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Quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012 - 7h43
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Takeshi Okada calou críticas e fez campanha histórica pelo Japão
Takeshi Okada, quem ri por último ...
 
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• Frases
• Honda, nasce um novo ídolo japonês

Despedida melancólica e recepção de herói. Se há cerca de um mês Takeshi Okada deixou o arquipélago como motivo de piada entre os torcedores e a mídia japoneses por prometer que levaria a seleção nipônica até as semifinais da Copa, a campanha da equipe na África do Sul transformou em reverência e silêncio os adjetivos negativos que sondavam o time nacional e seu treinador, tanto que a delegação foi recebida com festa no retorno ao país.

E não é para menos. O Japão fez sua melhor Copa da história. Nunca antes a equipe chegou tão perto de atingir as quartas de final do torneio – foi eliminada por 5 a 3 nos pênaltis pelo Paraguai. Entre os feitos alcançados, figuram a primeira vitória em solo estrangeiro em Mundiais – 1 a 0 sobre Camarões, na estreia do torneio – e a inédita classificação aos mata-matas em uma edição disputada fora do arquipélago.

“Os jogadores deram o máximo e estou realmente satisfeito com eles. Esse time deixou o Japão e toda a Ásia orgulhosos”, disse Okada, que conseguiu acertar defensivamente a equipe e montou um esquema que privilegiasse os talentosos meias Honda e Endo. “Eu queria que os jogadores pudessem jogar ao menos mais uma partida.”

Apesar do sucesso à frente da seleção, Okada já disse que não pretende comandar a equipe no próximo Mundial. “Não quero pensar em futebol por enquanto. Acho que falhei em algum momento, já que garanti aos meus jogadores que se dessem tudo de si conseguiríamos a vaga. Eles se doaram ao máximo, mas faltou algo de minha parte. Quero apenas sumir por algum tempo”, disse o treinador que anunciou que talvez se aposente definitivamente do futebol.

Futuro

Com o anúncio de que Okada não seguirá no comando da seleção, a Federação Japonesa de Futebol (JFA) já trabalha em nomes para o cargo. “O comitê técnico da JFA fará um levantamento das deficiências da equipe, como deixá-la mais forte e que tipo de time deve-se montar. Após termos essas informações, vamos começar a negociar com possíveis nomes para o comando da seleção”, disse o presidente da entidade, Motoaki Inukai.

Entre os nomes que veiculam na imprensa japonesa estão o de Marcelo Bielsa, que comandou o Chile neste Mundial, e o de Jose Pekerman, ex-técnico da seleção argentina. “O próximo treinador tem de ter uma filosofia, mas não ser teimoso. Além disso, queremos alguém que consiga manter boas relações com a imprensa e que seja carismático”, completou Inukai.

Outro que anunciou sua retirada da equipe foi Shunsuke Nakamura. Aos 32 anos, o meia, neste Mundial, atuou apenas na derrota por 1 a 0 para a Holanda. Em 98 partidas pelo Japão, Nakamura marcou 24 gols e foi um dos principais nomes da equipe que disputou a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. (Kyodo News)


 
Frases
“Quero gravar na memória a decepção (do pênalti), e daqui a quatro anos no Brasil, quero que o time passe das oitavas.”
Yuichi Komano, zagueiro que perdeu o pênalti no jogo contra o Paraguai. (1/7)


“É a primeira vez que perco um pênalti desde
que me tornei profissional.”

Yuichi Komano. (1/7)


Apesar de perder para o Paraguai nos pênaltis, a seleção japonesa retornou da África do Sul mais confiante: pela primeira vez passou para as oitavas de final em uma Copa do Mundo disputada fora da Ásia, ficando entre as 16 melhores. Os fãs receberam com carinho os jogadores, que demonstraram companheirismo e união mesmo depois de Yuichi Komano perder o pênalti que tirou a equipe do torneio.

“Se eu tivesse chutado,
também teria mandado para fora.”

Marcus Túlio Tanaka, zagueiro. (1/7)



“O que é isso?”

Takeshi Okada, técnico da seleção japonesa, surpreso com os mais de 4.200 fãs que receberam a delegação nipônica no Aeroporto Internacional de Osaka, no dia 1º de julho. Apenas 30 pessoas se despediram do time de Okada quando a equipe partiu para a África do Sul, no dia 26 de maio.


