Prática
de esportes radicais
é outra opção de lazer |
Praias
paradisíacas fazem o turista
não querer deixar a região |
(Fotos:
Divulgação)
Itacaré,
no sul da Bahia, ainda é um desses paraísos litorâneos
onde é possível curtir o que de melhor uma pequena vila
pode oferecer. Com passeios para quem procura aventura ou apenas um
pouco de preguiça, a cidade é formada por apenas sete
bairros com muitas opções de caminhadas, passeios radicais
ou passeios noturnos badalados. A vila teve sua época áurea
nos tempos do cacau, mas, com a chegada da praga da Vassoura de Bruxa,
foi jogada à miséria. Durante muito tempo, sua história
e subsistência estavam intimamente ligadas ao cultivo do cacau.
O acesso difícil mais de 50 km de estrada de terra
manteve Itacaré fora do tempo. Em 1998, o governo estadual
construiu a rodovia BA-001, interligando Ilhéus e Itacaré.
Praias
As praias
paradisíacas Resende, Tiririca, Costa e Ribeira estão perto
da vila e são o começo de uma bela caminhada para a Prainha.
A trilha tem travessias em riachos com cachoeiras, ideais para um banho
refrescante e ideal para amenizar o calor baiano. Cercada de Mata Atlântica
com mirantes para o mar, perfeitos para fotos ou um momento romântico,
a caminhada é bem agradável por ser uma trilha considerada
leve. Já próximo do destino, um coqueiral, parada obrigatória
para descansar à sombra e se hidratar com água de coco,
direto da fonte, também é a entrada para uma das mais belas
praias do litoral nordestino.
A região
sul da Bahia, mais especificamente a faixa compreendida entre os Rios
Jequitinhonha e Contas, conserva a parcela mais significativa da Mata
Atlântica do Nordeste brasileiro. As florestas dessa região
são caracterizadas por árvores altas, com folhas sempre
verdes e abundância de epífitas. Ali, encontram-se espécies
ameaçadas de extinção, como o macaco-prego do peito
amarelo e a preguiça de coleira.
Sossego
Para quem
procura mais sossego ainda, pode embarcar em canoas rústicas e
subir calmamente o Rio de Contas, chegar a um pequeno sítio onde
se conhece uma roça de cacau, observar todas suas fases de produção
até a secagem das sementes, tirar o mel da fruta e ver como se
faz o azeite de dendê. Para os mais aventureiros, também
há espaço para a adrenalina, pois o rio tem trechos de correnteza.
Socorro Melo, 42, que já foi duas vezes para Itacaré, dá
a dica: Eu gosto da região porque existem muitas oportunidades
para se fazer trilhas, mas o mais gostoso é praticar o rafting
no Contas.
Para os desinteressados
em desbravar a região, a vila não deixa nada a desejar.
É possível experimentar a rica culinária baiana,
caminhar entre prédios que datam centenas de anos, fazer novos
amigos ou, de forma despretensiosa, tomar aquela cerveja gelada no fim
do dia, que pode até se estender madrugada adentro, ao som eclético
que vai do forró, MPB ao hip-hop. Algumas casas noturnas que apresentam
bandas de forró e xote ficam lotadas. Para quem não sabe
dançar forró, não há com o que se preocupar.
Sempre há nativos dispostos a ensinar alguns passos.
Quem prefere
uma balada noturna mais leve, encontrará opções que
funcionam entre 19 e 1 h. As festas e shows começam entre 22 e
23 h e, na maioria das vezes, não têm hora para acabar.
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