| Todo
mundo tem alguma cicatriz no corpo. Essa marca pode ser oriunda de um tombo
na infância, de um corte profundo feito com faca ou de uma cesariana,
por exemplo. Entretanto, nossa pele tem a capacidade de se regenerar. Essa
regeneração acontece graças ao colágeno produzido
pelos fibroblastos. Porém, essa produção de colágeno
pode estar alterada, resultando num processo de cicatrização
exagerado, conhecido popularmente como quelóide.
Segundo o dermatologista
Marcelo Bellini, antes de entender como se forma essa cicatrização
exagerada, é necessário compreender a diferença entre
cicatriz hipertrófica e quelóide. A hipertrófica
é uma cicatriz que fica restrita ao ferimento, ou seja, é
uma marca que não ultrapassa a lesão. Já a quelóide
é uma cicatriz que ultrapassa a lesão, geralmente tem uma
aparência ressaltada, grosseira e espessa.
A dermatologista
Adriana Dias, do Hospital Nipo Brasileiro de São Paulo, explica
que o quelóide pode resultar de um traumatismo mínimo, porém,
é mais comum aparecer após queimaduras, incisões
cirúrgicas, ferimentos, vacinas e até acnes.
Embora existam
inúmeros tratamentos eficazes para quelóide, o resultado
nem sempre é satisfatório. Muitas vezes, o quelóide
volta a aparecer após algum tempo. Por isso, é muito importante
ter acompanhamento médico para que sejam realizados tratamentos
preventivos, alerta a dermatologista.
Predisposição
Afrodescendentes,
mestiços e asiáticos são freqüentemente acometidos
pelo quelóide. No entanto, a predisposição genética
e o histórico familiar também podem influenciar na formação
desse tipo de cicatriz. Você pode ser descente de japonês
e não ter quelóide. Porém, se você tem um familiar
com quelóide, existe uma grande possibilidade de você ter
também, diz Adriana Dias.
Região
O quelóide
aparece com mais frequência na região do tórax e nas
costas. Porém, se a pessoa tiver uma predisposição
genética, essa cicatriz exagerada pode aparecer em outras regiões
do corpo, principalmente onde foram feitas intervenções
cirúrgicas, explica a dermatologista.
Marcelo Bellini
esclarece que tatuagens nem sempre formam quelóides na pele. A
agulha da tatuagem não agride a pele em profundidade a ponto de
criar um quelóide, porém, se você já tem histórico
de cicatrização exagerada, é melhor conversar primeiro
com um médico antes de tomar qualquer decisão, alerta.
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