“Vou sumir por uns tempos.”
Takeshi Okada, ao ser indagado
por repórteres sobre seu futuro. (1/7)


 
Honda, nasce um novo ídolo japonês

Se Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Kaká e companhia ainda não tiveram na Copa do Mundo uma performance digna da fama e talento que lhes são atribuídos, um meia de técnica refinada, excelente visão de jogo e dono de chutes venenosos e imprevisíveis tem chamado a atenção. Keisuke Honda, que completou 24 anos no dia 13, tornou-se a referência da seleção japonesa durante a competição. O fato curioso é que o atleta é pouco conhecido do torcedor da J. League. Seu talento levou-o para a Europa quando tinha apenas 21 anos e só agora os nipônicos parecem se dar conta do craque que têm na equipe.

“O gol dele (contra a Dinamarca, na partida que o Japão venceu por 3 a 1 e se classificou para as oitavas de final do torneio) me deu arrepios”, disse Atsushi Yutani, morador de Osaka, terra natal do jogador. “Ele é um tesouro de Osaka”, completou o torcedor. Nem o primeiro-ministro japonês Naoto Kan escapou da tietagem. “Eu gostaria de parabenizá-los pela conquista. Acho que o país inteiro está orgulhoso da equipe”, afirmou o premiê.

Honda virou referência na seleção japonesa

A badalação em cima de Honda não é a toa. Basta reparar que, nas três partidas da primeira fase da Copa do Mundo disputadas pelo Japão, ele saiu como o melhor em campo em duas: nas vitórias sobre Camarões (1 a 0) e Dinamarca (3 a 1). Nos dois jogos, o camisa 18 fez gol, sendo que diante dos nórdicos foi autor de um dos lances mais bonitos da Copa ao driblar dois zagueiros adversários, antes de tocar para Okazaki fechar o placar. Além disso, ele terminou a etapa de grupos como o atleta mais caçado em campo – sofreu 17 faltas em três partidas.

Honda começou a carreira em 2005 no Nagoya Grampus Eight, após ser o destaque do campeonato colegial japonês. Jogou três temporadas pela equipe de Aichi, antes de assinar em 2008 com o VVV Venlo, da Holanda. Nesta temporada, transferiu-se para o CSKA Moscou e, no time russo, tornou-se o primeiro japonês a disputar as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Apesar de muitos só terem tomado conhecimento do talento do atleta após suas performances na Copa do Mundo, entre as grandes equipes europeias, o craque já é um antigo sonho de consumo. O meia que, segundo a imprensa do Velho Continente, “tem muita habilidade no drible, é um ótimo cobrador de faltas e um atleta muito inteligente”, tem seu nome constantemente cogitado em clubes como Liverpool e Porto. Depois do que apresentou na África do Sul, as especulações correm o sério risco de virar realidade. (Redação NB)


 
Japão perde para o Paraguai nas oitavas-de-final

Pretória. África do Sul – Jogadores japoneses lamentam derrota para o Paraguai nos pênaltis nas oitavas-de-final disputada no Estádio Loftus Versfeld, em Pretória, dia 29 de junho. O Japão perdeu por 5 a 3 na disputa por penalidades.

 

Pretória. África do Sul – O zagueiro Marcus Tulio Tanaka (4) desarrna o meiocampista paraguaio Nestor Ortigoza (20) no segundo tempo da partida válida pelas oitavas-de-final disputada no Estádio Loftus Versfeld, em Pretória, África do Sul, dia 29 d ejunho.


Japão vence "Dinamáquina" e se classifica para próxima fase

O meia Keisuke Honda foi o grande destaque na vitória do Japão por 3 a 1 em cima da Dinamarca. Jogador do CSKA de Moscow abriu o placar com uma linda cobrança de falta ainda no primeiro tempo e deu o passe para o terceiro gol do Japão.

O Japão precisava de apenas um empate para se classificar na próxima fase da Copa. Mas os "Samurais Azuis" não aceitaram a pressão dos dinamarqueses. Partiram para o ataque e aos 12 minutos de jogo, Okubo cruza pela direita para Hasabe, que desvia na ponta do pé. O goleiro dinamarquês, Sorensen, salva com o joelho.

Aos 17 minutos o Japão cobra falta de longe, pela meia direita. O meia Honda bateu de canhota, Sorensen pulou atrasado e a bola morreu no fundo do canto esquerdo. Lindo gol do Japão.

O Japão se segurava na defesa. O time de Takeshi Okada mostrava disciplina tática, mas como a Dinamarca não ameaçava muito, os japoneses voltaram a atacar. Aos 29 minutos, falta frontal. O goleiro Sorensen esperava pela batida de Honda, mas quem acertou um belo chute no canto esquerdo foi o meia Yasuhito Endo. Japão 2 x 0.

A seleção japonesa percebeu que a Dinamarca sentiu o segundo gol e passou a atacar mais, principalmente pela direita, ponto fraco da defesa nórdica. A coisa tava tão feia que o técnico Morten Olsen nem esperou o intevalo para tirar o camisa 10 Jorgensen e colocar em jogo Jakob Poulsen. O Japão seguia na boa e Honda quase acertou um voleio. Komano avançou pela direita, com velocidade e bateu forte para Sorensen tocar para escanteio.

