Cachoeiras:
só no Parque Nacional existem seis
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Um dos mais
belos conjuntos naturais do Brasil, a Serra do Cipó impressiona
os viajantes com suas paisagens exuberantes. São ao todo cem mil
hectares de cerrados, campos rupestres e matas, além de rios, cachoeiras,
cânions, cavernas e sítios arqueológicos bem preservados.
Localizada
a cerca de 50 km do Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte,
a transformação da Serra do Cipó vem se processando
rapidamente, desde a criação do Parque Nacional e a pavimentação
asfáltica da Rodovia MG-010, que dá acesso à região.
O desenvolvimento intensificou-se de oito anos para cá, com
a implementação de várias pousadas e a melhoria na
qualidade de serviços, conta Tiago Cota, da Trekker, empresa
parceira da Freeway, que promove o passeio.
A Serra do
Cipó tem a melhor infra-estrutura de ecoturismo de Minas Gerais.
E os atrativos são inúmeros, para todos os gostos. Só
no Parque Nacional, existem mais de seis cachoeiras. Alguns passeios
são mais difíceis, mas a maioria exige um condicionamento
médio, diz. Para que os clientes tenham um melhor aproveitamento,
há uma programação flexível e adequada às
condições climáticas e à disposição
dos viajantes.
Lapinha,
distrito de Santana do Riacho: lembra lagos andinos
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Com altitudes
que variam de 800 a 1.700 metros, pluviometria anual média de 700
mm e cerca de 300 dias de sol por ano, foi no período pré-cambriano
há cerca de 1,7 bilhão de anos ocupada pelo
oceano, conforme se verifica por suas características geológicas,
com a predominância do quartzito formado pela consolidação
das areias depositadas no fundo do antigo mar.
Após
o descobrimento do Brasil, constituiu-se, no caminho natural dos bandeirantes
que, em busca de ouro e pedras preciosas, embrenharam pelo nordeste mineiro
e chegaram à Vila do Serro Frio e ao Arraial do Tijuco, atuais
cidades do Serro e Diamantina. Ainda existem vestígios de uma estrada
de pedra dessa época construída pelos escravos, partindo
do sopé da serra e chegando a um lugar chamado Mãe dÁgua,
por cima da Cachoeira Véu da Noiva.
Pintura
rupestre: vestígios de comunidades primitivas |
A sua importância
histórica também se reflete na existência de sítios
arqueológicos com vestígios de comunidades primitivas, como
se comprova em grutas e cavernas através de desenhos e pinturas
rupestres, com idade estimada entre 2 mil e 8 mil anos.
Trata-se de
região bastante rica em cursos dágua, destacando-se
o Rio Cipó, afluente do Rio das Velhas, pertencente à bacia
do Rio São Francisco. O Rio Cipó, que é o mais importante
curso dágua da região, nasce a partir do encontro
dos ribeirões Mascate e Gavião, sendo que o Mascate desce
do cânion das Bandeirinhas, enquanto o Gavião a Serra da
Bocaina, ambos no interior do Parque Nacional.
Vale
do Travessão, em Santana do Riacho: belezas naturais
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Passeio
da Lapinha é destaque na região
Um dos passeios
top, segundo Tiago, é o passeio até a Lapinha,
um distrito de Santana do Riacho situado na borda oeste da Serra do Espinhaço.
O vilarejo tem a fama de ser o lugar mais bonito da Serra do Cipó
e abriga atrativos como a Lagoa da Lapinha, que parece um lago andino,
e pinturas rupestres de mais de 8 mil anos.
Além
da lagoa, podemos citar também: Cachoeira do Lajeado, Cachoeira
Paradise, Cachoeira Boqueirão e o famoso Pico do Breu, ponto culminante
da Serra do Cipó, com seus 1690 metros.
Pico
do Breu: ponto culminante da Serra do Cipó, com 1690 m |
Serra
do Cipó ganha ciclovia
Com boa infra-estrutura
para receber os turistas, tanto em hospedagem como em serviços,
a região agora terá um dos seus maiores problemas resolvido.
Melhorias na Rodovia MG-010, que corta o distrito, garantem fim aos transtornos
e acidentes com pedestres. Estão previstas modificações
no trecho que corta a Serra do Cipó do km 95 ao km 100. Neste espaço,
serão construídas várias rotatórias, calçadas
e uma ciclovia. Segundo Tiago, as mudanças são reivindicações
antigas da comunidade e dos turistas. Essas melhorias vão
ao encontro das necessidades de toda a comunidade e dos agentes turísticos,
trazendo segurança e maior organização ao tráfego
e melhorando a imagem de nossa cidade junto aos visitantes, explica.
Com recursos do Governo do Estado de Minas Gerais, a obra iniciada em
março tem previsão de término até setembro
de 2006.
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