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(Reportagem:
Suzana Sakai/NB | Foto: Divulgação)
Muitos consumidores
da margarina se sentiram aliviados na semana passada, ao descobrirem que,
graças à tecnologia, o alimento pode passar longe das gorduras
e ser uma opção mais saudável do que a manteiga.
No entanto, outra discussão foi colocada em pauta: o uso de transgênicos.
A margarina possui, em sua composição, óleos vegetais
(de soja, milho, semente de algodão e canola), o que deixa em aberto
a utilização de sementes geneticamente modificadas, cujos
efeitos sobre a saúde humana ainda não foram confirmados.
A nutricionista
do Hospital Nipo-Brasileiro Carmen Okamoto explica que os consumidores
podem driblar essa preocupação na hora de comprar o alimento.
Ela afirma que produtos que contenham transgênicos em sua composição
devem destacar a informação em seu rótulo de acordo
com a regulamentação federal. É importante
a leitura dos rótulos dos produtos para verificar se houve utilização
de transgênicos em sua produção, bem como consumir
produtos de marcas conhecidas e idôneas, alerta.
De
olho no consumo das crianças
Uma das grandes
preocupações dos pais na hora de optar por um produto ou
pelo outro é a influência que ele pode ter no desenvolvimento
das crianças. Segundo Carmen, tanto a margarina quanto a manteiga
podem ser incluídas na dieta dos pequenos. Desde que utilizadas
com moderação, pois o excesso de gordura na alimentação
pode levar à obesidade e aumentar do risco de aparecimento de doenças
cardiovasculares, alerta a especialista.
Em termos de
nutrientes, cada uma tem o seu peso. A manteiga é fonte de gorduras,
de proteínas, de cálcio e de vitaminas. A margarina, por
sua vez, é rica em gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas,
sendo mais eficiente no controle do colesterol.
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Quanto
vale para a culinária
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Na culinária,
a manteiga ganha destaque. Além de agregar um sabor característico
aos pratos em que é utilizada, ela é a ideal para
iguarias que incluem a gordura como base de receita.
As margarinas
tradicionais, por sua vez, possuem uma proporção de
aproximadamente 35% a 40% de gorduras. Não são recomendadas
para assar, fritar ou preparar pratos que levem a gordura como base
da receita (biscoitos, tortas e bolos). No entanto, já existem
no mercado margarinas próprias para a culinária que
utilizam uma proporção maior de gordura, em torno
de 70%.
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