A Dinamarca tentou se lançar para o ataque no segundo tempo. Mas Sorensen mostrou que deve ter algum trauma com faltas. Em cobrança de Endo, o goleirão quase foi encoberto. A bola ainda tocou na trave e sobrou para Honda, isolar.

Mesmo perdendo, os dinamarqueses não se entregavam. Larsen acertou o travessão ao acertar um chute de virada, de fora da área. O esforço foi recompensado quando Hasebe derrubou Agger na área. Tomasson bateu, Kawashima espalmou para frente e o camisa nove empurrou para as redes, aos 35 minutos.

Aos 42, com a defesa dinamarquesa escancarada, Honda fez bela jogada, deu um drible desconsertante em Simon Poulsen, se livrou de Sorensen e rolou para Okazaki apenas empurrar para as redes. Japão 3 x 1. Fim de jogo.

Os "Samuarais Azuis" avançam em segundo lugar, com 6 pontos, no Grupo E e encara o Paraguai na terça-feira, às 11h, pelas oitavas-de-final.


Apesar da derrota para a Holanda, um empate pode classificar o Japão

A derrota do Japão por 1 a 0 para a Holanda já é passado. O pensamento do meia Shunsuke Nakamura é de já levantar a cabeça.

– Nós perdemos mas não há tempo de abaixar a cabeça. Temos de nos manter com pensamento positivo para o próximo jogo – disse.

A seleção japonesa necessita de apenas um empate para avançar às oitavas de final contra a Dinamarca, na próxima quinta-feira, às 15h30m, horário de Brasília, em Rustemburgo.

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Japão vence Camarões por 1 a 0

O Japão acaba com o tabu de nunca ter vercido um jogo de estreia em Copa do Mundo. A seleção japonesa derrotou Camarões por 1 a 0. O gol foi marcado pelo meia Keisuke Honda, ainda no primeiro tempo.

Esse resultado, os japoneses ficam em segundo lugar no seu grupo. A Holanda venceu a Dinamarca por 2 a 0 e lidera a chave por ter feito um gol a mais. O próximo duelo é com a seleção holandesa, no dia 19 (sábado), às 8h30.

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Próximos jogos do Japão:
(2010)

Data

Jogo

24/05
Amistoso
Japão
0 x 2
Coreia do Sul
30/05
Amistoso
Japão
1 x 2
Inglaterra
04/06
Amistoso
Japão
0 x 2
Costa do Marfim
14/06 - 11h00
Copa do Mundo
Japão
1 x 0
Camarões
19/06 - 08h30
Copa do Mundo
Holanda
1 x 0
Japão
24/06 - 15h30
Copa do Mundo
Dinamarca
1 x 3
Japão
29/06 - 11h00
Copa do Mundo
Paraguai
(5) 0 x 0 (3)
Japão

História:

Participações do Japão em Copas do Mundo
4 (1998, 2002, 2006, 2010)

1998 - Copa da França
Na sua estréia em Copa do Mundo, o Japão foi eliminado na primeira fase:
Primeira Fase: Argentina 1 x 0 Japão
Primeira Fase: Japão 0 x 1 Croácia
Primeira Fase: Japão 1 x 2 Jamaica
Terminou na 31ª posição

2002 - Copa da Coréia do Sul/Japão
Se classificou em primeiro do grupo H e perdeu nas oitavas-de-final para a Turquia.
Primeira Fase: Japão 2 x 2 Bélgica
Primeira Fase: Japão 1 x 0 Rússia
Primeira Fase: Tunísia 0 x 2 Japão
Oitavas-de-final: Japão 0 x 1 Turquia
Terminou na 9ª posição

2006 - Copa da Alemanha
Novamente o Japão ficou apenas na primeira fase.
Primeira Fase: Austrália 3 x 1 Japão
Primeira Fase: Japão 0 x 0 Croácia
Primeira Fase: Japão 1 x 4 Brasil
Terminou na 26ª posição

2010 - Copa da África do Sul
Foi a primeira seleção que confirmou a presença nas Eliminatórias da Ásia e é a sua 4ª participação consecutiva.

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 Tabela - Grupo E
País
Ptos
V
E
D
SG
Holanda
9
3
0
0
4
Japão
6
2
0
1
2
Dinamarca
3
1
0
2
-3
Camarões
0
0
0
3
-3
 Oitavas-de-final
Japão 0 (3) x (5) 0 Paraguai
29/06 - 11h00
Tshwane/Pretória
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