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Cartão-postal:
pôr-do-sol pantaneiro |
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Infra-estrutura:
boas acomodações garantem o descanso do turista |
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(Por:
Nicolau Kietzmann* | Fotos: Ambiental Expedições)
Bonito
no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, é exuberante por sua flora
e fauna típicas, mas é mais de que uma viagem; é
uma lição de crescimento sustentável do ecoturismo.
O destino pode ser escolhido o ano inteiro, tem até quem diga:
A melhor época para visitar o pantanal é
,
mas cuidado! Você pode se enganar, o lugar é fascinante o
ano todo. É verdade que dependendo do mês escolhido, é
possível aproveitar cada estação, uma na seca e outra
no tempo das águas.
A
região é regida pelo ciclo das chuvas, na cheia,
como a época conhecida por um alto nível pluviométrico,
começa em dezembro e termina por volta de março, quando
parte do pantanal fica submersa. A vegetação se torna viçosa,
faz muito calor durante o dia, os mamíferos e répteis se
refugiam nas partes mais altas, nas cordilheiras, onde é difícil
observá-los. Mas, para compensar, as aves começam a construir
seus ninhos e garantem o show da viagem. O que mais impressiona é
o ninho do enorme tuiuiu, o pássaro-símbolo do Pantanal.
De
julho a setembro, as lagoas diminuem e a planície aumenta. Com
a escassez das chuvas, é o melhor período para observar
os animais no cerrado, os campos secam e se tornam vastas áreas
de pastagem para os veados, as capivaras e os jacarés, que ficam
concentrados nas áreas onde há água é
a época perfeita para conhecer a fauna pantaneira.
Rios
A região
é formada de calcário e garante a beleza natural dos solos
e a transparência tão apreciada das águas nos rios
de Bonito. O mergulho é imperdível: é possível
atravessar cardumes de piraputangas que já se acostumaram com a
presença do humano e proporciona uma experiência ímpar.
As cachoeiras do Rio Peixe um passeio que dura em média duas horas,
com trechos com cachoeiras e piscinas naturais.
Existe também
a opção de descer os rios e praticar o mergulho livre, mais
conhecido por snorkelling. Os rios mais disputados por turistas, com uma
ótima visibilidade e que mantém estrutura de guias e restaurante,
são os Rios Sucuri e o Aquário do Rio Baía Bonita.
O Sucuri é uma nascente de águas cristalinas com incrível
vegetação aquática e peixes coloridos e o Aquário
é um rio que forma um lago cristalino e com peixes variados, dos
mais simples aos mais coloridos; a flutuação é feita
por 900 metros.
Passeios
radicais
Outro ponto
alto da visita é a gruta do Lago Azul, de preferência na
parte da manhã. A luz entra pela boca da gruta e garante
um show de reflexos nas rochas calcárias, extremamente brancas
e dão um espetáculo com o azul-turquesa da água do
lago. O lugar é tão especial, que até equipe de Jacques
Custeau já mergulhou.
Para os mais
aventureiros, as dicas são o Recanto Ecológico do Rio da
Prata e oferece caminhadas. O final das trilhas levam até a nascente
do Rio Olho D Água, com águas incrivelmente cristalinas.
A Serraventura é para aqueles que querem praticar o vôo livre.
As correntes térmicas (bolhas de ar que sustentam a asa delta)
estão presentes nessa região. Existem duas rampas, de 280
e 190 m, pelas quais o turista pode voar e apreciar o cerrado por cima.
O Abismo de
Anhumas é ideal para a prática de rapel. A descida tem 72
m e conta com a presença de estalactites, o rapel é negativo,
não tem apoio nas paredes e termina num lago gelado, em um deck,
mas esse exige esforço físico. O rafting do Rio Formoso
é um passeio feito em botes por um percurso de 7 km com três
corredeiras. O passeio termina na fazenda Porto Belo e há ainda
a opção do rafting noturno. (*Especial para o Zashi)
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