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O consumo
diário de bebidas alcoólicas torna-se um hábito comum,
principalmente no inverno e nas férias. Mas, afinal, por que as
pessoas bebem? Certamente porque o álcool etílico, ou etanol,
usado nas bebidas, pode relaxar e diminuir a ansiedade, a angústia
e as crescentes tensões do dia-a-dia. O uso diário de vinhos
é, inclusive, freqüentemente divulgado como redutor dos riscos
de coronariopatia. No entanto, pouco se divulga sobre seus riscos quando
consumido excessivamente.
Quantidades
diárias de 30 g de álcool, ou seja, 1,5 doses de uísque,
1,5 garrafas de cerveja ou 2 taças de vinho podem provocar lesões
no fígado que não acusam sintomas até que, em determinado
momento, surjam manifestações de doença avançada,
como icterícia (cor amarelada dos olhos e da pele) e, já
havendo uma cirrose hepática, inchação nos pés,
barriga d'água e emagrecimento. O álcool, juntamente
com a hepatite C, é a principal causa de cirrose hepática,
podendo destruir o fígado lentamente.
O mais preocupante,
porém, é que a maioria dos portadores desconhece sua condição,
uma vez que a doença, em geral, evolui silenciosamente. É
importante lembrar que a cirrose alcoólica é determinada
por dois fatores fundamentais: o consumo de bebidas alcoólicas
e uma predisposição genética para a doença.
Para que surja
a cirrose alcoólica, é preciso que os dois fatores estejam
presentes no indivíduo. Se houver apenas um deles, a pessoa não
terá a cirrose alcoólica. Isto explica porque alguns indivíduos
bebem muito e não desenvolvem cirrose (mas, sim, outras conseqüências
do alcoolismo), enquanto outros bebem e sofrem da doença. Só
que não há ainda meios de se saber, preventivamente, quem
tem a predisposição genética para cirrose alcoólica.
Entre as pessoas
que bebem, o risco de desenvolver cirrose é maior nas mulheres
do que nos homens.
Portanto, é
fundamental que aqueles que as apreciam consumam as bebidas alcoólicas
com bastante moderação.
Atenção:
se você bebe sempre, pode estar desenvolvendo uma cirrose alcoólica
sem saber!
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