Portal NippoBrasil - OnLine - 17 anos
Domingo, 22 de setembro de 2019 - 10h05
  Empregos no Japão

  Busca
 

SEÇÕES
Comunidade
Opinião
Circuito
Notícias
Agenda
Dekassegui
Entrevistas
Especial
-
VARIEDADES
Aula de Japonês
Automóveis
Artesanato
Beleza
Bichos
Budô
Comidas do Japão
Cultura-Tradicional
Culinária
Haicai
História do Japão
Horóscopo
Lendas do Japão
Mangá
Pesca
Saúde
Turismo-Brasil
Turismo-Japão
-
ESPORTES
Copa 2014
-
ESPECIAIS
Imigração
Tratado Amizade
Bomba Hiroshima
Japan House
Festival do Japão
-
COLUNAS
Conversando RH
Mensagens
Shinyashiki
-
CLASSIFICADOS
Econômico
Empregos BR
Guia Profissionais
Imóveis
Oportunidades
Ponto de Encontro
-
INSTITUCIONAL
Redação
Quem somos
-
Arquivo NippoBrasil - Edição 019 - 17 a 23 de setembro de 1999
 
O espetáculo das cores Korankei
Nas quatro estações do ano, ônibus e carros de turistas de Tóquio a Osaka lotam os estacionamentos de Korankei para apreciar suas paisagens e templos.

(Fotos: Divulgação)

Num verdadeiro roteiro histórico, o lugar é um dos mais atraentes dentro da natureza privilegiada do vilarejo chamado Asuke, no interior da província de Aichi. Em particular no outono, o kooyoo (mudança de cor das folhas para os tons de amarelo e vermelho) é muito apreciado pela beleza da árvore momiji – da família das aceráceas.

Nesta época do ano, os turistas costumam fazer o momiji-gari – coleta de folhas do momiji- e escolhem recantos como o Korankei para um gostoso piquenique. Nesse parque é permitido levar lanches e desfrutar seu próprio obentoo (marmita), enquanto se deslumbra com a natureza. Para dar início ao passeio é conveniente escolher roupas e calçados confortáveis, próprios para longas caminhadas. Afinal, há muito o que apreciar.

A história de Korankei inicia-se em 1624, quando um desconhecido começou a plantar, pé por pé, as árvores do momiji. Hoje, enquanto se passeia pelos caminhos naturais, percebe-se pelos imensos troncos das árvores que elas são mesmo centenárias. A partir daí, o vilarejo que abriga o parque, Asuke, decidiu aumentar o número de árvores e transformá-lo num recanto turístico.

Além da beleza das árvores e das diversas trilhas do parque, o que chama a atenção de adultos e crianças são as águas límpidas do pequeno e raso rio Irogawa, cortado por pontes vermelhas, que dão um charme oriental e especial ao lugar. É esse cenário que fascina artistas como os poetas de haikai que gostam de contar as nuances de Korankei desde os tempos antigos, ou ainda fotógrafos e pintores, cada um procurando um ângulo especial para colorir os seus trabalhos.

Não é só o vermelho do momiji que encanta os turistas. Há também muitas árvores ichiyo (folhas com formato de leque), que no verão são muito verdes e no outono, amarelas. Há várias delas - todas centenárias - espalhadas pelo parque e pelos jardins dos templos.

Templos e artesanato

O shintoísmo era a religião oficial do Japão e anterior ao budismo. Em Korankei, entre os templos, há o Asuke Hachimangu, construído em 1466. Mas, anterior a ele, o destaque fica para o Asuke Jiro Shigenobu Jinjya, de 1331, cujo prédio já foi reconstruído de forma fiel à época em que se cultuava o senhor feudal Shigenobu. Os dois são fechados ao público, mas vale a visita para ver sua arquitetura histórica.

Mesmo os não-budistas que vão ao parque aproveitam para fazer suas orações a fim de evocar a concretização de seus pedidos. Diz a lenda que o deus de Koujaku-Ji (templo budista) é poderoso e há uma placa com os seguintes dizeres: “fazendo a oração com fé no coração, o seu pedido será atendido”.

O altar do templo pode ser visto de uma pequena fresta. Do lado de fora, há uma espécie de caixa onde se depositam moedas de qualquer valor. Segundo o ritual ali descrito, o pedido será atendido seguindo-se os seguintes passos: juntar as mãos em forma de oração, olhar para o altar, fazer o pedido, abaixar a cabeça e orar.

O Koujaki-Ji é datado de 1427 e a beleza de sua arquitetura e jardim chamam a atenção dos turistas, o que faz desse lugar um ponto obrigatório para fotografar. O oboo-san (monge) também fica lá, de guarda o dia todo para orientar os visitantes e comercializar seus poemas e desenhos feitos em carvão sobre washi, papel típico japonês.

A única atração turística em que se paga o ingresso é o Sanshu Asuke Yashiki, grande casa antiga onde os artesãos mostram seus trabalhos tradicionais.Esse lugar foi conservado para que pessoas das gerações recentes pudessem conhecer e compreender como foi uma comunidade agrícola da Era Meiji (1868-1912), seu sistema de trabalho e sua economia. Lá, pode-se ver como era produzido um quimono (vestimenta típica) através de um trabalho árduo executado pelas mulheres.

