Centro
Histórico da cidade
|
(Fotos:
Divulgação)
Assim
é Laguna, fundada em 1676 pelo bandeirante vicentino Domingos de
Brito Peixoto. A localidade serviu como ponto estratégico de apoio
para o desbravamento da Região Sul do Brasil. Também desempenhou
papel de referência na assinatura do Tratado de Tordesilhas, firmado
entre Portugal e Espanha, cujo importante fato histórico é
lembrado até hoje por um monumento.
Laguna foi berço
de idéias republicanas, consideradas revolucionárias para
a época imperial. Foi cenário da Tomada de Laguna,
feroz batalha naval liderada pelo revolucionário Giuseppe Garibaldi,
quando aconteceu a derrota das tropas imperiais, e da proclamação
da República Juliana dos Cem Dias.
Esse
clima de batalha foi palco do célebre romance do italiano Giuseppe
Garibaldi
com a lagunense Ana Maria de Jesus Ribeiro, que entrou para a história
como Anita
Garibaldi. Esse encontro deu origem a uma saga de amor e de heroísmo,
pois Anita
decidiu seguir Garibaldi, com ele participando de vários confrontos
no Brasil e na Itália,
fatos que lhe renderam o título de Heroína dos Dois
Mundos.
Laguna, de colonização açoriana, fica a 121 quilômetros
de Florianópolis, pela
BR 101 em direção a Porto Alegre. Seu Centro Histórico,
com mais de 600 casas tombadas
pelo Patrimônio Histórico Nacional, permanece preservado
e habitado até hoje.
Praias
O
pôr-do-sol em Laguna
|
As
praias de Laguna constituem-se num capítulo à parte. Famosas
pela beleza e águas límpidas e azuis, muitas delas mantêm-se
preservadas até hoje,
o que lhes confere
maior destaque. Os
balneários próximos do Centro são freqüentados
por turistas e população local. Têm vida própria,
com bares, restaurantes, danceterias e shoppings. Concentram a maior parte
da rede hoteleira da cidade e do Sul do Estado. As mais freqüentadas
são a praia do Gí, de Itapirubá e Mar Grosso.
Mais
afastadas e de aspecto agreste, estão as praias do Farol de Santa
Marta, paraíso
dos surfistas, do Gravatá, Cigana e Praia do Siri. O acesso é
feito por estradas de chão
ou trilhas sobre morros e dunas. São os lugares mais procurados
por jovens de várias
tribos e surfistas em busca da visão paradisíaca das suas
ondas.
O
Farol

Molhes
da Barra |
Localizado
a 12 quilômetros do Centro, situado no Cabo de Santa Marta, está
o Farol de Santa Marta. Centenário, ele guia até hoje as
embarcações, alertando dos eventuais perigos da Costa. É
considerado um dos maiores faróis da América em alcance
visual. Foi construído em 1891 por engenheiros franceses e possui
29 metros de altura e alcance geográfico de 90 quilômetros.
Pedra, areia, barro e óleo de baleia foram os materiais utilizados
em sua construção. Seu facho de luz emite lampejos brancos
e vermelhos a cada 15 segundos, iluminando o caminho das embarcações
que atravessam o Oceano Atlântico. Para chegar até o local,
é preciso fazer a travessia pela balsa do Canal da Barra, que funciona
das 6h às 23h diariamente. Na alta temporada de verão, funciona
as 24 horas do dia.
Fé
em Santo Antônio
Uma
das características do povo lagunense é a fé em Santo
Antônio, padroeiro da cidade. Sua imagem, entalhada em 1803, ocupa
lugar de destaque na Igreja Matriz, construída em 1696 e edificada
em estilo toscano, com altar-mor e altares laterais em estilo barroco.
Museu
Histórico Anita Garibaldi
|
Além
de imagens cheias de beleza, esculpidas em madeira e decoradas com ouro,
essa igreja possui ainda a famosa tela de Nossa Senhora da Conceição
do pintor catarinense Victor Meirelles, pintada em Roma em 1856.
Laguna pode ser a única cidade do País a possuir uma relíquia
de Santo Antônio de
Pádua. A doação foi feita pelo reitor da Basílica
de Pádua (Itália), mediante documento de
autenticidade. Trata-se de fragmentos da pele retirada do queixo e das
cordas vocais do
Santo, transformados em pó durante a última exumação
do seu corpo, ocorrida em 1981.
Além do potencial turístico e histórico, Laguna possui
motivos para atrair também devotos
de Santo Antônio de Pádua e tornar-se o centro de peregrinação
religiosa.
Pesca
com auxílio de botos
A
base da economia de Laguna é a pesca, com alta produção
de camarões e crustáceos.
Uma
curiosa técnica usada pelos pescadores locais é considerada
atração única no Brasil e raramente ocorre em outras
partes do Planeta. Trata-se da captura de peixes, principalmente da tainha,
com o auxílio de botos. De pé, perfilados dentro da água,
com as tarrafas prontas para o arremesso, os pescadores aguardam pacientemente
pelos botos. Quando eles aparecem, encurralando o cardume em direção
à margem do canal que liga o mar com a lagoa, as tarrafas são
lançadas, aprisionando os peixes num espetáculo incomum
e fascinante.

Cidade
ao entardecer |
Os botos passam
longo tempo dentro do canal e em contato com os pescadores. A intimidade
é tanta, que são reconhecidos e batizados com nomes irreverentes,
como Chega Mais, Galha Torta, Xuxa,
Taffarel e outros não menos pitorescos.
O
Que Ver
Sugestões
de passeio: Marco do Tratado de Tordesilhas, Casa de Anita, Morro da
Glória (ponto mais alto da cidade), Igreja Matriz, Museu Anita
Garibaldi, Fonte da
Carioca, Docas do Porto, Casa Pinto DUlysséa, Mercado Público,
Centro Histórico,
Farol de Santa Marta, Molhes da Barra, Pedra do Frade, entre outros. (Santur
Órgão
Oficial de Turismo de Santa Catarina)
|