Pára-quedismo - Formação em Queda Livre

Há 2000 anos, o pára-quedismo começou na China, quando os chineses realizavam saltos de lugares altos com estruturas rígidas que lembravam uma sombrinha. O balonista francês Andrew Jacques Garnerin e sua esposa realizaram o primeiro salto de pára-quedas, em 1797, em Paris, a 600 metros de altura. A partir daí, o pára-quedismo acabou virando um esporte de competições. Hoje, são várias modalidades, como a Formação em Queda Livre, ao Freefly, Freestyle, Skysurf, entre outras. Hoje em dia o praticante tem todo o controle sobre a direção que quer seguir. No Brasil, o norte americano Spencer Stanley saltou sobre a cidade de São Paulo em 1890. Depois dele, veio Charles Astor, que iniciou a divulgação do esporte no Brasil.
Dicas - Pedro Ushizima Jr.
Início - "Sempre escute os atletas mais experientes e siga as regras de segurança SEMPRE!"

Melhores locais no Brasil no mundo para realizar os saltos - No Brasil nos grandes centros, como Boituva e Campinas (SP) e Resende (RJ), são os maiores centros de pára-quedismo no Brasil. No mundo, os EUA, Espanha e Austrália são os países mais procurados para saltar.

Cuidados básicos para evitar acidentes - O medo faz parte do pára-quedismo, sem ele você perde o respeito pelo esporte e daí começa o perigo. O grande desafio é saber controlar o medo e não deixá-lo lhe controlar. E, quanto a medo de altura, nós saltamos tão alto que você perde a noção! Os cuidados básicos para evitar acidentes é sempre ser conservador em suas atitudes e seguir fielmente as normas de segurança.


Termos:

Boogies - São encontros/festas onde os pára-quedistas se confraternizam no chão e no ar
Check - Verificar algo
God ou sky god - Pára-quedistas mais experientes mas sem humildade
Jumpmaster - Profissional que auxilia os instrutores
"Levar uma vaca" - Perder estabilidade e capotar
Manicaca - Pára-quedistas que estão começando no esporte
Wheather hold - Pausa das atividades de salto devido a instabilidade climática

Saiba um pouco mais sobre as regras

Na Formação em Queda Livre, modalidade mais popular do pára-quedismo, os atletas disputam as categorias 4-way, 8-way e 16-way, onde o número representa a quantidade de pára-quedistas que participam do salto. As equipes têm como objetivo formar figuras, que serão avaliadas pelos juizes, através das imagens dos cinegrafistas. Cada formação completa vale um ponto. A contagem é feita a partir da saída do avião contando 35 segundos.

Equipamentos necessários:

• Altímetro
• Capacete
• Pára-quedas

 


Macacão
 

Destaque - Entrevista

Aventura no ar: Pedro Ushizima Jr.

Instrutor no Centro Nacional de Pára-quedismo, em Boituva, interior de São Paulo, Pedro Ushizima, da equipe Optimum, conheceu o esporte quando servia o exército. Campeão no Campeonato Brasileiro de Formação em Queda Livre (FQL) 2004, o nikkei conquistou o direito de representar o país no Mundial, no Arizona, em outubro de 2005. Além do nikkei, Ziara Abud, Daiton Ribeiro, André Ferraz e o cinegrafista Renato Acerbi compõem o time. Os atletas vão disputar o título nas categoria 4-way. Confira a entrevista do NJ com o instrutor Pedro Ushizima Jr.:

NJ - Começou a modalidade com quantos anos?
Pedro Ushizima Jr. -
Comecei a saltar de pára-quedas com 18 anos. Fiz o curso civil paralelamente ao serviço militar.

NJ - Cite alguns de seus títulos principais.
Pedro Ushizima Jr. -
O Optimum conquistou em 2004 o Campeonato Brasileiro de FQL-4 Seniors e a Copa CTR de 4-way, que foi dividida em três etapas e ganhamos todas!

NJ - Qual foi o momento mais marcante no esporte?
Pedro Ushizima Jr. -
Um Quadra Zipper (formação de 96 pessoas) realizado em Skydive Arizona, EUA em 2002 e a conquista deste Campeonato Brasileiro.

NJ - Qual a expectativa para o Mundial? É o primeiro que participa?
Pedro Ushizima Jr. - Com esta atual configuração do time sim é a primeira participação internacional, eu pessoalmente já participei duas vezes em Mundiais (1996 e 2001), mas com um outro time. A expectativa é de representar bem o país com uma média de 14 pontos e melhorar o ranking do Brasil, pois a melhor colocação foi a 17ª posição em 1997 e 2001.

NJ - Qual o seu objetivo dentro da modalidade?
Pedro Ushizima Jr. -
Conseguir passar/transmitir as informações técnicas adquiridas para novos times e com isto criar um ambiente propício para surgimentos de mais times com médias semelhantes aqui no Brasil!

NJ - Qual é o ritmo dos treinamentos?
Pedro Ushizima Jr. -
Bem lento comparado com os times profissionais! Patrocínio é raro no nosso esporte, então todas as despesas que não são baratas com treinamentos e viagens ficam por nossa conta, desta maneira o ritmo é bem lento. Treinamos um final de semana por mês, realizando uma média de 15 saltos por treino. Normalmente viajamos uma vez por ano para os EUA para voar e treinar no simulador de queda livre sob supervisão de um coach de renome internacional.

NJ - Até quando pretende continuar na Formação em Queda Livre?
Pedro Ushizima Jr. -
Esta modalidade é a mais competitiva tanto no Brasil como lá fora, este foi um dos motivos pelo qual escolhi me aprimorar nela. Dentro do pára-quedismo existem muitas outras modalidades, cada uma com o seu charme. Pretendo continuar na FQL até conseguir com o Optimum atingir uma média 15 em uma competição internacional, pois esta média para times como nós, que não somos profissionais, é altamente competitiva e inédita aqui no Brasil!

NJ - O que gosta de fazer nas horas vagas?
Pedro Ushizima Jr. -
Adoro assistir um bom filme, seja em DVD ou cinema!


Agradecimentos:

• Pedro Ushizima Jr - www.optimum4wayteam.com.br/optimum4w/
• Alexandre Chacon - www.skydivethru.com.br
(Texto Kelly Nagaoka/ NB - Fotos: 1 e 4 Chacon/ Skydivethru 2,3 e 4 Pedro Ushizima Ilustração: Nelson Vasconcelos/NB)
 

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