O
portal Kitahane, no Jardim Imperial
Leste, é um dos acessos ao parque
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(Texto: Yoko
Fujino/NB | Fotos: ©Yasufumi Nishi/© JNTO, Kyodo e Divulgação)
Uma área
verde bem no meio de uma metrópole de 37 milhões de habitantes
vem se tornando atração turística, de acordo com
jornais japoneses. É o Palácio Imperial de Tóquio,
onde fica a residência do imperador Akihito e da imperatriz Michiko,
e onde são realizados rituais como entronização e
recepção a chefes de Estado.
A área
conhecida como Palácio Imperial é composta pelos parques
Kitanomaru, Koukyo Higashi Gyoen, Koukyo Gaien, Wadakura Funsui Kouen,
praça Koukyo Mae e jardim imperial de Fukiage. Neste último,
localiza-se a residência do imperador.
A região
era ocupada pelo castelo Edo (Edojoo) e residências de senhores
feudais até meados do século 19, quando terminou o xogunato.
A torre (tenshukaku) foi perdida em um incêndio em 1657, que consumiu
outras partes do castelo e a cidade de Edo. Ela não foi reconstruída,
mas a base de pedra permanece até hoje no parque Higashi Gyoen.
Atualmente,
à exceção da área destinada à residência
e ao cerimonial imperial, o palácio fica aberto ao público.
No ano passado, o número de visitantes passou de 975 mil e, neste
ano, até o final de abril, quase 400 mil pessoas passaram pela
área do palácio, de acordo com a Casa Imperial. A expectativa
é que o número de visitantes passe de 1
milhão em 2010.
Acredita-se
que o aumento do público se deva à postura do casal imperial,
que vem buscando contato com o povo, abrindo os jardins do palácio
para visitação pública em datas especiais. Os locais
abertos para a população em geral são repletos de
atrações. Veja a seguir o que você pode visitar neste
oásis verde no meio da maior metrópole japonesa.
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Jardim Imperial Leste tem diversas
espécies de flores, o ano todo
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Museu da Coleção Imperial mostra objetos de arte e
os usado em cerimônias, como o figurino do casamento dos imperadores
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Crianças e idosos são convidados especiais
do casal imperial na visita ao bosque Fukiage
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Jardim Imperial
Leste (Higashi Gyoen)
A
área de 21 hectares era ocupada pelo castelo Edo até o fim
do xogunato. Hoje, os visitantes podem ver a estrutura de pedras sobre
a qual ficava a torre de cinco pavimentos. Durante todo o ano há
alguma planta florescendo no jardim: no inverno, há camélias,
narciso, adônis; no verão podem ser vistas flores-de-íris,
hortênsia, murta, wisteria e gardênia; e, no outono, as flores
de equinócio e crisântemos, além das árvores
que ganham coloração amarela e vermelha são as atrações.
Mas é na primavera que a natureza mostra todo o esplendor: além
das diversas espécies de cerejeiras, há várias espécies
de azaleias, aronia, pessegueiro, rosa asiática, orquídeas
e magnólia.
Acesso pelas
pontes Kitahanebashi, Oote e Hirakawa.
Estações próximas: Ootemachi e Takebashi do metrô
Horário:
1º/3 a 14/4, das 9h às 16h30
15/4 a 31/8, das 9h às 17h
1º/9 a 31/10, das 9h às 16h30
1º/11 a 28/2, das 9h às 16h (entrada permitida até
30 minutos antes do fechamento dos portões)
Fecha entre os dias 28 de dezembro e 3 de janeiro, e no aniversário
do imperador
(23/12). Pode fechar também quando há alguma cerimônia
oficial sendo realizada.
A entrada é grátis, mas é necessário retirar
o cartão de visitante na recepção, que deve ser devolvido
na saída.
Parque
das Fontes Wadakura (Wadakura Funsui Kouen)
O
parque de 15 mil metros quadrados foi inaugurado em 1961, em comemoração
ao casamento do então príncipe-herdeiro Akihito (atual imperador)
com a princesa Michiko. Em 1996, para comemorar o casamento do atual príncipe-herdeiro
Naruhito com a princesa Masako, o local passou por reformas. O jato dágua
da fonte principal atinge até 8,5 metros. À noite, os chafarizes
recebem iluminação especial, e o local tornou-se destino
de casais de namorados. Mas as fontes não são apenas bonitas:
elas servem para purificar a água do fosso do palácio.
