No
mercado, já existem diversos produtos hipoalergênicos
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(Reportagem:
Suzana Sakai/NB | Foto: Divulgação)
Marca registrada
de muitos homens e mulheres, os perfumes podem acarretar algumas reações
alérgicas que prometem incomodar e muito os seus adoradores.
Os alérgicos
a perfume podem desenvolver dermatite de contato alérgica, por
irritação ou uma fotodermatose (reação causada
com a exposição ao sol) pelo perfume. Traduzindo:
a pele fica irritada, vermelha, coça bastante e forma algumas bolinhas.
Em alguns casos, pode formar vesículas ou bolhas nos locais onde
o produto foi aplicado.
E quem pensa
que está livre desse tipo de alergia por utilizar apenas determinada
marca de perfume é melhor ficar alerta. Maria de Fátima
Marcelo Fernandes, da Associação Brasileira de Alergia e
Imunopatologia, alerta que as reações alérgicas podem
surpreender pessoas acostumadas com o uso do produto. Quanto mais
a pessoa usar o perfume, mais ela tem chance de se sensibilizar. Esse
tipo de alergia não aparece no primeiro contato e, às vezes,
são necessários anos de uso do produto para começarem
as manifestações, explica a alergista.
Outro fator
que pode contribuir para o surgimento da alergia é a predisposição
genética. Segundo Maria de Fátima, as reações
podem ser tanto pela fragrância como por algum componente utilizado
na conservação do produto.
Diagnóstico
Nem sempre
as irritações na pele se dão exclusivamente pelo
perfume. O mais importante é fazer o diagnóstico se
a reação é alérgica ou não por meio
do teste de contato, alerta Maria de Fátima.
Nesses testes,
são colocadas diversas substâncias potencialmente causadoras
de alergia em contato com a pele do paciente. O teste normalmente é
realizado nas costas.
Confirmada
a alergia, o especialista entrega ao paciente uma lista de produtos onde
pode ser encontrada a substância causadora da alergia.
O melhor
tratamento é não usar mais essa substância e utilizar
corretamente os medicamentos que vão fazer com que a inflamação
já existente desapareça, afirma a especialista.
Alternativas
Confirmada
a alergia, os cheirosos não precisam ficar tão
desanimados. No mercado, já existem diversos produtos hipoalergênicos
que podem ser uma boa alternativa, dependendo do tipo de alergia.
Uma outra opção
é aplicar o perfume nas roupas, em locais que não tenham
tanto contato com o corpo. A alergista explica que é preciso muita
cautela nesse processo. Se a pessoa transpirar e o tecido for muito
fino, a pele pode ficar em contato com o produto novamente e voltar a
apresentar as reações, observa.
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