Chinelos típicos, artesanatos de bambu, trabalhos em laca, madeira, confecção de sombrinhas de bambu e papel, produtos de papel e carvão, produtores de facas e formas para tcha-wan (tigela para arroz) e bandejas são trabalhos manuais que fazem parte da herança familiar dos artesãos locais e que foram repassados através de várias gerações. Em plena entrada do século 21, é uma agradável surpresa poder presenciar estes produtos que expressam a beleza da estética oriental.

Para quem curtir os brinquedos num belo parque de diversões dentro da natureza, a dica é o Kuranageike Koen, e se preferir patinar, vá ao Kuranageike Skate, ambos bem perto de Korankei. Antes de voltar à sua cidade, lembre-se dos omiage (souvenirs). Entre algumas opções de artesanato original estão: lembrancinhas em formato de momiji, caixa de manju (doce de feijão) ou ainda, as conservas com sabor típico da região.

 Arquivo - Turismo Japão
ARQUIVO - EDIÇÃO 254
• Templo Horyuji
ARQUIVO - EDIÇÃO 247
• Niigata
ARQUIVO - EDIÇÃO 244
• Monte Fuji
ARQUIVO - EDIÇÃO 242
• Okinawa
ARQUIVO - EDIÇÃO 240
• Hokuriku
ARQUIVO - EDIÇÃO 236
• Nikko: a cidade dos santuários
ARQUIVO - EDIÇÃO 232
• Kamakura
ARQUIVO - EDIÇÃO 229
• Yamanashi
ARQUIVO - EDIÇÃO 227
• Okayama
ARQUIVO - EDIÇÃO 222
• Hakone
ARQUIVO - EDIÇÃO 220
• Osaka
ARQUIVO - EDIÇÃO 216
• Iwate
ARQUIVO - EDIÇÃO 214
• Ilha de Sado
ARQUIVO - EDIÇÃO 211
• Hokkaido - Tudo começou em Naka Furano
ARQUIVO - EDIÇÃO 208
• Kansai - Redescobrindo as belezas da região
ARQUIVO - EDIÇÃO 205
• Soka
ARQUIVO - EDIÇÃO 202
• Hirakata
ARQUIVO - EDIÇÃO 199
• Niigata
ARQUIVO - EDIÇÃO 197
• Tohoku
ARQUIVO - EDIÇÃO 195
• Tóquio e arredores: belezas que encantam
ARQUIVO - EDIÇÃO 193
• Chugoku-Shigoku: O coração do Japão
ARQUIVO - EDIÇÃO 191
• Okinawa: Uma região de paraísos subtropicais
ARQUIVO - EDIÇÃO 189
• Nagasaki - O berço cristão japonês
ARQUIVO - EDIÇÃO 187
• Shimabara
ARQUIVO - EDIÇÃO 185
• Tottori: O Saara japonês
ARQUIVO - EDIÇÃO 183
• Matsue - A herança intacta dos samurais
ARQUIVO - EDIÇÃO 181
• Chiba conserva folclore cultural da região
ARQUIVO - EDIÇÃO 179
• Okutama: Refrescando-se nas montanhas
ARQUIVO - EDIÇÃO 177
• Mito: A cidade de um dos mais belos jardins japoneses
ARQUIVO - EDIÇÃO 175
• Izu - O paraíso das águas
ARQUIVO - EDIÇÃO 173
• Kyoto: Cenário de três mil templos
ARQUIVO - EDIÇÃO 171
• Chindon-ya
ARQUIVO - EDIÇÃO 169
• Toyama no Kusuri
ARQUIVO - EDIÇÃO 167
• Sensooji o templo do Carnaval
ARQUIVO - EDIÇÃO 165
• Odaiba: a face futurista de Tóquio
ARQUIVO - EDIÇÃO 163
• Todaiji: o templo do grande Buda de Nara
ARQUIVO - EDIÇÃO 161
• Ryuhyoo: O gelo navegante de Hokkaido
ARQUIVO - EDIÇÃO 159
• Hokkaido, o inverno mais gelado do Japão
ARQUIVO - EDIÇÃO 134
• Yamanashi:
A Terra dos Lagos
ARQUIVO - EDIÇÃO 130
• Okayama
ARQUIVO - EDIÇÃO 128
• Osaka
ARQUIVO - EDIÇÃO 126
• Okinawa: Ryukyu, Soberano dos Mares do Sul
ARQUIVO - EDIÇÃO 124
• Kamakura
ARQUIVO - EDIÇÃO 122
• Monte Fuji e os Cinco Lagos

A empresa responsável pela publicação da mídia eletrônica www.nippobrasil.com.br não é detentora de nenhuma agência de turismo e/ou de contratação de decasségui, escolas de línguas/informática, fábricas ou produtos diversos com nomes similares e/ou de outros segmentos.

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante. Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

© Copyright 1992 - 2019 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados

196 usuários online