dinamarca |
3
|
1
|
0
|
2
|
-3
|
| Camarões |
0
|
0
|
0
|
3
|
-3
|
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| Oitavas-de-final |
Japão 0 (3) x (5) 0 Paraguai 
29/06
- 11h00
Tshwane/Pretória
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