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(Texto:
Isabel Taranto | Foto: Divulgação)
Pouca
gente sabe, mas ter estresse é absolutamente normal. Os especialistas
arriscam dizer que, dependendo do grau, ele pode até ser benéfico.
Só não se estressa quem não está vivo
e estar vivo quer dizer se adaptar a cada momento e situação,
o que é possível, graças ao mecanismo da boa adrenalina,
resume o psiquiatra Mario De Marco, da Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp).
Prejudicial
é o mau estresse, ou distress, como é chamado
pelos americanos. O distúrbio ocorre quando nosso organismo é
submetido a um esforço exagerado e constante, a ponto de causar
um esgotamento da capacidade de se adaptar. É aí que
acontecem as doenças, alerta o médico. Ou seja, alterações
como insônia ou sono excessivo, ausência ou aumento incontrolável
do apetite, infecções freqüentes e disfunções
sexuais indicam a necessidade de tratamento, ainda que seja leve.
Mecanismo
de ação
Timidez demasiada,
insegurança, dificuldade de se comunicar ou falar em público,
prazo apertado para a entrega de um trabalho e tirania do relógio
são algumas situações que desencadeiam o problema.
Outro fator implacável são os conflitos de de relacionamento
como, por exemplo, uma separação conjugal.
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O
estopim para o aparecimento do estresse pode ser qualquer dificuldade
física ou emocional. Felizmente, é fácil identificar
os sintomas
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O estresse
começa a se instalar por meio das tentativas que o nosso organismo
faz para se adapatar a uma nova situação. O estopim pode
ser qualquer dificuldade física ou emocional. Felizmente, é
fácil identificar os sintomas. Basta observar seu próprio
ritmo e notar mudanças de comportamento como intolerância,
irritações constantes, alterações de humor
além do normal, diz o psiquiatra Luiz Cuschnir, de São
Paulo. E isso não é difícil. O convívio familiar
com um estressado fica complicado, pois o indivíduo se irrita com
facilidade, se interessa pouco pelos outros e se descontrola por qualquer
motivo. No trabalho, o desgaste para desempenhar as tarefas é maior
e os erros aparecem com mais freqüência. A atenção
e a concentração podem ser afetadas e o sono deixa de ser
reparador como deveria.
Vilão
da beleza
Para piorar,
além de causar todos esses transtornos, o estresse ainda é
capaz de comprometer a estética. Ele e o envelhecimento precoce
andam de mãos dadas. Quando nos estressamos, há um
considerável aumento de radicais livres, moléculas que debilitam
o sistema imunológico e forçam o organismo a consumir mais
nutrientes que o normal para se equilibrar. O resultado do desgaste é
uma pele envelhecida antes da hora, explica a dermatologista Ana
Lucia Récio.
O s danos não
param por aí. Qualquer alteração na derme tende a
piorar com o distúrbio. Por essa razão, uma simples micose
pode ganhar grandes dimensões e não raro ocorre queda excessiva
de cabelo, de uma hora para outra. Essas disfunções
acontecem porque a pessoa tensa está sempre produzindo muita adrenalina,
que provoca vasoconstrição periférica. Ou seja, a
pele e o couro cabeludo ficam mal irrigados e os nutrientes importantes
para deixá-los saudáveis não os atingem nas quantidades
adequadas esclarece o dermatologista José Carlos Greco.
Além
de prejudicar a aparência, o estresse desequilibra a mente e precisa
ser tratado. Psicoterapia, em geral, apresenta um bom resultado,
pois ajuda a desenvolver recursos para lidar com as dificuldades,
orienta Luiz Cuschnir.
Mas não
basta apenas tentar se conhecer melhor. É preciso também
praticar uma atividade física regular, ter uma alimentação
balanceada, dormir de seis a oito horas por noite, cultivar amizades saudáveis,
permitir-se momentos de lazer e tirar, no mínimo, 15 dias de férias
por ano.
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