Paola Simão, Akemi Saito,
Luciana Figueiredo e Samantha Moreno

Bodyboarding

(Por Kelly Nagaoka/ NB - Fotos: 1,2 e 4 Arquivo Pessoal 3 Chagas - Ilustração: Nelson Vasconcelos/NB)

No início dos anos 70, o bodyboarding surgiu com o americano Tomas Morey. No Brasil, o primeiro Circuito Nacional ocorreu em 1998 quando foi fundada a Associação Brasileira de Bodyboarding que dirigiu o esporte no país até a fundação da Confederação Brasileira de Bodyboarding - CBRASB. O bodyboarding brasileiro possui excelentes colocações em eventos internacionais, com diversos títulos mundias profissionais masculinos e todos os títulos femininos desde 1995. Estima-se um universo de aproximadamente 500 mil praticantes da modalidade.
Dicas
Para quem está iniciando, a bodyboarder Akemi Saito aconselha que seja persistente e paciente. "No começo é um pouco difícil, mas aos poucos, com dedicação e treino, os resultados aparecem", enfatiza. Segundo ela, o Rio de Janeiro é o berço e vitrine do bodyboarding. Ela cita Copacabana e São Conrado como as melhores e mais famosas praias para prática do esporte. Niterói também se destaca com Itacoatiara. No litoral norte do Estado de São Paulo, Akemi Saito diz que existe uma praia pouco conhecida, mas muito boa para bodyboarding: Paúba. "O litoral brasileiro é muito extenso e existem inúmeras praias ótimas para o bodboarding", afirma.

Início
Para pegar as primeiras ondas, é preciso saber remar, entrar na onda e dropar.
Para remar com os braços:
Posicionar o corpo no meio da prancha, apoiado sobre o abdômem e contrair o músculo lombar.
Pernas:
Mover o corpo para a parte de trás da prancha e apoiar-se sobre o abdômem e cotovelos. Segurar o bico da prancha com as duas mãos. A pernada deve ser feita com chutes alternados na água e com os pés esticados para manter as nadadeiras na horizontal.
Saiba um pouco mais sobre as regras do BB

Julgamento
Os competidores serão julgados de acordo com o seguinte critério:

a.. Estilo
b.. Fluidez
c.. Qualidade das manobras
d.. Segurança na execução e na finalização das manobras
e.. Variedade das manobras
f.. Manobras feitas na parte crítica da onda com velocidade, pressão e radicalidade
g.. Escolha de onda (maiores e melhores)
h.. Interferência
i.. Outros critérios devidamente informados antes do início da primeira bateria do dia O bodyboarder que executar as manobras com o máximo de controle e radicalizando com estilo nas seções mais críticas das maiores e melhores ondas, imprimindo o máximo de velocidade e o mais elevado grau de dificuldade, na maior distância funcional da espuma da onda, será considerado o vencedor. Nas baterias o resultado deverá ser divulgado em uma relação de ganho e perda, ou seja, 4x0, 3x1 no caso de de três juízes.

Categorias
a.. Profissional Masculino/Feminino
b.. Amador Masculino/Feminino
c.. Master (a partir dos 28 anos completos até o limite de 30 anos)
d.. Super Master (idade superior a 32 anos completos)
e.. Mirim (até 15 anos)
f.. Iniciante (não tem limite de idade)

Regras de competição
a.. As ondas deverão ter no mínimo meio metro de altura para que o campeonato tenha seu início
b.. Baterias - dois a quatro atletas sendo admitido o avanço de no mínimo 50% dos competidores para fase seguinte
c.. As baterias amadoras terão a duração de 15 minutos e as baterias das categorias profissionais, 20 minutos
d.. O competidor terá o direito de surfar no máximo 10 ou 15 ondas, onde serão computadas as 2, 3 ou 4 melhores ondas, conforme critério divulgado pelo *Head Judge/Beach Marshall antes do início da bateria

*Head Judge - Coordena todo o trabalho dos juízes. Coordenação do sistema de computação. *Beach Marshall - Figura principal na comunidacação do atleta com o evento. Deve coordenar os cronogramas afixados na praia, organizar o fluxo de camisas de lycra, controlar as bandeiras de sinalização, entre outros.


