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(Texto:
Juliana Tieko Octavini | Fotos: Divulgação)
Obra
de Tomie Ohtake, em Registro: cidade tem várias atrações
turísticas de influência japonesa
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Conhecer um
pouco sobre os principais locais de colonização japonesa
pode ser uma ótima dica de passeio nesta semena em que se comemoram
os 98 anos da imigração japonesa no Brasil.
Desde o ano
passado, a região do Vale do Ribeira, há cerca de 300 km
de São Paulo, vem despertando a atenção de turistas
de todo o País por ter criado o seu roteiro turístico em
homenagem a estes imigrantes. Neste roteiro, integram-se os municípios
de Registro, Itariri, Juquiá, Miracatu, Pedro de Toledo e Sete
Barras; locais onde os japoneses criaram raízes e deixaram suas
marcas históricas pela arquitetura, cultura, gastronomia e em todo
o desenvolvimento econômico da região.
O maior deles
é, sem dúvida, Registro, a principal cidade do Vale do Ribeira
e que possui várias atrações turísticas de
influência japonesa.
Juquiá:
casa do dentista Juscelino Oyadomari |
Registro
Além da Praça Nakatsugawa com arquitetura oriental
e que foi construída em homenagem à cidade-irmã japonesa
de mesmo nome , é possível visitar o Monumento Japonês
em memória às vítimas de afogamentos no Rio
Ribeira, onde, todos os anos, no Dia de Finados, é realizado o
Tooro Nagashi, quando barquinhos de velas são arremessados no rio.
No Parque Beira
Rio, está a escultura Guaracuí, da artista Tomie Ohtake,
que represeta uma flor, criada especialmente para homenagear os imigrantes
japoneses. Neste parque, você também poderá conhecer
a Coffee & Tea, uma casa de chá bastante procurada pelos visitantes.
E, por falar
em gastronomia, no centro da cidade, fica a Parada Oriental, um restaurante
típico da culinária japonesa. O município conta também
com o Chá Ribeira, uma agroindústria produtora de chá
preto.
Mas o maior
atrativo é mesmo o Kagai Kogyo Kabushiki Kaisha, um conjunto de
quatro galpões utilizados pela empresa colonizadora KKKK nas primeiras
décadas do século XX. É próximo dali que está
localizado o Torii, um monumento em homenagem à chegada dos primeiros
imigrantes.
Local
onde era a beneficiadora de arroz Alecrim, em Pedro de Toledo.
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Sete
Barras
Desde a época em que a cidade foi colonizada pelos imigrantes japoneses
no período entre 1920 e 1927 , Sete Barras abriga
as ruínas de uma ex-indústria de chá e a casa do
Dr. Taminaga, o primeiro médico nikkei da cidade.
Juquiá
Em Juquiá, outro município colonizado pelos japoneses, está
localizada a Praça Japonesa, em homenagem aos imigrantes. Além
dela, é possível visitar a casa do dentista Juscelino Oyadomari,
construída totalmente em estilo oriental.
Ex-fábrica
de chá, em Sete Barras
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Miracatu
Os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao município já
na década de 1910, graças a um convênio assinado entre
o governo do Estado e o Sindicato de Tóquio, que, juntos, instituíram
a Companhia de Colonização do Brasil (ou Brasil Takushoku
Kaisha) em 1913. Na cidade, é possível conhecer a Escola
Diogo Ribeiro, construída pelos imigrantes japoneses em 1938 e
que se tornou a primeira escola do município. Há também
a Casa do Sr. Nagata, com um rico acervo de materiais da época.
Nagata foi o primeiro presidente da Associação da Colônia
Japonesa de Prainha (hoje Miracatu).
Iguape
A primeira colônia japonesa a se instalar no município foi
a Katsura, mais precisamente no bairro de Jipovura, em 9 de novembro de
1913. Graças a essa colônia, um dos atrativos da cidade é
a Praça Katsura, onde foi instalado um monumento com o nome dos
primeiros imigrantes.
Itariri
A cidade, que recebeu os primeiros imigrantes já no início
do século, conta com a Ponte Pêncil da Amizade, sobre o Rio
Azeite, construída pelos japoneses em 1936; e com a casa do sr.
Taminato Tion, o primeiro prefeito nikkei do município e o primeiro
médico nissei formado no Brasil.
Pedro
de Toledo
A cidade abriga o antigo prédio da Colônia Japonesa, que
hoje é utilizado para expor projetos de artesanato com fibras de
bananeira e o Conselho Tutelar da cidade. Há também o prédio
da estação ferroviária, considerado um símbolo
da imigração japonesa da cidade; e o local que abrigou a
beneficiadora de arroz Alecrim, que pertencia à empresa Kaiko.
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