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Caderno
Turismo
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Travessia
nos Lençois Maranhenses com Lua Cheia
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Paisagens
deslumbrantes, dunas que chegam a 40 metros de altura e lagoas de tons
verde e azul compõem a região
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(Por:
Nicolau Kietzmann* | Fotos: Divulgação/Ambiental Expedições)
Caminhada:
dunas variam em
altura e em desenho
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Lençóis
Maranhenses, Estado do Maranhão, é conhecido por ainda ser
um destino pouco aventurado por turistas. O maior atrativo da região
é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, às
margens do Rio das Preguiças. São 155 mil hectares de paisagens
deslumbrantes, com dunas que chegam a 40 metros de altura e lagoas, que
variam entre os tons de verde e azul.
Essa
paisagem se assemelha a um grande deserto, único no mundo devido
às lagoas de água doce que, aprisionadas entre as dunas,
formam verdadeiros oásis tropicais, parada obrigatória para
se refrescar. O Parque dos Lençóis está situado nos
municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e
Barreirinhas, este último sendo o principal portão de entrada
para esta fantástica região natural.
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Lua
cheia
Já
nos dias seguintes, a caminhada é mais puxada, mas não menos
prazerosa. Os guias são instruídos sempre a respeitar o
ritmo dos visitantes, é o momento que se pode curtir a paisagem
com a bênção da lua cheia. A claridade é tanta,
que em todo o momento é possível ver a própria sombra
nas brancas areias maranhenses.
O
destino é a pequena Vila Betânia, passando pelas dunas mais
altas da região do Espigão, com uma variada vegetação
e é o momento para se divertir escorregando ou descendo correndo
pelas dunas íngremes. Nesse dia, a caminhada dura cerca de 9 horas,
o trecho final é feito no leito do Rio Alegria, que mistura a cor
negra da água com o branco da areia e transforma em dourado, até
casa do sr. Chico Calixto, um caboclo simpático e contador de histórias.
Depois de uma
noite tranqüila e de descanso mais que merecido, é hora de
ir rumo a Santo Amaro e começar aproveitar o último dia
da travessia. Não dá nem para olhar para trás, por
que é capaz que a saudade aperte só de pensar em todo esse
paraíso e a sensação é que a vida longe do
corre-corre da cidade começa a ter seu verdadeiro valor.
Depois de aproximadamente
7 horas de caminhada, chega-se ao destino e a acomodação
é na pousada Água Doce, hora de pôr a novela em dia,
já que é o primeiro lugar a ter energia elétrica
em desde o começo da travessia. Pela manhã, visita a Lagoa
da Gaivota e saída em veículo 4x4 com destino ao Povoado
do Sangue com duração de 3 horas. Do Povoado com destino
a São Luis do Maranhão, fim de nossa aventura.
(*Especial
para o NB)
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| Temporadas |
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No interior
desta vasta área, ocorre uma variada vegetação de
restinga que abriga uma pequena população de moradores nômades
que sobrevivem de pesca, lavouras de subsistência e criação
de gado. De março a junho, é a temporada de chuva, quando
se formam as piscinas que permanecem até o final de setembro. Nesse
roteiro, a beleza desse paraíso ecológico é desbravada
a pé. A caminhada segue no rumo dos ventos alíseos, com
início em Atins e seguindo até a vila de Santo Amaro do
Maranhão.
Tudo começa
com a visita à Lagoa Bonita no Parque. No dia seguinte, saída
em veículo 4x4 com destino ao Rio Negro, onde a parada para almoço
é obrigatória no restaurante da Luzia em Atins, para degustar
o famoso camarão branco na brasa, sempre fresquinho e recém-pescado.
Depois de uma merecida cesta, inicia-se a travessia a pé com destino
à Baixa Grande, com cerca de 5 horas de caminhada. O pernoite é
em redes na residência de morador local.
No dia seguinte,
na hora que o sol dá uma trégua, levanta-se acampamento
e partida com destino ao povoado de Queimada dos Britos. Essa caminhada
é bem suave, aproximadamente 4 horas com paradas para banho nas
lagoas que crivam o caminho. O pernoite é na casa da D. Joana,
especialista na galinhada, prato típico da região.
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Informações
sobre este roteiro de viagem:
Ambiental Expedições
Av. Brigadeiro Faria Lima, 156 - Pinheiros
Tel.: (11) 3818-4600 - Site: www.ambiental.tur.br |
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