O restaurante
do parque, administrado pelo Palace Hotel Tokyo, patrocina a manutenção
do local. As janelas envidraçadas permitem visão privilegiada
das fontes.
Acesso pela
ponte Wadakura
Estações próximas: Nijubashi Mae e Otemachi,
do metrô.
Horário: almoço, das 11h às 14h; chá da tarde,
das 14h às 17h. Funciona à noite mediante reserva. No chá
da tarde, é servido bolo com café ou chá a partir
de 800 ienes (R$ 15,29).
Museu da
Coleção Imperial (Sannomaru Shoozookan)
O
museu foi aberto em 1993, com objetos doados após o falecimento
do imperador Showa, em 1989. Entre os objetos expostos, há biombos
e espadas usados em cerimônias, artigos de decoração
usados nos palácios de Tóquio e Quioto, além de obras
de arte oferecidas por nobres e chefes de Estado estrangeiros. Há
também obras adquiridas nos salões nacionais de arte. Destacam-se
uma série de pinturas de Kano Eitoku, Kano Yutan, Maruyama Okyo,
Sakai Houitsu, Ito Jakuchu, Yokoyama Taikan e Hirafuku Hyakusui.
Acesso pelas
pontes Kitahanebashi, Oote e Hirakawa.
Estações próximas: Ootemachi e Takebashi, do metrô
Aberto de terça a quinta-feira e nos finais de semana, das 9h às
16h15. Entre novembro e janeiro, fecha às 15h45. Fecha entre 28
de dezembro e 3 de janeiro e durante montagem de exposições.
Ingresso grátis.
Jardim Imperial
de Fukiage (Fukiage Gyoen)
O
amplo bosque que ocupa a parte oeste do terreno do Palácio Imperial,
com 25 hectares, é chamado Fukiage Gyoen. Antigamente era um típico
jardim japonês, remanescente da época em que o xogunato controlava
o Japão do castelo de Edo. Depois que a família imperial
se mudou para Tóquio, a área foi usada como campo de golfe,
mas a mudança veio em 1937: o imperador Showa, que então
ocupava o trono, decidiu deixar a natureza ocupar o lugar. Hoje ele é
uma importante área verde da metrópole e, de acordo com
a Agência Meteorológica, tem grande importância na
redução de ilhas de calor na região.
A residência
do imperador fica nesta área, e seu acesso não é
permitido ao público. Mas duas vezes por ano, a família
imperial abre as portas para a população em passeio guiado:
na primavera estudantes de shogakkoo (Ensino Fundamental) são convidados
em data próxima ao dia 5 de maio, Dia das Crianças. No outono,
próximo ao Dia do Idoso, terceira segunda-feira de setembro, pessoas
acima de 70 anos conhecem as alamedas do bosque.
Adjacências
Além
do Palácio Imperial, o bairro de Marunouchi, na capital, é
repleto de atrações, como a estação de Tóquio,
inaugurada em 1914. A saída sul de Marunouchi mostra a elegância
da construção, com seu domo alto e iluminado. O prédio
com fachada de tijolos passa por restauros e, assim que for concluído,
está prevista a reabertura do hotel e da galeria de arte. A construção
foi projetada por Kingo Tatsuno, a partir do projeto do alemão
Hermann Rumschöttel.
O bairro de
Marunouchi concentra as sedes de grandes companhias japonesas. O prédio
Marunouchi (Marunouchi Building), de 1923, foi reformado em 2002, renascendo
como uma construção de uso misto, com escritórios,
lojas e restaurantes em 37 andares. Outros dois prédios construídos
recentemente, o Novo Marunouchi (Shin Maru building) e Marunouchi Oazo,
também têm área de compras e restaurantes. Como os
três estão interligados à estação de
Tóquio pelo subsolo, são boas opções de passeio
para quem espera a partida do trem.
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