Akemi Saito revela alguns dos termos do bodyboarding:
Dropar - Descer a onda
Interferência - Punição dada quando um bodyboarder entra ou atrapalha a onda em que o outro já doprou.
Pico - Pode ser interepretado de duas formas:
1 - Pode se referir ao local (praia), onde se surfa;
2 - Numa competição, é o local onde a onda se forma. Dizer que o bodyboarder que está no pico (ou mais próximo dele) tem a prioridade dessa onda.
Point break - Pico onde as ondas quebram sempre no mesmo lugar, geralmente fundo de pedras.
Fluidez - É fazer as manobras com leveza, rapidez e plástica.
Equipamentos necessários:
 

Destaque - Entrevista

Bodyboarding: uma paixão na vida de Akemi Saito
Akemi Saito, top 4 do ranking brasileiro profissional, tem uma vida agitada. Aos 33 anos, a bodyboarder treina diariamente, cursa a faculdade de Administração, é modelo e desenha maiôs e biquínis para a marca Aquamix. Fã da brasileira e atual bi-campeã mundial Neymara Carvalho, a nikkei trocou Itanhaém (SP) pelo Rio de Janeiro há seis anos. "O Rio é o berço e vitrine do bodyboarding. As melhores e mais famosas praias para prática do bodyboarding são Copacabana e São Conrado", afirma. Akemi Saito ficou quatro anos parada. Voltou a competir há dois anos na categoria Profissional. Nas horas vagas, ela gosta de andar de patins, sair para dançar e caminhar no calçadão. Confira a entrevista do NJ com a bodyboarder Akemi Saito:

NJ - Como surgiu o interesse pelo esporte?
Akemi Saito -
Eu nasci e sempre vivi numa cidade de praia (Itanhaém/SP) e foi inevitável meu contato com o mar. No início, comecei tentando surfar de prancha de quilha, mas além de achar difícil, não consegui me adaptar. Achava perigoso. Um certo dia, assistindo o Fantástico, vi uma matéria sobre um esporte novo no Brasil, o bodyboarding. Fiquei encantada e na mesma hora disse: "É esse o esporte que eu vou praticar!"

NJ - Tem quantos irmãos? Todos surfam? Seus pais também?
Akemi Saito - Tenho mais uma irmã (Elimara) e dois irmãos (Akio e Tico). Minha irmã surfava e competia comigo, era fera! Ficou muito tempo parada, mas esse ano ela disse que vai voltar a treinar por lazer. Meu irmão mais novo, Akio, já foi campeão amador paulista de surf. Também estava afastado das competições, mas esse ano ele retornou, agora como surfista profissional. Meu irmão Tico surfava por lazer, mas ele gosta mesmo de pesca. Ele participa de torneios por todo o Brasil. Meu pai nunca surfou, mas entende tudo de surf e bodyboarding. Sempre que pode acompanha a gente nas competições. Ele também compete na pesca. Minha mãe é super-fã de todos nós, mas morre de medo do mar! Rsss...

NJ - Treina todos os dias? Quantas horas?
Akemi Saito -
Procuro treinar todos os dias, mas tem dia que não tem onda. Nos dias de mar bom fico até quatro horas na água.

NJ - Você criou a marca Aquamix pela dificuldade de encontrar um maiô para surfar que não caísse e nem deixasse marca nas costas. Os biquínis são vendidos em todo o Brasil? Você desenha todos os modelos?
Akemi Saito
- Antes eram vendidos somente nos campeonatos que eu participava, isso no Brasil e fora. Agora estamos fazendo um site com e-commerce. Sou eu quem desenho e testo todos os modelos.

NJ - Cite a suas principais conquistas.
Akemi Saito
- Sete vezes campeã Itanhaense, campeã Paulista iniciante, bi-campeã Paulista amadora e quarta colocada no Circuito Brasileiro Profissional em 2003 e 2004.

NJ - Qual o momento mais marcante no esporte?
Akemi Saito -
O meu título paulista iniciante foi muito marcante. Foi o primeiro e naquele momento eu percebi que um sonho é possível. Basta acreditar!

NJ - Qual o seu objetivo no bodyboarding?
Akemi Saito -
Quero continuar competindo e viajando para divulgar o esporte.

NJ - É fã de alguma bodyboarder estrangeira ou brasileira?
Akemi Saito -
Admiro muito a Neymara Carvalho, porque surfa muito e é uma pessoa muito boa. Ela é a atual bi-campeã mundial.

NJ - Já viajou para quantos países para competir?
Akemi Saito -
Competi uma etapa do Circuito Mundial em Portugal e uma etapa do Circuito Nacional da Costa Rica.

Agradecimentos:
• Akemi Saito - www.akemisaito.com.br e Fotolog
• Aquamix
• BZ - www.bzproboards.com
• Academia Copa Corpo Clube - www.copacorpoclube.com.br

• Regras - www.abbctour.net

 

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