As
inúmeras mudanças que se iniciam nessa fase não
devem ser encaradas como doença
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A menopausa é
caracterizada como o período de ausência da menstruação
por 12 meses. Essa é uma fase de transição em que há
uma diminuição na produção dos hormônios
sexuais femininos; conseqüentemente, há também uma diminuição
na quantidade de menstruação e dos dias de sua duração.
Porém,
muitas mulheres encaram essa fase da vida com temor. Para o ginecologista
do Hospital São Camilo, Alexandre Megale, a menopausa não
é uma doença.
Assim
como a menina virou mulher, a mulher virou mãe com as gestações
e a mulher enobrecida pelo tempo pára de menstruar, explica.
Sintomas
Segundo Megale,
nesse período, a mulher tem inúmeros sintomas, tanto a curto
prazo (agudos) como a longo prazo (crônicos). A curto prazo,
observamos a diminuição da intensidade e da duração
do fluxo menstrual. Inicialmente, o intervalo entre as menstruações
é encurtado devido à falta de progesterona. Esse hormônio
tem a função de regularizar o ciclo menstrual e de preparar
o organismo para a gestação. Depois, o intervalo entre as
menstruações aumenta, devido à falta do estrogênio
produzido nos ovários. Esse hormônio é responsável
pelas características femininas, pela proteção dos
ossos e do sistema cardiovascular. Cerca de 70% das mulheres têm
sintomas vasomotores: os denominados fogachos ou calores. Não se
sabe ao certo o real mecanismo dessa modificação. Acredita-se
que o termostato do corpo se desregula, fazendo a mulher sentir crises
de calor intenso por intervalos curto de tempo, com freqüência
aumentada inicialmente. Com o passar dos anos, diminui espontaneamente
a freqüência, a intensidade e a duração,
explica o ginecologista.
A depressão
também aparece devido a vários fatores. A mulher percebe
que não tem mais a jovialidade que tanto prezava, vê nas
mulheres mais jovens concorrentes para empregos e atenção
dos maridos e os filhos começam a sair de casa, afirma Alexandre.
Além
disso, as mudanças físicas desse período são
inúmeras: secura vaginal, maior freqüência de perdas
urinárias e diminuição das mamas. Na pele, começam
a aparecer rugas, manchas e os cabelos ficam mais quebradiços.
Os sintomas a longo prazo são o aparecimento de doenças
cardiovasculares, como enfarte e derrames, além da osteoporose.
Terapia
hormonal
E qual é
a função da terapia hormonal? De acordo com Megale, a terapia
hormonal tenta suplementar a ausência principalmente do estrogênio,
diminuindo ou postergando o aparecimentos de doenças. Observamos
grande benefício com o tratamento dos calores. Apesar do incontestável
benefício na osteoporose, existem alguns estudos que comprovam
que a terapia hormonal pode causar câncer de mama e doenças
cardiovasculares. Entretanto, esses estudos mostram apenas números.
O médico deve discutir os riscos e os benefícios com a paciente
de forma individualizada. Cabe a ele tomar sua decisão baseada
em sua experiência, crenças pessoais e estudos clínicos.
Esportes
Na opinião
do ginecologista, a prática de esportes é uma excelente
opção de tratamento para a menopausa. Ela auxilia
na prevenção da osteoporose, libera endorfinas que melhoram
o humor, melhora o colesterol, diminuindo o risco cardiovascular, expõe
as mulheres em grupos sociais, diminuindo a chance de depressão,
além de aumentar a auto-estima. Vale lembrar que nada substitui
uma boa conversa com seu ginecologista. Ele, mais do que ninguém,
saberá definir o acompanhamento a ser seguido junto a sua paciente.
(*Colaboração:
Eliane Ogata/NB)
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