
Sessão dura, em média, de 20 a 40 minutos
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(Texto:
Isabel Taranto | Ilustrações: Divulgação)
Mantendo as
mãos distantes quatro a seis centímetros do corpo do paciente,
o terapeuta faz uma avaliação do seu campo energético
e detecta as alterações de energia encontradas. Em seguida,
rearmoniza esse campo e verifica a eficácia do trabalho realizado.
Tudo isso é feito entre 20 a 40 minutos, tempo que costuma durar
uma sessão de Toque Terapêutico (TT), técnica de terapia
complementar utilizada por enfermeiros e outros profissionais da área
de saúde para promover relaxamento, reduzir a ansiedade e controlar
a dor, entre outros sintomas que trazem desconforto a pessoas enfermas.
Descrito pela
primeira vez em um artigo publicado nos Estados Unidos em 1972 pela enfermeira
Dolores Krieger, o Toque Terapêutico, também denominado de
Método Krieger-Kunz, deriva da antiga arte de imposição
das mãos, ferramenta de cura que, para a criadora da técnica,
é um potencial humano natural.
Reduz
efeitos colaterais da quimioterapia
No Brasil, o método se difundiu pelas mãos da enfermeira
Ana Cristina de Sá, mestre e doutora em Enfermagem pela Escola
de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), docente do Centro
Universitário São Camilo, em São Paulo. Há
22 anos, ela leu na extinta revista Fatos & Fotos uma reportagem com
Dolores Krieger sobre o Toque Terapêutico.
Escrevi
para ela, que me enviou vários artigos. Mais tarde, viajei para
o Canadá e EUA para conhecê-la, recorda a terapeuta.
De volta ao Brasil, baseou seu doutorado no TT defendendo na USP a tese
Aplicação do Toque Terapêutico em Mulheres Portadoras
de Câncer de Mama sob Tratamento Quimioterápico. Constatei
que as 30 pacientes submetidas ao TT praticamente não apresentaram
vômitos nem mucosite em decorrência da quimioterapia como
era de costume. As mulheres que estavam deprimidas com o tratamento também
tiveram uma melhora emocional importante em apenas três sessões,
orgulha-se Ana Cristina.
Melhora
a cicatrização e as defesas do organismo
Segundo ela, esses resultados se deram porque, ao harmonizar a energia
e retirar bloqueios, o TT melhora os mecanismos enzimáticos das
células, assim como os processos de defesa e cicatrização.
O paciente também relaxa graças à liberação
de endorfinas que o TT promove e passa a enfrentar a doença de
maneira mais positiva e otimista.
Ao contrário
de outras práticas de imposição das mãos que
são essencialmente religiosas, o Método Krieger-Kunz independe
da fé ou crença daquele que o recebe ou do terapeuta que
o aplica para ser efetivo. Sua aplicação requer tão
somente treinamento na técnica e a intencionalidade consciente
do terapeuta que realiza o TT com o intuito de repadronizar o campo energético
do paciente.
O TT
é uma técnica científica baseada na física
quântica e no eletromagnetismo. É algo sério e que
exige concentração tanto quanto outras técnicas de
enfermagem, tais como a passagem de uma sonda ou uma punção
venosa difícil, assegura a professora, que há três
anos ministra cursos em que ensina o Método Krieger-Kunz a enfermeiros,
médicos e demais profissionais da área de saúde.
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